Conforto Acústico com a NBR 10.152 – O que mudou na norma em 2017

Foi publicada em 24 de novembro de 2017 a segunda edição da Norma ABNT NBR 10.152 (Acústica – Níveis de pressão sonora em ambientes internos a edificações), utilizada por profissionais das áreas de engenharia e arquitetura, construtoras e demais profissionais atuantes no mercado da construção civil brasileira. A nova edição cancela e substitui a edição anterior, de 1987. A revisão, elaborada no Comitê Brasileiro de Construção Civil (ABNT/CB-002) pela Comissão de Estudo de Desempenho Acústico de Edificações (CE-002:135.001), estabelece os procedimentos técnicos aplicáveis para medições dos níveis de pressão sonora, determinação do nível sonoro representativo, e a avaliação sonora dos ambientes internos a partir da comparação dos resultados obtidos com os valores de referência indicados pela Norma. A edição de 1987 não dispunha dos procedimentos técnicos de medição, fixando apenas os níveis sonoros de referência para ambientes internos às edificações de acordo com a finalidade de uso.

Como primeiro aspecto da revisão, nota-se a mudança no objetivo da Norma. A edição de 1987 fixava os níveis de ruído de referência para ambientes internos com finalidades de uso diversas, visando o conforto acústico. A nova edição tem por objetivo definir valores de referência visando a preservação da saúde e do bem-estar humano, sugerindo a transição de uma abordagem técnica (do ponto de vista da qualidade acústica do ambiente), para uma abordagem mais subjetiva (do ponto de vista da qualidade de vida do usuário).

Outro aspecto relevante da edição de 2017 é a associação explícita das três Normas básicas de acústica de edificações no Brasil: a própria NBR 10152, a NBR 10151 (2000) – Avaliação do ruído em áreas habitadas, visando o conforto da comunidade, e a NBR 15575 (2013) – Edificações Habitacionais – Desempenho), até então normativamente dissociadas, ainda que na prática estivessem relacionadas. A Norma indica basicamente que, se há cumprimento dos valores dos níveis de pressão sonora equivalentes ponderada em A, externos à edificação, determinados pela NBR 10151, e igualmente estão sendo cumpridos os valores especificados pela NBR 15575 para desempenho dos sistemas construtivos, logo serão cumpridos os valores da NBR 10152. A associação das três Normas tem por consequência direta uma melhor definição das responsabilidades dos atores envolvidos no processo: vizinhos (emissores), construtores (trajetória) e moradores (receptores).

Medidor de Nível de Pressão Sonora

Em relação aos procedimentos de medição, foram atualizados na edição de 2017 conforme os métodos simplificado e detalhado, os quais auxiliam a definição das medições de nível de pressão sonora em campo. O método simplificado é utilizado para avaliações com base na análise dos níveis globais de pressão sonora, apresentando limitações para a identificação de sons tonais, sons com frequências abaixo de 250Hz e para a identificação do LNC. Já o método detalhado, utilizado para avaliações com base na análise dos níveis de pressão sonora global e espectrais nas bandas de 1/1 de oitava, torna-se obrigatório quando há suspeita da ocorrência de som tonal ou sons predominantes nas bandas de frequências sonoras inferiores a 250Hz, mesmo no caso de o ambiente avaliado ser considerado adequado pelo método simplificado. Para estes casos, portanto, a edição 2017 da Norma indica que deve ser calculado o NC pelo método detalhado. A edição de 1987 da Norma não mencionava explicitamente avaliações em banda de oitava, ainda que para o cálculo de NC as exigisse implicitamente. Quanto à penalização do ruído tonal, a edição de 1987 remetia à NBR 10151, que por sua vez indicava o acréscimo de 5dB (A) ao nível sonoro contínuo equivalente ponderado em A (LAeq). Com a revisão, a penalização é feita pelo próprio pico do ruído tonal na curva NC, a partir do método de medição detalhado. As definições básicas dos procedimentos de medições são comuns a ambos os métodos, sendo as principais:

  • Ajuste do sonômetro (medidor integrador de nível sonoro): a edição de 2017 apresenta uma atualização das questões de instrumentação e calibração, contrariamente à edição anterior, que remetia às definições vagas da NBR 10151. Segundo a NBR 10152 (2017), o ajuste do sonômetro deve ser realizado no ambiente a ser avaliado (salvo quando da existência de interferências que impossibilitem o ajuste), com o calibrador sonoro acoplado ao microfone, imediatamente antes de cada série de medições. Ao final de cada série de medições, deve-se realizar a leitura do nível de pressão sonora com calibrador ligado e acoplado ao microfone. Se a diferença entre a leitura e o valor ajustado inicialmente for superior a 0,5dB ou inferior a -0,5dB, os resultados devem ser descartados e novas medições devem ser realizadas. Estas definições não constavam na edição anterior.
  • Condições ambientais sob as quais serão realizadas as medições;
  • Posições dos pontos de medição;
  • Tempos de medição e de integração de cada medição: a nova edição estabelece um tempo mínimo de 30 segundos. Para sons flutuantes ou intermitentes, a Norma indica que o tempo de medição em cada um dos pontos deve ter uma duração correspondente a um número inteiro de ciclos completos de funcionamento da fonte sonora. Em se tratando de fontes sonoras associadas a equipamentos e/ou instalações prediais, o tempo de medição deve contemplar um ou mais ciclos inteiros de funcionamento. Para estes casos, a Norma recomenda a adoção da ISO 16032 (Acoustics – Measurement of sound pressure level from servisse equipment in buildings – Engineering method). A edição anterior remetia à NBR 10151, a qual é vaga em relação ao tempo de medição, indicando apenas que o tempo deve ser escolhido de forma a permitir a caracterização do ruído em questão.

Os descritores (parâmetros de registro dos dados) que devem ser utilizados em cada medição, variam de acordo com o tipo de método. Para medições no método simplificado, deve-se utilizar o nível de pressão sonora contínuo equivalente ponderada em A durante um tempo T no ponto X – LAeq,T,X e o nível máximo de pressão sonora equivalente ponderada em A e ponderado em S, durante um tempo T no ponto X – LASmax,T,X. Em ambos os casos, o X deve ser substituído pelo termo representativo do ponto (P1, P2, P3) e T pela duração de cada tempo de medição (30s, 1min, 10min).

