Acústica para auditórios – Quais problemas contornar?

Existem projetos acústicos complexos, como salas de concerto multiuso e teatros. Entretanto, em geral temos visto a multiplicação de auditórios de 50 a 200 pessoas com o objetivo de treinamento corporativo. Muitos destes ambientes possuem dimensões pequenas a médias, onde o objetivo principal é otimizar o espaço ao máximo. Entretanto, o projeto de auditórios destes ambientes é por vezes negligenciado devido a falta de entendimento dos conceitos básicos de acústica. Como consequência, as pessoas acabam por contratar sistemas de som, ou mesmo uma consultoria para resolver os problemas acústicos em um estágio já avançado da obra, o que encarece a obra, visto que fica complicado consertar o que deveria já ter nascido bem.
Portanto, nossos objetivo neste artigo é identificar os principais problemas encontrados nos projetos de acústica para auditórios. Para assim, prever o aparecimento de tais problemas, e caso necessário, você já tenha conhecimento das principais métricas para avaliar a qualidade acústica de um auditório antes dele sair do papel. Vamos lá!

Defeitos acústicos em auditórios

Entre os principais problemas relatados em auditórios de pequeno a médio porte, vamos citar alguns que estão relacionados à homogeneidade do som no ambiente, à capacidade do auditório em absorver o som do ambiente, e outros estão ligados a inteligibilidade da voz.

Focalização

Nesta figura abaixo podemos ver alguns raios acústicos de uma fonte pontual em um palco. Conforme o som bate em uma parede côncava ao fundo, assim como a luz, eles formam um ponto focal. Esse defeito pode causar bastante desconforto em algumas posições de audição, e deve ser evitado quando detectado. Veja que os teatros e auditórios em formato de ferradura podem vir a apresentar esse problema.

exemplo de ponto focal

Exemplo de ponto focal

Falta ou excesso de absorção

No que tange a quantidade de absorção sonora, podemos partir de uma avaliação bem básica usando a fórmula de Sabine. Essa fórmula considera alguns elementos do ambiente como áreas de cada superfície (paredes, piso e forro) além do volume da sala e absorção média dos materiais acústicos. A fórmula fornece um valor razoável como um chute inicial para determinar o tempo de reverberação. O tempo de reverberação ideal para cada sala varia de acordo com o volume de cada auditório. E em outras aplicações, como música em teatros, em geral o tempo de reverberação ideal é mais alto do que em auditórios. Diversos estudos foram feitos em auditórios reais e em geral o tempo de reverberação para auditórios deve ser da ordem de 0,8 a 1,2 segundos. Isso porque uma sala muito seca (pouca reverberação) não nos dá uma sensação de intimidade. Já uma reverberação muito longa pode vir a confundir o ouvinte, que pode ouvir uma sílaba que sai diretamente da boca do orador, juntamente com outra sílaba emitida anteriormente, fundindo ambas. Ao ouvir duas sílabas juntas em níveis parecidos, pode ser que a pessoa caracterize o som como “embolado”, o que causa desconforto. Esse defeito é decorrente da absorção.
LB Home Auditório Artefacto - Bahia, Brasil.

Inteligibilidade

Em termos de inteligibilidade, temos que ter em mente que podemos estar falando de nível ou de cobertura, ou seja, caso o ouvinte esteja muito distante, pode ser necessário o uso de um sistema de som. Por outro lado, caso haja falta de cobertura sonora em algumas frequências, pode ser difícil distinguir sílabas similares.
Entretanto, devido a característica de absorção dos materiais e sua distribuição, podemos ter locais com diferente distribuição do conteúdo de frequência do som. O interessante é medir os parâmetros ao obter respostas impulsivas da sala. Veja um video que explica um pouco disso neste artigo aqui. Existem parâmetros técnicos e quantitativos que permitem avaliar esse aspecto de inteligibilidade. Entre eles podemos citar:

  • A articulação das consoantes, ALCons
  • O índice de transmissão da fala, STI

Sendo que indiretamente o tempo de reverberação pode ser considerado um parâmetro de inteligibilidade. Exploramos mais sobre esse tema neste post aqui. Se você quiser se aprofundar um pouco mais aconselhamos a dissertação da Profa. Gabriela Kurtz Oliveira que pode ser vista aqui.

Gostou do tema? Deixe seu comentário para nós, ficaríamos muito felizes em ajudar. E caso tenhas algumas dúvidas e queira saber mais, aconselhamos você a participar do nosso webinar com o especialista Felipe Paim sobre os 3 maiores segredos da acústica em auditórios. É só clicar no botão abaixo e se inscrever.
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O que é Aeroacústica e quem trabalha nessa fascinante área?

Um lindo dia de sol em Florianópolis, SC e mais de 40 pesquisadores de todo o mundo discutindo os rumos de uma fascinante área de conhecimento, a Aeroacústica. Foi assim no primeiro dia da Escola de Primavera de Aeroacústica, um evento que reuniu os mais gabaritados profissionais do mundo no Costão do Santinho entre os dias 23 e 26 de Outubro de 2017. Neste artigo você saberá do que se trata esse intrigante tema, e quais são os principais desafios da academia e da indústria que podem vir a movimentar o mercado.

Aeroacústica o estudo do som influenciado por escoamentos

Não é muito fácil observar os efeitos das condições ambientais na propagação de ondas sonoras, principalmente se o som é gerado por escoamentos de qualquer fluido, o qual pode gerar turbulência e com isso ruído. Vários efeitos são causados por variações de temperatura e de velocidade do ar, ainda mais se temos a interação entre uma estrutura rígida e sólida o que também pode causar forças aerodinâmicas e consequentemente ruído. Desta forma, esse campo de estudo é bastante complexo e desafiador. Muitos autores divergem quanto aos modelos criados para representar os fenômenos aeroacústicos em determinadas condições, e além disso, os experimentalistas divergem dos analíticos e dos numéricos, que são as tribos conhecidas por tomar diferentes abordagens aos problemas.