 

Nossa voz possui diversas frequências que podem ser filtradas em oitavas

Para medições no método detalhado, além de usar os parâmetros citados acima, deve-se utilizar também o nível de pressão sonora contínuos equivalentes, em bandas de 1/1 de oitava durante um tempo T no ponto X – Leq,T,fHz(1/1)X. Essa medição deve ser realizada sem ponderação em frequência (linear Z). Para caracterizar os níveis de pressão sonora em função do espectro, deve-se utilizar filtros em banda 1/1 de oitava nas frequências centrais (f): 63 Hz, 125 Hz, 250 Hz, 500 Hz, 1 KHz, 2 KHz, 4 KHz e 8 KHz. Também podem ser utilizadas nas medições, os filtros em banda de 1/3 de oitava (50 Hz, 63 Hz e 80 Hz; 100Hz, 125 Hz e 160 Hz; 200 Hz, 250 Hz e 315 Hz; 400 Hz, 500 Hz e 630 Hz; 800 Hz, 1 KHz e 1,25 KHz; 1,6 KHz, 2 KHz e 2,5 KHz; 3,15 KHz, 4 KHz e 5 KHz; 6,3 KHz, 8 KHz e 10 KHz), no entanto, para chegar ao nível de pressão sonora contínuo equivalente deve-se usar a soma logarítmica dos níveis de pressão sonora contínuo equivalente medidos nas três bandas de 1/3 de oitava que compõem a banda de 1/1 de oitava em questão.

Para determinar o nível de pressão sonora equivalente ponderada em A, representativo de um ambiente – LAeq, utiliza-se a média logarítmica dos níveis de pressão sonora contínuos equivalentes, globais, ponderada em A, medidos em diferentes pontos do ambiente. Além disso, a determinação do nível máximo de pressão sonora representativo de um ambiente LASmax é obtida pelo maior resultado entre os níveis máximos de pressão sonora, globais, ponderados em A e em S, medidos em diferentes pontos do ambiente.

Para determinar os níveis de pressão sonora no método detalhado, deve-se utilizar além dos citados previamente, os níveis de pressão sonora equivalente, em bandas de 1/1 de oitava sem ponderação e frequência (linear Z), representativos de um ambiente, através das médias logarítmicas dos níveis de pressão sonora contínuos equivalentes ponderada em Z. A determinação do nível NC representativo de um ambiente – LNC , é feita pela comparação de cada banda de 1/1 de oitava, dos níveis de pressão sonora em bandas de 1/1 de oitava representativos de um ambiente – Leq,T,fHz(1/1) , com os níveis de pressão sonora correspondentes ás curvas de NC. Nesta atualização da Norma, é apresentada com o caráter informativo, o anexo D, que é uma tabela das curvas NC interpoladas de 1 dB em 1 dB. Essa nova tabela pode ser utilizada para os casos da necessidade de maior especificidade quanto ao NC encontrado.

A avaliação sonora de um ambiente interno à uma edificação é realizada pela comparação dos níveis de pressão sonora representativos com os valores de referência para ambientes internos, de acordo com suas finalidades de uso. A avaliação pelo método simplificado deverá ser feita pela comparação dos níveis de pressão sonora representativos, equivalente (LAeq) e máximo (LASmax), com os valores de referência apresentados na Norma, representados pelos descritores sonoros RLAeq e RLASmax. A avaliação pelo método detalhado deverá ser feita a comparação dos níveis de pressão sonora representativos, equivalente (LAeq), máximo (LASmax) e do nível (LNC), com os valores de referência apresentados pela Norma a partir dos descritores sonoros RLAeq, RLASmax e RLNC. A nova edição apresenta valores de referência para ambientes internos de edificações de acordo com a finalidade de uso e apresenta valores de referência em RLAeq, RLASmax e RLNC para 48 ambientes, distribuídos em 10 diferentes categorias. Foram excluídos ambientes caídos em desuso e acrescentados novos, como salas de concerto, cinema e teatros.

 

Como aplicar a norma de desempenho em edificações no quesito acústica

Válida desde 2013, a Norma de Desempenho NBR ABNT 15.575:2013 é composta por seis partes, as quais apresentam critérios de desempenho para garantir a qualidade de edificações habitacionais. São avaliados sistemas que compõem a edificação, tais como: o sistema estrutural, de piso e cobertura, o hidrossanitário e de vedações internas e externas. De caráter obrigatório, a norma de desempenho deve ser cumprida pelos diversos segmentos da construção civil, nas etapas de projeto, aprovação e execução.  Neste artigo vamos explorar os requisitos no quesito acústica, um dos tópicos mais polêmicos.

Embasados pelo Código de Defesa do Consumidor, os proprietários das edificações podem cobrar das construtoras a entrega e manutenção das condições mínimas de desempenho garantidas pela norma, fator que demonstra a importância do cumprimento aos requisitos estabelecidos. Todo o setor profissional deve estar atento aos critérios e índices de desempenho, para, além da satisfação dos clientes, projetar fornecer serviços de qualidade aliados à edificações que não apresentem riscos aos usuários.

Desta forma, a Norma 15.575 é baseada em princípios de segurança no uso, contra incêndios, estrutural, e em sustentabilidade; definindo como critérios norteadores das condições habitáveis, a estanqueidade, a qualidade do ar, acessibilidade, o conforto tátil e o desempenho térmico, luminoso e acústico. Este último, essencial para a qualidade de vida dos usuários, deve ser observado em condições das vedações externas e esquadrias, em que a localização do lote do empreendimento será o fator determinante do mínimo a ser cumprido.

Medição acústica

No cumprimento dos requisitos de desempenho acústico, os profissionais envolvidos no processo projetual e de execução como os Arquitetos, Engenheiros e outros técnicos com mão-de-obra especializada devem estar atentos à manutenção das condições especificadas no projeto e pelos fabricantes, garantindo que vazamentos de ruídos indesejados não aconteçam. Para tal, devem haver ensaios em laboratório das soluções e materiais escolhidos; controle e fiscalização dos parâmetros da execução; qualidade e treinamento constante da mão-de-obra envolvida. Ademais, outras normas de conforto acústico não devem ser descartadas com o estabelecimento da NBR 15.575, pelo contrário, devem ser reforçadas em seus procedimentos e aplicações.

A norma NBR 15.575:2013 estabelece que o desempenho acústico deve ser minimamente atingido nos sistemas de vedação externa e nas áreas comuns e privativas. Sendo assim, estes devem apresentar condições de isolamento para garantir os valores previstos na NBR 10.152:2017 para ambientes internos a edificação; controlando os níveis de ruídos de impacto, aéreos e provenientes de equipamentos (como motores de piscina, condensadores de ar condicionados, casa de máquinas, etc.). Através do estabelecimento dos níveis máximos e/ou equivalente padronizados, será possível atingir os patamares normativos com desempenho mínimo, intermediário ou superior.

No caso de pisos de áreas comuns ou privativas, a norma prevê o controle dos ruídos de impacto ao caminhar e ao utilizar os espaços (quedas de objetos, mudanças de layout, etc.), de maneira que ações como a inserção de material acústico entre o contrapiso e a camada estrutural, devem ser especificadas desde a etapa de concepção da obra. Nas vedações externas, internas e na coberta, o sistema adotado deve ser planejado de acordo com avaliações realizadas no local e no entorno imediato para especificar soluções que protejam e evitem o vazamento dos ruídos aéreos. Além disso, as esquadrias devem também atender aos requisitos de isolamento acústico para a necessidade da edificação e do usuário; cabendo aos fabricantes também estabelecer mudanças em seus procedimentos para garantir os valores normativos.

Exemplo de sistema acústico de alto desempenho

A norma 15.575:2013 também estabelece métodos e técnicas de medição das condições acústicas, informando critérios para uma avaliação de desempenho dos níveis sonoros na edificação (pisos, vedações e coberta), com base na NBR 10.151:1999 – Avaliação do ruído em áreas habitadas, visando o conforto da comunidade.

Para a avaliação do desempenho, recomenda-se dois métodos: o de Engenharia e o simplificado, para verificação dos ruídos aéreos e de impacto. No primeiro, são seguidos procedimentos rigorosos para obtenção do desempenho dos sistemas da edificação habitacional de acordo com a série ISO 140; e no segundo, seguem-se as indicações da norma NBR 10.052, sendo possível adotá-lo quando não há instrumentação necessária para a verificação do tempo de reverberação e a garantia de precisão na obtenção dos valores quantitativos.

Na medição do isolamento dos ruídos de impacto, são utilizados equipamentos de medição sonora em bandas de frequência dentro do recinto de estudo e uma máquina de impactos padronizada no recinto superior. A avaliação consistirá na comparação entre os valores da NBR 15.575-3 com o nível de ruído de impacto padrão padronizado, corrigido pela norma ISO 717-2. E na medição do isolamento dos ruídos aéreos (não apenas nos sistemas de pisos, mas também de vedações internas), são avaliados os níveis de pressão sonora em bandas de frequência no recinto de estudo, como fonte emissora, e no recinto próximo como receptor. A diferença entre ambos será convertida e padronizada por meio de procedimentos da ISO 717-1, para ser comparada com os valores de desempenho da NBR 15.575-3 “Sistemas de Pisos”.       

É importante salientar que nas medições do isolamento dos ruídos de impacto, esquadrias devem estar fechadas; e no caso do isolamento dos ruídos aéreos, considera-se o uso normal (conversa, TV, som) e o uso eventual (áreas comuns e coletivas) para vedações internas, devendo ser avaliados as vedações externas aos dormitórios da edificação, bem como suas esquadrias.

No tocante às esquadrias, a norma as classifica como um ponto de maior atenção ao isolamento da vedação externa. Sendo recomendado o ensaio em laboratório, conforme a ISO 10.140-2, para o estabelecimento de parâmetros para o processo de projeto. A existência na vedação de diversos elementos como portas e janelas, indica a necessidade de ensaios para cada elemento e o cálculo do isolamento global do conjunto. E em relação à coberta, são considerados os valores de ruídos aéreos existentes no meio externo e de impacto quando há uso coletivo e de lazer.

E por último, na aplicação da norma NBR 15.575 atingindo o desempenho acústico, é importante verificar o isolamento das unidades habitacionais (em especial dos dormitórios) dos ruídos vindos de equipamentos de uso coletivo, como aparelhos hidrossanitários. As medições devem levar em consideração a posição dos equipamentos em relação aos espaços, respeitando-se o mínimo de desempenho exigido. Não são considerados os equipamentos acionados apenas em caso de emergência, nem aqueles inseridos pelo proprietário da unidade habitacional.

Para mais detalhes sobre como projetar vedações externas que atendam à norma de desempenho no quesito acústica clique aqui.

Dia Internacional de Conscientização sobre o Ruído – INAD

Hoje é um dia muito importante para todos nós, pois nos damos conta do quanto estamos sujeitos à poluição sonora. O mascote escolhido para esse dia é o Decibeto que fica muito chateado com ruído elevado e fica feliz quando no silêncio…

O INAD significa International Noise Awareness Day e é uma ação que nasceu em 1996 e que envolve pessoas do mundo inteiro na conscientização sobre o ruído. No Brasil a organização do evento envolve diversos setores da sociedade civil como associações, empresas e universidades que desenvolvem ações de combate à poluição sonora e mostram para a população os danos causados pela exposição exagerada do ruído em nossa saúde. Mais informações sobre a programação do dia no site do INAD Brasil.

Segundo à Organização Mundial da Saúde (OMS) o ruído já é o segundo maior agente de poluição do mundo, atrás da poluição do ar; sendo que há algum tempo atrás ocupava a terceira colocação. Os efeitos do ruído em nossa saúde podem ser vistos de imediato quando nos sentimos incomodados e estressados, ou ainda podem aparecer posteriormente em forma de estresse, problemas cardíacos e perda auditiva.

O Mapa de ruído de SP – como anda?

Em grandes cidades esse problema é ainda maior, visto que os meios de transporte assim como a concentração de pessoas e máquinas torna os ambientes urbanos altamente insalubres. Na cidade de São Paulo, por exemplo, a necessidade de controlar os ruídos é tanta que a sociedade se mobilizou para criar um mapa de ruído. Você pode conferir algumas ações no site http://mapaderuidosp.org.br/ que contém informações valiosas sobre o projeto piloto do mapa de ruído e sobre as ações do INAD. O mais incrível é que você pode baixar o arquivo KMZ do projeto piloto e navegar pelo Google Earth dentro do projeto e verificar como estão os níveis em cada rua. A área ainda é pequena, mas já dá para termos uma idéia de como o projeto será.

 

Mapa do projeto piloto

Para se ter uma idéia do quão isso é importante, vejamos o caso onde temos o zoneamento de uma região a qual deveria apresentar ruído máximo de 50 dB durante o dia, 45 dB no período vespertino e 40 dB no período noturno. Se realizarmos uma simulação dos níveis de ruído na região utilizando ferrramentas de modelagem acústica, podemos constatar na fachada das residências o quanto efetivamente temos de ruído. Ou ainda podemos realizar uma medição no local e confrontar com a simulação, o que é recomendável. Neste caso abaixo, veja que a simulação apontou valores muito acima dos apresentados na lei municipal. Então, é um dever tomar uma atitude que garanta a legislação, visto que ela é do interesse de toda a população.