Para que serve a Aeroacústica?

Muitos problemas da indústria podem ser resolvidos aplicando simplificações em fórmulas matemáticas que representam o comportamento aeroacústico de uma determinada configuração. Para sermos mais específicos, hoje em dia os principais problemas estão ligados à indústria aeroespacial, de refrigeração e automotiva. Isso envolve em grande parte o desenvolvimento de aeronaves, trens, drones, dutos industriais, atenuadores, escapamentos, e outros. E no fim das contas o ruído ocasionado por esses meios de transporte ou equipamentos pode vir a interferir na nossa saúde auditiva ou na nossa qualidade de vida em comunidades. Portanto, o desafio dos profissionais desta área é gerar valor ao negócio, atendendo critérios de certificação e ao mesmo tempo balancear os prós e contras que uma adequação acústica pode proporcionar em outros critérios, como desempenho, consumo de combustível, poluição do ar e incômodo.

Quem são os prifissionais da área?

Como essa área é bastante complexa, existem poucos profissionais no mundo que pesquisam e atuam efetivamente com aeroacústica. Se você pretende atuar em acústica, veja o depoimento do Denison Oliveira, profissional do ramo, neste video.

Uma excelente iniciativa foi reunir tais profissionais em Florianópolis para discutir o tema em alto nível. Uma parceria entre a UFSC e a KTH, duas instituições de ensino superior do Brasil e da Suécia respectivamente, trouxe quase 50 profissionais para formar a Escola de Primavera em Aeroacústica, que ocorreu dos dias 23 a 26 de Outubro em Florianópolis com o financiamento Sueco. Entre os envolvidos estão diversos acadêmicos que atuam com pesquisa e representantes da indústria nacional. No terceiro dia houve uma visita técnica ao Laboratório de Vibrações e Acústica da UFSC, o LVA, e uma mesa redonda coordenada pelo professor Julio Apolinário Cordioli, organizador do evento, para discussão dos rumos e desafios da indústria. Nos próximos parágrafos vou repassar algumas anotações que fiz ao traduzir a visão de cada participante desta mesa redonda e de alguns dos mais influentes pesquisadores, visto que tudo foi feito no idioma inglês. A minha intenção não é traduzir literalmente o que cada um falou, e aviso que possam haver más interpretações da minha parte. Entretanto, o objetivo é repassar à comunidade a importância do estudo nesta área.

RIG de Jato UFSC
Essa é a bancada de ensaios de ruído de jato construída no LVA em parceria com a EMBRAER para pesquisas dos efeitos de instalação e interações dos jatos com placas, simulando o efeito entre a saída de uma turbina e os flaps de uma aeronave.

Painel – Futuro da Aeroacústica e desafios da indústria

Eduardo Lobão – Embraer

O design de aeronaves é altamente multidisciplinar. Há muitos conflitos de necessidades das disciplinas de projetos e é um desafio incorporar variáveis de ruído que atendam tanto à certificação das aeronaves quanto às estratégias de negócio nas empresas grandes como a Embraer. Uma coisa é o incômodo das comunidades, e outra coisa é a certificação das aeronaves. Não podemos comparar as aeronaves usando somente essa métrica do EPNL, mas precisamos de melhores maneiras de prever esses valores, mesmo tendo uma variabilidade grande. Há maneiras de trabalhar com comunidades e como endereçar os problemas, mas precisamos separar as certificações individuais de cada aeronave disso. Quanto a análise estatística de Monte Carlo, pode ser algo bem interessante em termos de previsão, visto que estamos usando parâmetros estimados, e com isso temos que ter uma visão holística em relação aos resultados. Bases de dados de baixo custo são necessárias de forma que ferramentas empíricas sirvam para design nas primeiras etapas de concepção das aeronaves. Algumas tecnologias são baseadas em geometrias mais complexas de peças e novos sistemas de propulsão, mas tudo é muito incerto, com grandes projetos da NASA dando sinais de bons prognósticos para o futuro. O SILENCE project da Embraer é muito importante para mostrar os problemas às pessoas e como podemos colocar a comunidade científica em contato com a indústria para chegarmos a projetos de inovação e de alto impacto.

Fernando Catalano – USP

Quanto ao ruído aerodinâmico temos que ter em mente que tudo tem interdependências e impactos em consumo de combustível, emissão de gases, eficiência aerodinâmica e ruído. Os motores turbofan estão aumentando de tamanho, com uma tendência a termos nacelles (entrada do duto da turbina) cada vez mais curtas e finas. Devemos também manter as melhores práticas de redução de combustível e poluição, mas para isso precisamos pensar mais na fase de design da aeronave. A integração do pessoal de aerodinâmica e de ruído é fundamental para adquirir bons resultados, e isso está na agenda no momento. Os liners (materiais de revestimento de motores de aeronaves) são importantes para os novos designs de aeronaves na visão do professor da USP. Não há como “curar” um trem de pouso, mas podemos otimizar os efeitos de ruído na fase de concepção do produto. Enfim, a certificação de ruído das aeronaves pode ser crucial para se manter ou sair desse mercado de aeronaves.

Paul Murray – ISVR

Os liners devem trabalhar em frequências mais baixas, portanto, temos que ter certeza que nossos modelos funcionam bem e que podemos trabalhar em espaços diminutos e mais curtos tendo melhor eficiência. Precisamos avaliar todas as condições de antemão para prever o efeito dos liners. Baixo custo é essencial e as camadas limites devem ser melhor estudadas para entendermos como a skin friction velocity do escoamento se dá, e com isso para termos melhores previsões da impedância do material. Precisamos considerar modelos 3D na fase de projeto, e como os modos e a incidência do som afeta a eficiência dos materiais de tratamento acústico das aeronaves. Se irmos para estruturas de fibra de carbono, teremos um problema de como isolar o ruído interno nas aeronaves comerciais, principalmente para quem está na primeira classe e paga mais pela passagem. Então se as aeronaves ficarão mais leves, teremos que tratar melhor a questão de isolamento acústico nas cabines. Temos ideias em termos de cavidades curvas de materiais de tratamento acústico, mas a fabricação é difícil e melhores métodos de manufatura devem ser utilizados.