Exemplo de legislação e simulação

Veja que a correta medição das alturas dos prédios e sua localização georreferenciada são primordiais para garantir que os mapas estão realmente representando a realidade. Por conta disso, sistemas de mapeamento GIS e métodos de cálculo de propagação sonora realizáveis são necessários. Se você quer saber mais sobre ruído em fachadas, recomendamos esse E-book AQUI para saber os 6 passos do projeto acústico para projetar uma fachada que garanta o desempenho acústico e economize dinheiro com esquadrias.

Outros assuntos interessantes

Está sendo lançado também o filme In Persue of Silence que fala sobre a busca pelo silêncio de uma forma bastante filosófica e interessante. O filme trás intrigações interessantes como: “quanto estamos em silêncio ninguém está no poder” e ainda outras como: “o silêncio é onde falamos coisas mais profundas que nossas palavras”. Veja o trailler aqui.

Outra interessante campanha é chamada  Um Toque na Orelha,  que apresenta uma música sobre conscientização que faz um teste audiométrico rápido durante a própria execução da música. É claro que existem diversas outras variáveis como a compressão dos arquivos de áudio e a qualidade dos fones de ouvido que a pessoa que está usando vai ter que levar em consideração. Entretanto, o viés educacional permite aproximar as crianças da problemática que é o ruído. Ouça o jingle aqui.

Para os que são interessados na questão mais técnica e possuem o conhecimento do idioma inglês, haverá transmissões ao vivo no dia de hoje que poderão ser acompanhadas através do canal do Youtube da Acoustical Society of America que é uma associação bastante renomada que conta com uma revista científica de alto reconhecimento e importância. Se inscreva e ative o sininho para receber as notificações.

Pensando em como empoderar nossos multiplicadores de conhecimento, criamos mais uma turma de mentoria do Portal Acústica. Essa mentoria irá ajudar os profissionais e estudantes que ainda estão começando a atuar neste mercado, solidificando os conceitos e resolvendo todas as dúvidas sobre acústica. O objetivo é tirar a insegurança e mostrar que caminho trilhar para estar preparado para atuar no ramo. Tens interesse em conhecer o programa e fazer parte desta mentoria online?

— Faça sua pré-inscrição agora clicando AQUI — 

 

Como medir e resolver o ruído em edificações

O ruído é coisa séria…

Entre décadas de observação o corpo social brasileiro expandiu de 51,9
milhões para 169, 8 milhões de pessoas dos anos 50 até o início do século (segundo
dados do IBGE de 2000). Contudo, o segmento de construção
e arquitetura têm participação de forma incisiva na geração de empregos e movimentação de diversas áreas de bens de produção e serviços.

Diante de inúmeras eventualidades e incertezas que oscilam em função da
situação macroeconômica atual do país, é necessário que os setores de pesquisas e
design, em conjunto com as construtoras, possam investir mais em pesquisa e dar uma reviravolta no ruído em edificações. Assim, são necessárias análises qualitativas e quantitativas sobre técnicas e aplicações de materiais que permitam prever e tratar o ruído produzido pelo crescimento progressivo das áreas urbanas e vias de tráfego.

Casas, prédios e hospitais que foram construídos em locais onde há vibração e barulho excessivo demandam atenção especial. Em geral, zonas industriais, aeroporto, rodovias, e outros locais de alto fluxo causam remanejamentos inviáveis e por vezes precisam ser controlados localmente.

Quando a poluição sonora supera os limites estabelecidos em áreas habitadas,  torna-se obrigatória a presença e consultoria do profissional com formação em Engenharia Acústica ou o Engenheiro Civil/Mecânico/Arquiteto com especialização em Acústica. Áreas vigiadas por órgãos de fiscalização que seguem requisitos normativos ou ainda fiscalizadas por reclamações dos vizinhos são as que precisam se adequar. Então, antes mesmo de colocar um negócio em funcionamento, veja o zoneamento e os limites de ruído da região. Isso pode ser fundamental na sua análise de viabilidade do negócio antes mesmo de construir. Consulte também se o profissional contratado possui registro no CREA.

Do ponto de vista físico

O termo “ruído” possui algumas percepções subjetivas, podendo ser explicado
como o som sem harmonia ou simplesmente barulho indesejável. Esse som está sujeito aos mecanismos de reflexão, difração, transmissão, absorção e refração. O mesmo acontece com a luz que também se comporta como uma onda. Dessa forma, no ponto de vista do som, podemos perceber que cada material vai interagir com o som de uma forma, sendo que ao receber uma frente de onda pode haver todos os mecanismos ao mesmo tempo.

O som possui características quantitativas, sendo um fenômeno físico que é avaliado de forma mais intuitiva em dB (decibel), por ter uma resposta logaritmica que nos é difícil de interpretar em termos de amplitude. Por sua vez, a frequência (Hz) e a fase variam no tempo e espaço, de forma que observamos mecanismos interessantes como o efeito doppler.

Como medir

Na aferição do ambiente que é alvo de perturbação, usa-se o instrumento de
medição que recebe o nome de sonômetro. O sonômetro capta o nível da pressão
sonora por um transdutor durante alguns instantes de tempo, em intervalos fixos e vai integrando as respostas de pressão (somando) e tirando médias. Pode-se avaliar em diferentes tempos de integração e com isso ter médias que retratam uma característica de uma fonte sonora específica durante certa duração. Em geral, para medidas de controle ambiental usam-se integrações em tempos espaçados como durante vários minutos até um dia inteiro. É comum utilizarmos medições e integrações temporais nos períodos diurno, vespertino e noturno, de acordo com a normativa utilizada. O tempo de
medição e intervalo entre cada tomada de pressão deve ser escolhido de forma a permitir a caracterização do ruído em questão.

Na norma brasileira, a medição segue o procedimento da NBR-10151 que dá origem a um laudo. O sonômetro classe 1 devidamente calibrado é necessário na maioria dos casos, sendo aceitável o classe 2 em avaliações menos criteriosas. Com o auxílio de softwares de mapeamento acústico é possível planificar curvas de igual pressão sonora, e assim prever o ruído em outras áreas não medidas. Assim, de posse do laudo e do modelo computacional o especialista pode dar início ao projeto acústico do empreendimento.

E o projetista Acústico?

O profissional e projetista em acústica aborda medidas cautelosas para atenuar o problema de perturbação sonora. Em geral eles consideram variáveis que apresentem oscilações estatísticas previsíveis para evitar surpresas em projetos de áreas residenciais e comerciais. Soluções que não contrariem a estética arquitetônica e que agrade o gosto do cliente final são sempre preferíveis. Na dúvida, antes de construir consulte profissionais qualificado e veja as possibilidades.

Sob a expectativa dessas tais análises minuciosas que envolvem bastante cálculo, é provável executar medidas corretivas e flexíveis, de modo que, o objetivo seja manter o planejamento de custos dentro dos padrões razoáveis para o cliente.

A análise sempre será parcial, entretanto especializada. Mas devemos atentar para a ética, visto que algumas entidades de classe como o CAU estão em luta constante contra os “profissionais” que aceitam a propina, chamada elegantemente de “RT”, ou reserva técnica que é paga pela empresa do material ao especificador.

Uma solução acústica é sem dúvida o diferencial para o mercado imobiliário
competitivo que temos hoje e que está mal das pernas tendo em vista que clientes buscam por bom desempenho e qualidade de vida além de baixo custo. É a sustentabilidade que usamos somente para os fins ambientais, mas que na verdade deve ser financeira também. Portanto, valorize o trabalho especializado e saiba que um projeto bem feito economiza e muito o retrabalho, os custos e a incomodação de fazer reformas.

Agora, você está procurando por um conteúdo mais técnico sobre acústica em edificações? Comece com o nosso Guia de Acústica em Edificações Habitacionais. É só baixar clicando aqui e adquirindo o e-book gratuito.

Agora se você quiser um conteúdo mais avançado, recomendamos o e-book O Guia das Janelas Acústicas para Fachadas Residencias, no qual mostramos os 6 passos para projetar uma fachada atendendo à norma de desempenho NBR15.575 e com isso selecionando a janela acústica que atenda o desempenho desejado com o menor custo. —– -Clique AQUI e adquira agora! — 

 

Esse artigo teve colaboração de Fernando Ferreira.

Dia Internacional da Conscientização Sobre o Ruído – Poluição sonora é coisa séria!

Dia Internacional da Conscientização Sobre o Ruído, International Noise Awareness Day (INAD), foi criado em 1996, nos Estados Unidos, pela League for the Hard of Hearing, hoje Center for Hearing and Comunication, para promover o evento mundial de conscientização, com diversas atividades e entre elas, 60 segundos de silêncio, a fim de demonstrar o impacto do ruído na vida cotidiana da população. Neste no ano de 2018 será no dia 25 de Abril.

De acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS) a poluição sonora é o segundo maior agente poluidor ambiental, depois da poluição do ar. A poluição sonora é fator prejudicial à saúde pública. Então participe deste movimento e faça sua parte contra a poluição sonora que nos tira o sono e nos causa estresse.

ProAcústica reserva algumas atrações para este dia e convida você a participar! Nós do Portal Acústica somos totalmente a favor desta ideia e incentivamos toda a comunidade a lutar contra a poluição sonora.

Saiba mais sobre o INAD SP 2018!

Programação

NOTA: Todas as atividades serão em espaço público e gratuitas

A | #chegadebarulho
Intervenção urbana no Edifício Sede FIESP
Galeria de Arte Digital: 24/04/18 (das 22 às 6h) e 25/04/18 (das 19 às 6h)
Telão LED no pavimento térreo: 25/04/18 – ao longo de todo o dia

B | Estação de medição do nível de ruído
Projeção em tempo real via vídeo wall e ao longo de todo o dia na calçada do Edifício Sede FIESP

C | Manifesto do Silêncio
14h25 -14h26 – 60 segundos de silêncio

D | Lançamento Mapa de Ruído Urbano Projeto Piloto SP

Fonte: Proacústica

Material acústico projetável – Ressonador de Helmholtz

Existem uma gama de materiais acústicos para tratamento acústico que são utilizados para basicamente três finalidades: condicionamento acústico, isolamento acústico e controle de ruído. Para um profissional iniciante ou com pouco conhecimento na área é um difícil saber diferenciar a finalidade dos diversos materiais existentes no mercado. Um dos materiais acústicos pouco explorados em sua potencialidade são os ressonador de Helmholtz. Assim como os ressonador de membrana, o ressonador é um material acústico que atua em baixas frequências com absorção sonora restrita a uma faixa de frequência limitada. Isso significa que eles devem ser projetados para atuar em condições específicas que exigem absorção mas também apresentam dificuldades extras, como por exemplo grandes gradientes de temperatura, ambientes agressivos ou restrições de espaço físico. Falaremos sobre as particularidades do Ressonador de Helmholtz, como ele funciona e quais são suas características físicas e aplicações.

O que é um ressonador?

Na grécia antiga os teatros públicos que eram ao ar livre já apresentavam este elemento mesmo que de maneira rudimentar. Vasos eram colocados de cabeça para baixo no chão e entreabertos no palco de madeira dos teatro ou ainda nos degraus do auditório. Tais vasos, descritos por Marcus Vitruvius Pollio, nos anos 25 antes de cristo, vibravam em uma frequência específica de acordo com as dimensões do vaso, seu volume interno e tamanho do pescoço, de forma a vibrar o palco e com isso amplificar o som. A frequência de vibração era em geral de 100 a 300 Hz, que coincide com a frequência fundamental da voz humana. Com isso, conseguia-se uma sensação de poder na voz, que também foi descrita como perfeição acústica por Marcus. Vide este artigo.

Muito tempo depois, em 1860, Hermann von Helmholtz demonstrou as variedades de tons que se conseguia gerar com um vaso o qual chamou de resonador. Um exemplo do ressonador de Helmholtz é o som criado quando alguém assopra pelo gargalo de uma garrafa vazia. O ressonador é um sistema clássico de controle passivo de ruído muito utilizado hoje em dia em dutos, mufflers, sistemas de ventilação, aeronaves, escritórios e auditórios.

Em geral o ressonador é constituído de uma cavidade, ou volume de ar, conectado a um sistema acústico o qual se deseja a absorção de determinada faixa estreita de frequências. Tal volume de ar age como uma mola que é comprimida e rarefeita ao receber ondas sonoras de pressão pela entrada do ressonador. O gargalo, ou pescoço na entrada do ressonador pode ter comprimento variável e com isso alterar a inertância do sistema, ou seja, a massa de ar que vibra na boca do ressonador. Juntos o volume e o gargalo, forma-se um sistema massa mola que é amplamente modelado e equacionado nos estudos mecânicos.