Hans Boden – KTH

Os aviões elétricos, assim como carros elétricos são algo inovativo e que merece atenção em termos das inovações e baixo ruído. O problema é a autonomia das baterias, mas em um futuro próximo isso será resolvido. A incomodação das pessoas quanto ao ruído foi avaliada nas residências na Europa, mas ainda não temos como usar essas informações para melhorar as métricas ou modelos preditivos em incômodo. o Prof. Fernando Catalano também concorda que é um tópico quente e que agora foi feito um comitê para discutir modelos elétricos de aeronaves.

Damiano Casalino – TU Delft

Tivemos problemas para reduzir ruído em trens de pouso, mas há muito o que fazer. Precisamos também falar em revestimentos para atenuar grandes faixas de frequência. O que podemos fazer também é otimizar cada segmento dos revestimentos para obter ótima atenuação do som em cada parte da nacelle, o que não é feito hoje em dia. Temos muitos riscos nesses tipos de projeto, principalmente na instalação de flaps próximo aos jatos, mas temos iniciativas de materiais de atenuação nos flaps que são uma ótima ideia. Os aviões ultrasônicos são algo novo que estão melhorando em termos do sonic boom, e pode ser uma ótima e rápida alternativa para voos sobre o mar. No entanto, as incertezas e a variabilidade dos dados experimentais em geral é ainda grande, não somente em relação ao ruído subsônico, podendo chegar a 7dB. Portanto temos que ter cuidado e reduzir essas incertezas. A métrica EPNL não está representando a audibilidade, portanto temos que reavaliar essa métrica. Outra coisa são as grandes simulações, que podemos usar para fins de educação e a indústria tem que promover a oportunidade das pessoas verem e estudarem isso.

Willian Wolf – UNICAMP

Ele questiona como investigar os problemas que temos em aeroacústica, visto que temos diversos problemas na indústria e que não são compartilhados na academia. Por exemplo, será que os métodos numéricos são realmente realizáveis? O quanto a indústria está disposta a pagar para ter melhores previsões de alta fidelidade em termos de ruído? Claro que temos mais capacidade computacional e técnicas conhecidas, mas precisamos saber onde estamos indo. Há possibilidade de usarmos machine learning em modelos reduzidos para aprender mais dos dados que temos? Enfim, precisamos de mais gente para trabalhar nesses tópicos, tanto na academia quanto na indústria.

Gwenael Gabard – Université du Maine

O que podemos tirar dos dados que já temos? Uma grande simulação dá muita informação, mas precisamos entender se aquilo é fisicamente possível. Precisamos portanto de parâmetros mais realistas da indústria para guiar os esforços de pesquisa e que, no fim das contas, realmente representem algo realizável e factível.

Guillaume Brés – Cascade

Precisamos de pesquisa aplicada, mas também de pesquisa básica da academia. Falamos muito de aplicações subsônicas, mas as aplicações militares são em geral supersônicas, e neste caso temos outros problemas de ruído muito maiores. Os pilotos de aeronaves militares precisam de capacetes para reduzir o ruído, e isso pode apresentar problemas de saúde também. É um desafio multidisciplinar e com muitas frentes, sendo que modelos com fidelidade podem ser necessários. O desafio está posto, mas precisamos de dados experimentais bem documentados para causar um bom impacto.

Luc Mongeau – McGill

Os desafios da indústria são guiados pelas certificações. Os procedimentos hoje adotados dão uma ideia do ruído, mas muitas fontes surgiram. Na certificação não se vê cada parte em separado, mas sim valores globais em condições de decolagem, cruzeiro e pouso, não sendo possível separar cada fonte de ruído. Precisamos rever as recomendações em termos dos níveis de certificação, conclui. Para tal, pesquisamos o ruído de várias aeronaves e com isso nos deram a possibilidade de usar uma “bola de cristal” e prever o futuro. Não queremos matar a indústria, mas precisamos de níveis que sejam desafiadores para irmos em frente. Estamos vendo novas aeronaves indo muito bem em relação aos critérios das certificações nos dias de hoje. Mas os procedimentos atuais usados na certificação são realmente adequados e estão servindo aos propósitos de reduzir o ruído nas comunidades próximas aos aeroportos? Se as condições e métodos estatístico evoluírem, podemos usar isso para avaliar de uma maneira geral o ruído.

Concluindo

Na minha visão a indústria brasileira tem sido muito feliz em manter um bom relacionamento com a academia, mesmo havendo bastante segredo industrial. No entanto, a complexidade requerida hoje para se certificar uma aeronave é algo que não é para qualquer profissional. Essa área é extremamente complexa e pouquíssimos chegam no nível de discussão e de entendimento do assunto como esses profissionais. Então fica aqui meu agradecimento aos organizadores e pela oportunidade de cobertura do evento. Espero que tenhamos mais desafios com mais tipos distintos de aeronaves nos próximos anos e que seja possível criar conhecimento e inovação sem barreiras quanto ao uso do espaço aéreo, sempre respeitando os ouvidos e com isso a saúde e o bem estar.

Espero que tenham gostado e que continuem visitando o Portal Acústica. Se tiverem interesse em mais material sobre acústica, separamos um e-book sobre ferramentas computacionais para você se verificar quais pode utilizar em sua aplicação ou pesquisa. O download é gratuito ao clicar aqui ou na imagem abaixo.
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Acústica de salas e teatros – o Palácio da Música Catalã

O Palácio da Música Catalã, em Barcelona (Espanha), é um magnífico patrimônio cultural tombado pela UNESCO.

Ele foi construído por Lluís Domènech i Montaner, que o finalizou no ano de 1908. É um marco para o movimento de arte Modernista da região da Catalunha e um excelente objeto de estudo para acústica de salas.

Estive lá no teatro para apreciar um espetáculo de dança flamenca, que realmente foi incrível. Infelizmente não pude filmar o espetáculo mas conseguir gravar um video para mostrar um pouco da arquitetura do local. Como sempre gosto de comentar sobre a acústica, sendo que esse local realmente é primoroso em termos decorativos e sonoros. Veja o que falo sobre o assunto abaixo:

Ah, como citei no video, segue o link para você se inscrever e ganhar todos os webinares gravados na sua caixa de e-mail.

O arquiteto Lluís Domènech i Montaner utilizou azulejos no teto para criar uma estrutura difusora que espalha o som e com isso evita o flutter echo, um defeito acústico muito conhecido devido ao paralelismo de paredes. Devido à boa distribuição de público e de cadeiras estofadas, o tempo de reverberação permanece controlado. Como o teatro é utilizado para peças teatrais e para música moderna, o tempo de reverberação um pouco mais baixo é benéfico. Já para música sinfônica o ideal é um tempo de reverberação mais alto, sendo que depende muito do volume do local e de quanto cada material utilizado:
1 – absorve,
2 – reflete,
3 – difunde.

O que dá o diferencial realmente é a questão da difusão, transmitindo uma sensação de espacialidade e boa distribuição. Além disso, os materiais acústicos que revestem as poltronas auxiliam na absorção do som, o que é deveras importante e permite grande flexibilidade no projeto acústico do arquiteto. Se você é arquieto, considere utilizar poltronas com os coeficientes de absorção conhecidos para alterar as propriedades da sua sala e com isso ajustar a acústica em termos do tempo de reverberação. Outros parâmetros podem ser avaliados neste tipo de projeto, como C80, EDT e D50. Posso explicar mais sobre esses conceitos em outro post. Muito da determinação destes parâmetros pode ser feito através de um modelo computacional do teatro. As ferramentas mais conhecidas do mercado são o Odeon, que é o mais completo, o EASE, que trabalha bem com projeto eletroacústico, e o CATT Acoustics, que é mais simplificado mas resolve a maioria dos casos com geometrias mais fáceis de trabalhar.

Veja só como diversos detalhes podem influenciar na melhora da acústica de salas, seja a estrutura física do ambiente ou detalhes nos materiais utilizados nos móveis.

Se você gostou desse conteúdo, compartilhe com seus amigos e deixe um comentário aqui abaixo! Será ótimo iniciarmos uma discussão sobre esse assunto.

Querendo saber mais sobre acústica e vibrações? Observe que um dos maiores problemas brasileiros é a falta de projetos de controle de ruído ocasionado por equipamentos prediais e pelo arrastar de móveis ou salto alto em edifícios residenciais. Que tal se inscrever no nosso webinar exclusivo sobre como controlar a vibração em edificações com o especialista Moysés Zindeluk e se preparar para atender todas as normas brasileiras de desempenho acústico?

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Resolva o problema de ruído em apartamentos – Webinar

Na semana que vem vamos trazer um especialista sobre vibração e ruído para atravessar o Portal Acústica e nos mostrar diversos estudos de caso para responder a seguinte pergunta:

Como controlar vibrações em edificações?

Esse é um problema um tanto comum na maioria dos apartamentos brasileiros, que são em sua maioria feitos de alvenaria. O concreto, por ser bastante rígido, apresenta alta velocidade de propagação das ondas e pouco amortecimento, causando propagação do ruído gerado por vibração. Essa vibração é de alta faixa de frequência se for gerada por um impacto, ou seja, uma curta duração de tempo de contato entre dois objetos, ou um choque inelástico. Neste caso, o mais comum em edifícios é o bendito salto alto ou o arrastar de móveis. Entretanto, algumas pessoas se encomodam com ruídos mais intermitentes e por vezes gerados por equipamentos prediais mal isolados da estrutura.

O consultor e especialista Moyses Zindeluk irá abordar esse tema e mostrar como podemos evitar esses problemas básicos mas que fazem toda a diferença na qualidade de uma edificação. Muitas construtoras ainda não tem experiência no assunto e por vezes só tomam conhecimento do problema em um estágio muito avançado do processo (após entregar o produto ao cliente final). Lembramos que o ideal seria realizar os ensaios de desempenho acústico do sistema instalado após um criterioso projeto que visa atender um certo nível de qualidade, de acordo com o padrão da obra.

Os clientes estão cada dia mais exigentes, e as normativas cada vez mais apertadas. Então, tanto as construtoras, quanto as empresas que fornecem insumos à construção civil devem estar preparados para não ficar atrás da concorrência. Além disso, um imóvel de qualidade é muito mais fácil de vender. E nesses tempos de melhoria gradual da economia, esse pode ser o diferencial entre uma construtora atenta e outra que está em vias de ir à falência.

Confira o webinar exclusivo do Portal Acústica dia 03 de Outubro às 11h, ao se inscrever através deste link aqui.

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Medição acústica em um anfiteatro

Realizar a medição acústica de uma sala de aula em uma escola, ou de um anfiteatro em uma universidade,  é uma prática bastante importante para assegurar conforto acústico, reduzir a fadiga dos professores e melhorar os níveis de aprendizado dos alunos.