Aplicações modernas

Nos dias de hoje uma das aplicações mais significativas dos ressonadores é na entrada dos dutos de um motor turbofan de uma aeronave comercial e em silenciadores de carros. No caso de aeronaves. próximo às pás de uma hélice do motor estão localizados ressonadores compostos por uma chapa perfurada sobre uma cavidade em formato de colméia. A profundidade da cavidade praticamente determina a frequência de ressonância do sistema para uma condição sem escoamento de ar rasante sobre a placa perfurada. E a taxa de perfuração por célula pode determinar também inertância do sistema. Veja na figura abaixo uma amostra de ressonador de profundidade variável criado pela NASA para experimentos em uma bancada de testes. O objetivo dos pesquisadores é desenvolver um resonador de banda larga com alto poder de absorção sonora em uma ampla faixa de frequências, que seja compacto e que seja facilmente projetável.

Essa não é uma tarefa fácil, considerando que a entrada de uma turbina de aeronave está exposta à variações de temperatura, escoamento de ar sobre a placa perfurada e diversas frequências de ressonância do duto principal do motor, os chamados modos acústicos do duto.

Tecnologias que envolvem ressonadores

As tecnologias mais modernas de condicionamento acústico baseadas nos princípios dos ressonadores de Helmholtz envolvem basicamente:

  • Chapas microperfuradas (MPPs – Micro perfurated plates)
  • Ressonadores com cavidades curvas
  • Ressonadores com microtubos

As MPPs apresentam chapas com perfurações da ordem de 0,2 a 0,8 mm com baixas áreas abertas (1 a 5%) as quais promovem absorções em amplas faixas de frequência. Os ressonadores com cavidades curvas apresentam a possibilidade de conseguir reduzir o espaço disponível para aplicação do material acústico e atingir baixas frequências de ressonância. Já os ressonadores com microtubos apresentam a facilidade de modelagem da inertância do sistema em regimes lineares de excitação sonora (baixos Niveis de Pressão Sonora – NPS) e com isso melhor previsão do comportamnto.

Tendências e conclusões

Acreditamos que para obter um material acústico projetável seja necessária uma mescla das tecnologias apontadas acima. Ao se valer de métodos de manufatura avançada baseados em fotolitografia é possível conseguir ressonadores de banda larga. Preferencialmente os ressonadores devem atuar em baixas frequências, com dimensões aceitáveis e que sejam altamente previsíveis quanto à sua impedância acústica. As aplicações deste material acústico projetável pode ir além do mercado aeroespacial, passando por drones, aviação pessoal, automotivo e arquitetônico, entretanto o custo será fator determinante. Considera-se que tais projetos são de alto risco para a indústria, mas o problema do ruído das aeronaves em áreas residenciais só tende a piorar se não formos para modelos elétricos de baixo ruído. No caso da indústria automotiva, Elon Musk apresenta modelos e perspectivas muito claras para um futuro elétrico, mas ainda assim, dispositivos acústicos serão necessários para atuar em diferentes faixas de frequência que podem ser até mais incômodas devido às características subjetivas as quais o ruído elétrico nos causa. Além disso, estudos recentes ainda não publicados mostram a maior qualidade acústica proporcionada por ressonadores de Helmholtz em divisórias de escritórios open office frente a outros revestimentos acústicos. Ainda há muito mais nos esperando quanto a isso…

Espero que você tenha gostado do artigo. Esperamos seus comentários e pode nos solicitar os artigos nos quais nos baseamos para elaborar este. Não se esqueça de visitar o nosso site principal www.portalacustica.info para baixar os nossos e-books introdutórios sobre acústica.

 

 

Parede acústica – Qual devo escolher?

 

Ter uma vida agitada em grandes centros urbanos pode ser estressante principalmente por causa do ruído urbano. Cada vez mais se procuram métodos para o controle desse ruído tão incômodo que traz estresse e problemas cardiovasculares. Visando o conforto e a saúde da população em 2013 foi publicada a norma NBR 15.575 através da ABNT. A norma determina valores mínimos de desempenho quanto ao isolamento acústico para pisos, paredes externas e paredes internas de edificações.

Porém, como devo construir uma parede acústica adequada? Qual a morfologia ideal dessa parede acústica? Existe diferença entre o isolamento acústico de uma parede interna e de uma parede externa? Pretendo falar aqui sobe essas dúvidas que estão surgindo devido às recentes mudanças nesse ramo de materiais acústicos para construção civil.

Tipos de paredes e requisitos exigidos pela NBR 15.575

A NBR 15.575 classifica o desempenho acústico em partições verticais de fachadas e partições verticais internas, ou seja, as paredes acústicas externas e as paredes acústicas internas. Lembrando que também temos o isolamento acústico entre andares e que podemos classificar a propagação do som em aérea e de impacto.

Paredes acústicas internas

As paredes acústicas internas são paredes que separam as diferentes unidades habitacionais autônomas, ou ainda paredes dentro de uma mesma unidade. Para garantir desempenho adequado de isolamento acústico ao ruído aéreo devemos ter em mente o padrão pretendido pela construção. Podemos montar a parede com diversas morfologias, mas é comum a montagem de duas formas diferentes:

  •  Massivas: Alvenaria (bloco de concreto, cerâmico ou de gesso), concreto pré- moldado ou moldado “in loco”. Seu desempenho de isolamento ao ruído aéreo em partições verticais internas (Dnt,w) depende fundamentalmente da sua densidade superficial, ou seja, massa por metro quadrado – kg/m2.
  • Leves: Sistemas drywall ou steel frame. Seu desempenho de isolamento ao ruído aéreo depende de sua composição (número de placas, perfis, banda acústica perimétrica, etc). A espessura da cavidade e presença de material absorvente na cavidade contribuem para o desempenho acústico e devem ser projetadas para minimizar custos e para atender aos requisitos de projeto.

Além disso, é opcional a aplicação de revestimento de gesso, de argamassa ou de cerâmica para dar acabamento. Esses são os revestimentos mais comuns na construção civil brasileira, mas em sistemas de steel frame se usam as placas cimentícias e OSB. A escolha da morfologia da parede acústica interna (composição de materiais) deve seguir às exigências de isolamento acústico dados na NBR 15.575 conforme a tabela abaixo.

D2mntw parede interna

É importante ressaltar aqui que os métodos construtivos adotados até então no Brasil dificilmente atingem os níveis intermediários e superiores isolamento acústico (colunas mais à direita). Algumas construtoras tiveram que variar a morfologia das paredes para se adequar ao desempenho térmico e acústico e com isso alcançar desempenhos mensuráveis e previsíveis.