Estudos recentes mostram que um ambiente mais silencioso é primordial para o ensino de jovens, especialmente crianças, devido a maior propensão delas ao mascaramento de informações. Isso significa que crianças não usam o seu julgamento e pré conhecimento sobre os assuntos ministrados em sala de aula para formar os conceitos. Então, as crianças estão mais sucetíveis a absorver a informação de maneira errada, caso estejam na presença de sons que não são gerados pelo educador. E realmente é triste ver a realidade de diversas escolas públicas do Brasil com ambientes muito mal preparados para o ensino, com muito ruído de fundo (externo ou interno e que não é gerado pelo educador).

O vídeo a seguir mostra como foi realizada a medição de resposta impulsiva num dos anfiteatros da Universidade de Southampton (UK), onde utilizamos dois diferentes equipamentos para gravar o som e realizar um pós processamento dos dados. Veja o procedimento em:

Utilizando uma fonte sonora, microfones e um sonômetro, os especialistas puderam realizar uma medição acústica do tempo de reverberação (artigo comentado no video) do ambiente ao avaliar o decaimento do som no ambiente ao utilizar um sinal de varredura. Os dados das gravações da resposta impulsiva da sala podem ser usados para realizar operações de convolução, e obter em um sistema de áudio uma reprodução de como qualquer som soaria se estivesse sendo executado neste anfiteatro. Em outras palavras, essas medições permitem criar um modelo tridimensional da sala que represente a acústica do anfiteatro naquele ponto de audição, ao colocar uma fonte sonora qualquer naquele ponto que a caixa de som reproduziu a varredura. Isso é incrível, visto que podemos recriar a sensação de estar fisicamente naquela sala. Isso é muito útil ao projetar esse tipo de ambiente, de forma que possamos prever a acústica da sala mesmo sem ela existir.

Digamos que queremos reproduzir a mesma planta, ou desenho arquitetônico em outro prédio. Podemos verificar as deficiências deste anfiteatro existente, e gerar um modelo acústico computadorizado que permita otimizar a sala. Assim, o projeto vai sempre se aperfeiçoando. Veja que isso é extremamente útil, para reduzir custos e garantir a qualidade em projetos que sejam replicáveis.

Para melhorar o conforto acústico, podem ser estudadas a alteração dos materiais de revestimento do teto, piso e móveis, por exemplo. Isso interfere principalmente no coeficiente de absorção e difusão médio da sala. E de maneira geral podemos com isso controlar o tempo de reverberação, que é uma métrica essencial. Essa métrica influencia parâmetros mais complexos de qualidade ligados à inteligibilidade da palavra falada. Temos um artigo sobre esse tema inclusive. Clique aqui para ler caso tenha interesse.

Esse vídeo sobre medição de resposta impulsiva em um anfiteatro foi útil para você? Então compartilhe com seus amigos e colegas nas suas redes sociais. Deixa também seu comentário abaixo para sabermos o seu feedback!

Quer saber um pouco mais sobre assuntos mais técnicos? Que tal assistir a um seminário online sobre como controlar a vibração em edificações e com isso evitar o ruído de fundo que tanto atrapalha o aprendizado nas escolas e o sono em nossas casas?

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O futuro da aviação pessoal será ruidoso?

Estive discutindo bastante sobre carros voadores e o futuro da indústria aeroespacial nos últimos dias com os colegas de trabalho. Ainda mais porque um deles foi contratado pela Lilium para trabalhar em um projeto que já está bastante adiantado, com um protótipo que já realizou alguns voos. Meu objetivo neste artigo é discutir as implicações relacionadas ao ruído ao se falar de novos projetos de aviação pessoal e de drones.

Atualmente existem empresas construindo protótipos e falando muito sério em lançar modelos de transporte de 2 passageiros no mercado. A maioria das alternativas trabalha com 2 ou mais propulsores que podem mecânicos ou elétricos. Uma grande vantagem dos novos conceitos é a possibilidade de fazer decolagens verticais, não sendo necessária qualquer infra-estrutura de rodovias. Entretanto, ao adquirir certa altitude os carros voadores alteram a direção dos propulsores para realizar um voo mais rápido e eficiente na horizontal, como aviões comerciais. As velocidades de cruzeiro podem chegar a 300 km/h, o que é bastante interessante.

Empresas como a Aurora, em parceria com nossa querida Embraer e Uber pensam em um modelo compartilhado que permita ser locado. No primeiro momento haverá um piloto, mas a idéia é tornar um veículo automático a partir do momento que os passageiros estiverem mais seguros com a ideia de voar sem um piloto no comando. Mas eles não estão sozinhos nesta corrida tecnológica, tendo empresas de todo o mundo como DeLorean’s, Lilium, EHang, AeroMobil, Terrafugia, Joby Aviation com projetos de lançamento daqui a 5 ou 10 anos.
Veja esse video para aprender mais sobre o sistema de propulsão distribuída e para ver alguns destes protótipos. O artigo que usei como base é esse aqui.

 

Em termos de ruído para a aviação pessoal, nada está definido! A preocupação dos pesquisadores que trabalham comigo é em termos de certificação, visto que infra-estruturas completas serão necessárias para avaliar todos os requisitos de segurança, inclusive o ruído. Os mecanismos de certificação com certeza terão longos debates para realizar ensaios e estabelecer parâmetros que permitam credenciar empresas a atuar neste mercado.

Certamente as regulamentações da ANAC terão que ser reavaliadas e as atuais não serão completamente válidas para este cenário, visto que ou a aeronave é tratada como um avião ou um helicóptero nas RBAC (Regulamentos Brasileiros da Aviação Civil). Por exemplo, a RBAC 21 define questões relacionadas à Certificação de produto Aeronáutico, já a RBAC 36 define requisitos de ruído para aeronaves, e por fim a RBAC 161 define como são elaborados os Planos de Zoneamento de Ruído de Aeródromos PZR. Mas perceba que no caso dos carros voadores e dos drones, qualquer terraço ou campo pode vir a ser um local de pouso. Muito do conteúdo destes regulamentos são cópias quase que fiéis de documentos da FAA (Federal Aviation Administration) do departamento de transportes dos Estados Unidos.

Durante uma caminha em Kensington Gardens gravei um rápido video sobre esse tema. Acompanhe abaixo.

O fato é que todos esses meios de transporte, tripulados ou não tripulados,  são extremamente ruidosos, gerando ruídos tonais através das hélices, que são especialmente incômodos para nós humanos. Como a penalidade tonal passa pelo critério utilizado pelo profissional perito que realiza a medição, nas leis e normativas brasileiras essa questão não foi totalmente incorporada e com procedimento claro. Me corrijam se eu estiver errado, mas me parece que é necessário um amadurecimento técnico com relação aos estudos psicoacústicos relacionados aos efeitos do ruído de drones e de carros voadores nos humanos. Somente assim podemos aprimorar as normativas e regulamentos de certificação que se traduzirão em leis brasileiras, culminando na permissão o uso seguro e regulamentado deste tipo de transporte.

É claro que o ruído é somente um dos potenciais vilões desta história. Mas se primarmos somente pelo desempenho, economia de combustível, aerodinâmica e segurança na aviação pessoal; fatalmente estaremos desbalanceando a equação. O que pode potencialmente perigoso, ao colocar no mercado aeronaves ruidosas e que venham a gerar problemas a longo prazo, como estresse, irritabilidade e problemas do coração.

Enfim, gostaríamos de ouvir mais comentários sobre esse assunto de você. Comente e participe.

Software de modelagem acústica gratuito!

Passando pelos corredores da feira de negócios, dentro do Congresso Internacional de Acústica e Vibrações (ICSV24) em Londres, me deparei com um stand de uma empresa de softwares para acústica que me chamou a atenção. Eu já tinha ouvido falar da ferramenta deles, o iNoise, que prometia ser gratuita para consultores e engenheiros em início de carreira. Então decidi conversar e tirar as minhas dúvidas. Para a minha surpresa, eles me deram uma licença que permite colocar a minha própria marca nos mapas gerados em uma interface que eu já estou acostumado, visto que são os mesmos desenvolvedores do Predictor Lima.

Vamos ouvir um pouco sobre o iNoise, um software que no Brasil é oferecido pela 3R Brasil, uma empresa do Rio de Janeiro que oferece tecnologia de ponta em termos de monitoramento de ruído, modelagem e controle de ruído ocupacional. Podes habilitar as legendas em Português caso necessário.

Como dito no video, o iNoise é oferecido em 3 tipos distintos de licenças, sendo uma gratuita, outra profissional e a terceira para empresas. Cada modalidade de licença tem suas limitações em termos da quantidade de prédios e fontes sonoras que podem ser modeladas. A aquisição pode ser realizada no site do fornecedor fazendo o download do iNoise, que é rapidamente instalado. A configuração é simples e não requer suporte. Entretanto, se você ainda não tem familiaridade com esse tipo de ferramenta, talvez seja interessante realizar um curso que abranja as normativas utilizadas.

As normas ISO 9613 de controle de qualidade em termos do método de cálculo de atenuação sonora em ambientes externos, e a norma ISO 1996 que descreve os procedimentos de medição e avaliação de ruído ambiental são atendidas no iNoise. Em termos de ruído rodoviário, podemos citar a norma ISO 9613-2 e a RLS90 que estabelecem a categoria dos veículos em termos do modelo de cálculo de potência sonora em fontes lineares e equivalentes utilizado. Entretanto, se outras fontes de ruído precisarem ser modeladas, como por exemplo fazendas eólicas e fontes portuárias ou industriais, o software também permite a inclusão nos modelos. Lembrando que modelos são representações ideais de fenômenos físicos ou de equipamentos, de forma que eles contemplam uma faixa de incerteza devido às condições climáticas, épocas do ano, temperatura, ventos e outras variáveis que influenciam o comportamento do som. Assim como o furação IRMA que está varrendo as Bahamas, Cuba e Flórida, veja há certa diferença entre os modelos preditivos durante uma semana de análise. Quanto maior o problema, mais imprecisão o modelo terá. A Teoria do Caos por vezes é utilizada para gerar previsões de grande porte, mas para problemas acústicos na Europa, já existem muitas medições que permitem ter modelos mais fiéis com cerca de 4 dB de variabilidade.

Para se ter uma ideia em quanto é importante prever o ruído, veja o caso do festival Na Praia que teve uma multa emitida pelo IBRAM de R$15.000,00 por perturbação do sossego. A empresa 3R Brasil foi contatada para resolver o problema e atuou de forma ativa no controle do ruído do festival. O controlador de ruído para eventos altamente intermitentes e esporádicos se mostrou como uma ótima solução. Entretanto, para ambientes industriais o ruído pode ser fator determinante na implantação de um parque industrial, um estaleiro, ou outra atividade que também tenha grande impacto ambiental.

Na minha visão, os modelos acústicos usados no Brasil ainda confiam muito nos trabalhos realizados no exterior (Europa e EUA), sendo que nossos carros, nossos aviões, nossos caminhões e nossas indústrias são diferentes das dos europeus ou norte americanos. Precisamos de mais medições, mais estudos, mais pesquisa, mais modelos e mais softwares com a nossa assinatura tupiniquim. Só assim teremos mais possibilidade de gerar valor aos nossos clientes, ao ser mais precisos em nossos modelos. Mas por agora, podemos começar com o que nos aparece na frente, sem custo, e que permite ao menos começarmos a trabalhar sem incorrer em pesados investimentos, especialmente para quem está começando.

Se você tem interesse em saber mais sobre Ruído Industrial e como se tornar um profissional em modelagem de ruído, inscreva-se agora no curso que estamos promovendo ao clicar aqui!