Paredes acústicas externas

As paredes acústicas externas separam dormitórios do exterior e devem garantir um desempenho adequado de isolamento acústico ao ruído aéreo. Por ruído aéreo entendemos o som da televisão, caixa de som, e outros que não vibram o piso e paredes de maneira significativa. O desempenho mínimo de uma fachada varia em função do ruído exterior no entorno do empreendimento. Os sistemas de vedações verticais externas são em geral compostos pelos seguintes elementos:

  • Parede: Diversas morfologias.
  • Esquadrias: É o ponto mais fraco de isolamento acústico de uma fachada. Para saber mais sobre como ter uma esquadria adequada para a sua obra, adquira agora: O guia de janelas acústicas para fachadas residenciais.
  • Instalações: são dutos de ar condicionado, saídas de ventilação, chaminés, etc.

As exigências da NBR 15.575 levaram as construtoras e fabricantes de materiais a repensarem a morfologia das paredes, para atingir o desempenho quanto ao isolamento acústico necessário. Está cada vez mais comum utilizar light steel frame e wood frame, assim como é feito na Europa e Estados Unidos. Essas paredes leves possuem uma estrutura de aço ou madeira com reforços e contraventamentos. Por serem revestidas com placas em ambos os lados, também são classificadas como paredes duplas. Veja um exemplo abaixo.

paredes

Os requisitos para paredes externas podem ser observados na tabela a seguir. Vale  lembrar que para avaliar as paredes externas é necessário medir o ruído externo a 2 metros da fachada. Para mais informações sobre ruído de fachada leia o nosso artigo clicando aqui.

1

O desempenho exigido varia conforme a localização da edificação, podendo variar o desempenho mínimo entre 20 dB e 30 dB. Em morfologias como as mostradas anteriormente, as paredes de light steel frame podem possuir um Rw em torno de 43~47 dB. Lembrando que há diferença entre os índices de D2m,nT,w, Rw e D,nT,w , e esses valores devem ser calculados pelo projetista acústico ou medidos in-loco ou em laboratório. As paredes de wood steel frame possuem um Rw  em torno de 35~38dB para morfologias semelhantes a mostrada na figura acima.

Dicas e conclusões importantes

As exigências da NBR 15.575 levaram as construtoras e os fabricantes de materiais de construção a se adequarem. Por isso é importante que o profissional do ramo busque informações e se adeque às exigências normativas. É sempre importante a consulta com um Engenheiro Acústico ou um profissional qualificado, pois cada vez mais os clientes estão ficando exigentes sobre as condições do isolamento acústico em edificações.

Além de todo o conhecimento teórico sobre paredes acústicas é crucial cuidados na hora da construção da mesma. Cuidados com a montagem das esquadrias evitam frestas por onde o som pode passar. Cuidado na construção da parede para evitar juntas com massa mais fraca também degradam o desempenho. Uma atenção especial às esquadrias que serão utilizadas é essencial, pois essas são o ponto fraco do isolamento acústico de uma parede.

 

Gostou do artigo? Adquira agora o nosso e-book, O guia das janelas acústicas para fachadas residenciais. — Clique Aqui —

Onde fazer um curso de acústica no Brasil?

É fato que cada vez mais se pesquisa acústica no Brasil. Nas últimas décadas a preocupação de pesquisadores e empresas com a qualidade acústica de ambientes e com a saúde auditiva da população aumentou. Levando a abertura de um novo mercado de trabalho e capacitando novos profissionais nessa área. Mas onde estes profissionais estão se formando no Brasil? Quais cursos de graduação e pós-graduação já existentem? O que se está pesquisando atualmente em termos de poluição sonora e em termos de qualidade de vida relacionada à audição? Falaremos nesse artigo sobre alguns ramos da acústica, e sobre os cursos de acústica nos quais os profissionais brasileiros estão se formando. Veremos os cursos de graduação e pós-graduação em acústica no Brasil e o que eles oferecem.

Curso de acústica é multidisciplinar

A acústica é tida como uma área multidisciplinar onde o Engenheiro Acústico é o profissional capacitado que engloba conhecimentos principalmente da área de engenharia elétrica e mecânica, com bastante de computação e matemática. Em termos multidisciplinares, digamos que o profissional em acústica pode atuar nas áreas de engenharia, biociências, geociências e artes. Ou seja, a engenharia acústica possui uma gama gigantesca aplicações. Isso exige bastante especialização que em geral é oferecida por cursos regulares de graduação e pós-graduação, com ampla necessidade de cursos de aperfeiçoamento e capacitação. Veja na figura abaixo as áreas de atuação que requerem conhecimentos em acústica.

Áreas da Acustica

 

Graduação em acústica no Brasil

Em 2009 surgiu na Universidade Federal de Santa Maria – UFSM. O primeiro, e até então único, curso de Engenharia Acústica do Brasil. O curso de acústica conta com uma abrangência de várias disciplinas. As principais linhas de estudo na graduação de Engenharia Acústica estão atreladas à engenharia civil. Entre elas:

  • acústica de salas,
  • acústica nas edificações,
  • controle de ruído de máquinas e equipamentos prediais.

Já as linhas de pesquisa ligadas à engenharia elétrica contemplam:

  • eletroacústica,
  • design de caixas acústicas,
  • processamento digital de sinais.

As linhas ligadas à engenharia mecânica incluem:

  • controle de vibrações,
  • controle de ruído industrial,
  • projeto de máquinas e componentes.

Outros tópicos ligados à qualidade de vida, engenharia ambiental e artes incluem:

  • psicoacústica,
  • acústica subjetiva,
  • fonoaudiologia,
  • acústica ambiental,
  • acústica musical,
  • áudio.

Maiores informações sobre o curso de graduação em engenharia acústica da UFSM podem ser obtidas no site do curso.

Curiosidade: Após a criação do primeiro curso de engenharia acústica brasileiro, foi possível articular junto ao CREA a inclusão da profissão “Engenheiro(a) Acústico(a)” entre às profissões cadastradas pelo conselho, até então inexistente no Brasil.

Apesar da baixa disponibilidade de cursos de graduação em acústica, já há diversos cursos de mestrado e doutorado strictu sensu no Brasil. Alguns possuem um viés mais profissionalizante mas em geral abordam a pesquisa básica e não aplicada. Abaixo iremos citar alguns dos principais centros de pesquisa e ensino que trabalham com acústica no país.

 

Pós-Graduação em acústica no Brasil

Ainda não existe no Brasil um programa de pós-graduação especificamente em Engenharia Acústica, mas já existem diversos programas atrelados a outros cursos com enfase em acústica.