Internoise 2017 – Acústica direto da China

O congresso internacional Internoise 2017 é um dos maiores do gênero e reúne os maiores profissionais do ramo. A foto acima é da palestrante Brigitte Schulter – famosa pelos estudos em paisagem sonora. Veja o nosso grande professor Samir falar sobre o congresso nesse video abaixo, diretamente com o nosso correspondente Edison Claro de Hong Kong…

Hong Kong é uma cidade grande e com muitos problemas similares à São Paulo, o que nos permite traçar um paralelo entre as duas realidades. Haja visto a grande poluição sonora causada por sistemas de transporte, e a grande densidade populacional devido à verticalização da cidade.

Além disso, o povo Chinês também gosta de uma batucada como nós Brasileiros. Os instrumentos são diferentes dos nossos, os chamados Taikos, que são uma classe de instrumentos musicais de percussão. Veja um pouco da apresentação neste curto video…

Dentre os brasileiros neste congresso, tivemos a presença dos representantes das duas sociedades brasileiras de acústica, a Débora Barretto e o Davi Akkerman, representando a SOBRAC e a ProAcústica respectivamente. Davi apresentou um artigo explicando a norma de desempenho de edificações NBR 15575 à comunidade internacional. Essa é uma oportunidade muito boa de mostrar nossas iniciativas e receber críticas não só sobre a norma, mas sobre a pesquisa que é realizada no nosso país. Veja o que eles falam para nós sobre o congresso no video abaixo…

Entre os palestrantes das Keynotes gostaria de citar o professor Xin Zhang que ministra na Hong Kong University of Science and Technology. Sou leitor dos seus artigos, que são focados em ruído aeronáutico. Xin fundou o Airbus Noise Technology Centre aqui na University of Southampton, UK, onde o Davi Akkerman estudou e onde atualmente eu estudo. O trabalho de Xin Zhang é focado em aeroacústica computacional e aerodinâmica e ele tem mais de 25 anos em pesquisa básica.

Aos pesquisadores que pretendem participar futuramente deste congresso, é importante saber sobre quais são os tópicos aceitos. Entre eles podemos citar:

  • Acústica em dutos
  • Paisagem sonora em arquitetura e urbanismo
  • Geração e modelagem de ruído rodoviário
  • Controle ativo
  • Absorção sonora
  • Modelagem, medição e mitigação
  • Métodos e aplicações em vibroacústica estocástica
  • Controle e gerenciamento de ruído em construções
  • Controle e transmissão de ruído em edificações
  • Mapeamento de ruído
  • Ruído industrial
  • Privacidade
  • Visualização e manipulação sonora
  • Ruído de rotores
  • Ruído aeroportuário
  • Ruído induzido por escoamentos em água e ar
  • Certificação green building
  • Vibração
  • Psicoacústica
  • Aeroacústica computacional

E ainda há outros temas correlatos em seções técnicas curtas com 4 a 5 artigos científicos. Veja, que essa experiência é muito gratificante para acadêmicos e também para os profissionais, onde ambos conseguem ficar a par das tecnologias mais modernas no mundo. Veja aqui o relato de um participante brasileiro explicando um pouco sobre a tecnologia piezoelétrica aplicada às janelas acústicas.

Veja que a tecnologia discutida acima é um tipo de controle ativo, que basicamente consiste em anular o som/vibração ao aplicar inteligentemente um processamento em um sinal vindo de um transdutor. Esse sinal é direcionado a um atuador, que causa cancelamento da vibração e consequentemente do ruído gerado pela vibração de uma membrana, chapa, ou outro sistema ressonante. Esse tema ainda está em fase de muita pesquisa básica, e com pouca aplicação em produtos nacionais de prateleira.

O que precisamos no Brasil é de incorporação de tecnologias como essa citada, para avançar em termos de inovação e qualidade de vida. Acredito que só assim, com incentivos governamentais à produção de tecnologia nacional e com parcerias sérias entre universidades e empresas de inovação nacionais, consigamos implementar tecnologia de ponta em bens de consumo para todos os cidadãos.

Um muito obrigado a todos os nossos correspondentes! Nós do Portal Acústica estamos muito felizes com a cooperação e por vocês levantarem a bandeira da Acústica em nosso país.

 

Se você gostou do assunto, por favor comente sobre a questão: O que podemos fazer para inovar em nosso país?

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Abraços e nos vemos do outro lado do Portal!

 

Ferramenta para Projeto de Isolamento Acústico

Buscando novas ferramentas para projetos de isolamento acústico, Pablo Serrano participou do ISCV 24th “International Congress on Sound and Vibration” na cidade de Londres. O evento aconteceu entre os dias 23 e 27 e recebeu cientistas, engenheiros e desenvolvedores do mundo todo. Pablo não perdeu tempo e aproveitou para gravar uma série de entrevistas . Toda semana teremos novos videos e entrevistas.  Fique ligado  no Canal Portal Acústica aproveite pra saber o que está acontecendo  no mundo da engenharia acústica.

Uma grande ferramenta que encontramos por lá foi o SONArchitect desenvolvido pela Sound Of Numbers. Um software fundamental para quem faz projetos de isolamento acústico e pretende ganhar tempo com a avaliação de seus empreendimentos. Com o SONarchitect você pode calcular todos os valores de isolamento acústico. Calculando em bandas de um terço de oitava em todo o edifício de acordo com  a Norma Européia EN 12354. Os resultados são detalhados para cada recinto, partição, flanco e caminho de transmissão, e podem ser explorados de forma interativa.

Confira como foi o bate papo com o espanhol Castor Rodrigues um dos desenvolvedores dessa grande ferramenta.

 

Separamos alguns detalhes bastante interessantes sobre essa incrível ferramenta. No final desse post você pode acessar gratuitamente um e-book com mais detalhes sobre esse e outros softwares.

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Aurilização 3D
Obtenha uma experiência subjetiva do desempenho acústico do seu prédio com o mecanismo de aurilização, acessado diretamente os arquivos de resultados. Use faixas de audio simuladas em qualquer sala do seu modelo e ouça cada recinto separadamente.
Você só precisa de um bom par de fones de ouvido. Dê uma volta dentro do ambiente 3D e sinta as diferenças graças ao processamento de áudio binaural.

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Imprima os resultados desejados e da forma que desejar. O SONarchitect fornece um gerador de relatórios flexível. Adicione o logotipo da sua empresa, selecione uma imagem de capa com o modelo 3D de seu prédio. São apenas alguns dos relatórios que o software pode gerar.

Mapa de Ruído ao Ar Livre

Mapa de Ruído ao Ar Livre

O SONarchitect ISO calcula os mapas de emissão de ruído de qualquer sala barulhenta em seu prédio. Especifique um espectro de ruído interno personalizado e obtenha o resultado nos quartos adjacentes e na fachada.

Achou interessante esse post e quer saber mais sobre o assunto? Baixe nosso e-book e descubra mais detalhes sobre esta e outras ferramentas para projetos de isolamento acústico disponíveis no mercado.
Guia de Softwares para Acútica

Cursos de acústica para iniciantes e profissionais

Se você ainda não conhece, a ProAcústica é uma sociedade organizada por diversas empresas que trabalham com produtos e soluções acústicas. a ProAcústica promove eventos, cursos e ações voltadas à promoção do bem estar auditivo e ao networking entre profissionais do ramo. Algumas dessas ações tiveram bastante impacto, como a intervenção no Monumento às Bandeiras em São Paulo, que amanheceu a alguns dias atrás com protetores auditivos em todas as estátuas. Isso causou uma repercussão mundial no Dia Internacional da Conscientização sobre o Ruído. Em seu Manifesto do Silencio, cerca de 150 estudantes de fonoaudiologia fizeram uma passeata até a Praça Armando de Sales Oliveira, onde fica o monumento.

SP - DIA INTERNACIONAL CONSCIENTIZAÇÃO RUÍDO/MONUMENTO ÀS BANDEIR - GERAL - O Monumento às Bandeiras no Ibirapuera, em São Paulo (SP), recebe intervenção urbana nesta quarta-feira (26). Foram instalados protetores auditivos na escultura para marcar a movimentação para o Dia Internacional da Conscientização sobre o Ruído. Em seu Manifesto do Silencio, cerca de 150 estudantes de fonoaudiologia farão uma passeata até a Praça Armando de Sales Oliveira, onde fica o monumento. 26/04/2017 - Foto: RENATO S. CERQUEIRA/FUTURA PRESS/FUTURA PRESS/ESTADÃO CONTEÚDO

26/04/2017 – Foto: RENATO S. CERQUEIRA/FUTURA PRESS/FUTURA PRESS/ESTADÃO CONTEÚDO

E no sentido de trazer mais informação às pessoas iniciantes em acústica, ou que trabalham com especificação e representação comercial, a ProAcústica criou um curso presencial em São Paulo.

Curso de Acústica para iniciantes

Data |  21/08/17 (2ª feira)

Carga horária |  08 horas

Local | Station Centro de Treinamento
Unidade Vila Olímpia
São Paulo, SP

Objetivos
| Transmitir de forma clara e prática conceitos básicos de acústica nas edificações.
| Sensibilizar os profissionais das áreas de arquitetura e engenharia para os problemas básicos e as soluções da acústica nas edificações.
| Orientar profissionais da indústria fornecedora para o processo de especificação de produtos/soluções acústicas. 
| Estimular os participantes a buscar formação complementar na área de acústica capacitando-os para a especificação dos projetos.

Outro curso interessante voltado principalmente para arquitetos, engenheiros civis, técnicos e incorporadores traz informações sobre as normas de desempenho.

Curso Desempenho Acústico de Edifícios Residenciais

Data |  01/09/17 (6ª feira)

Carga horária |  08 horas

Local | Station Centro de Treinamento
Unidade Vila Olímpia
São Paulo, SP

Objetivos
| Com a entrada em vigor da nova ABNT NBR 15575:2013 – Edificações Habitacionais – Desempenho, iniciou-se uma grande demanda por informação a respeito dos requisitos acústicos desta norma. Este curso trata de maneira mais aprofundada os requisitos da norma, aborda o controle de ruídos de equipamentos e instalações prediais assim como, as soluções construtivas para o atendimento da norma incluindo noções sobre os cálculos para o dimensionamento das soluções.

O curso de desempenho acústico contribui para preparar os participantes a

| Compreender o conceito de desempenho acústico em uma edificação de maneira mais aprofundada, incluindo equipamentos e instalações; 
| Entender os requisitos de cada parte da Norma; 
| Entender os índices utilizados para medir objetivamente o desempenho acústico em campo através das normas vigentes ISO 16283 e o que mudou em relação as ISO 140;
| Conhecer as soluções acústicas típicas para os problemas acústicos mais comuns encontrados nas obras; 
| Conhecer as noções básicas dos cálculos do desempenho acústico conforme os procedimentos definidos pela Norma ISO 15712 (EN-12354); 
| Identificar os problemas de execução mais comuns e suas possíveis soluções; 
| Debater sobre casos específicos.

Mais informações sobre os cursos na página da ProAcústica e pelo e-mail eventos@proacustica.org.br

Se você deseja conhecer um pouco mais sobre Acústica em Edificações Residenciais, confira o nosso e-book que dá uma boa idéia sobre a norma de desempenho e ruído urbano. É só clicar aqui ou na figura abaixo.

Baixe agora o e-book gratuitamente.

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