  • Universidade Federal de Santa Catarina

Mestrado e Doutorado pelo Programa de Pós-Graduação em Engenharia Mecânica:  oferce disciplinas nss áreas de saúde auditiva, acústica submarina, acústica veicular, materiais porosos, controle de ruído e vibrações, métodos numéricos, ruído em comunidades e psicoacústica. É considerado o melhor curso do Brasil, sendo conceito 7 no CAPES.

  • Universidade Federal de Santa Maria

Mestrado pelo Programa de Pós-Graduação em Engenharia de Produção: oferece linhas de pesquisa ligadas às áreas de acústica de salas, psicoacústica e qualidade sonora.

Doutorado pelo Programa de Pós-Graduação em Engenharia Civil: oferece disciplinas ligadas às áreas de acústica ambiental e acústica arquitetônica .

  • Universidade de São Paulo

Mestrado e Doutorado pelo Instituto de Física na área de levitação acústica. Para saber mais sobre levitação acústica leia esse outro artigo, clicando aqui. E pelo Programa de Pós-Graduação em Engenharia Elétrica na áreas de processamento digital de sinais.

  • Universidade Estadual de Campinas

Mestrado e Doutorado pelo Programa de Pós-Graduação em Engenharia Civil  e pelo Programa de Pós-Graduação em Arquitetura, Tecnologia e Cidade  nas áreas de acústica de salas, conforto acústico, ruído ambiental, avaliação e desempenho acústico de edificações, processamento de sinais, controle ativo de ruído, reprodução espacial sonora.

  • Universidade Federal do Pará

Possui Mestrado e Doutorado pelo Programa de Pós-Graduação em Engenharia Mecânica nas áreas de  acústica de salas, vibrações mecânicas, processamento digital de sinais e acústica nas edificações.

Além desses cursos citados há outros centros de pesquisas localizados na Universidade Federal de Minas Gerais, Universidade de Brasília e Universidade de Viçosa. Essa lista não é exaustiva, devemos dizer. É cada vez mais importante haver cursos de graduação, pós-graduação e especialização referentes à engenharia acústica, pois somente assim aumentará número de profissionais capacitados no mercado de trabalho. No nosso dia a dia observamos aberrações de interpretação de dados por pessoas sem formação e sem conhecimento técnico no assunto. Por isso é tão importante a formação, o que traz qualidade de vida à população.

Já deixamos aqui o convite para você inscrever-se agora no único curso de Modelagem Acústica Ambiental do Brasil  que será oferecido presencialmente no Rio de Janeiro e utilizará um software inovador e gratuito de predição da poluição sonora por fontes industriais.

Curso de Modelagem Acústica Ambiental

Programa:
1 – Conceitos básicos de propagação sonora
2 – Tipos de fontes sonoras
3 – Cálculos em dB
4 – Normativas ambientais em acústica
5 – Métodos de cálculo de propagação sonora
6 – Introdução ao iNoise
7 – Prática de modelagem de ruído
8 – Introdução aos métodos inovativos de mapeamento com drones e map at work
9 – Introdução ao Ruído ocupacional
10 – Requisitos para desempenho acústico em edificações residenciais
Local: 3R Brasil Tecnologia Ambiental, Cultura, Serviços e Comercio Ltda
Av. Rio Branco, 156 – 23º andar – sala 2323,
Centro – Rio de Janeiro
Data: 15/03/2018 (Única oportunidade)
Modalidade: Presencial
Duração: 5h, sendo 2h práticas e 3h teóricas.
Observação: trazer notebook
Professores: Rogério Regazzi e Pablo Serrano. Especialistas com notório saber no tema.
Investimento por aluno: R$1970,00 a vista ou 12x no cartão de crédito com juros (2,5% por parcela) via pag seguro ou paypal.

Mais informações sobre o iNoise e ferramentas inovadoras em controle de ruído em https://www.ambienciacustica.com/

Adquira seu curso agora enviando e-mail para contato@portalacustica.info e garanta sua vaga. Somente 5 vagas.

Workshop com multinacional alemã para os especialistas em acústica

WorkshopsA Knauf AMF, especialista em forros e revestimentos acústicos e arquitetônicos, estará pela primeira vez na Expo Revestir, que acontece em março deste ano. A grande surpresa será um workshop focado em acústica, sustentabilidade e design dos produtos da linha HERADESIGN, exclusivo aos especialistas em acústica. A data marcada é 12 de março, um dia antes da Feira iniciar, das 15h às 17h30, no Showroom da Knauf AMF (Rua Princesa Isabel, 94, Sl. 111).

A empresa vai aproveitar a presença de profissionais da Knauf AMF da Alemanha e da Áustria e o arquiteto austríaco, Klaus Nageler, Gerente de Produto e de Pesquisa e Desenvolvimento da linha Heradesign, vai ministrar o workshop em inglês (sem tradução simultânea).

Para ficar ainda melhor, ao término do workshop, a Knauf AMF oferecerá aos participantes um happy hour de confraternização. É ou não é aquela oportunidade que você não pode perder?

Mas atenção, as vagas são limitadas e a presença precisa ser confirmada com a Isadora pelo e-mail: foresto.isadora@knaufamf.com.

Sobre a Knauf

knauf
A Knauf é um dos principais fabricantes mundiais de materiais de isolamento modernos, sistemas de secagem, emplastros e acessórios, sistemas de isolamento térmico, tintas, pavimentos, sistemas de chão e equipamentos e ferramentas de construção. Com 150 instalações de produção e organizações de vendas em mais de 60 países, 26 mil funcionários em todo o mundo e vendas de 6,27 bilhões de euros (em 2013), o Grupo Knauf é, sem dúvida, um dos grandes players do mercado – na Europa, EUA, América do Sul, Rússia, Ásia, África e Austrália.

Workshop: Heradesign: Acústica, sustentabilidade e design
Preletor: Arqº Klaus Nageler
Local: Showroom da Knauf AMF

Rua Princesa Isabel, 94, Sl. 111 (estacionamento no local)

Data: 12 de março de 2018
Horário: Das 15h00 às 17h30
Idioma: Inglês (sem tradução simultânea)

Sobre a Expo Revestir

A Feira, que é sinônimo de negócios, inspiração, tendências, tecnologia e inovação, acontece nos dias 13 a 16 de março, das 10h às 19h, no Transamérica Expo Center (próximo à ponte Transamérica da via marginal ao Rio Pinheiros, zona sul da Capital de São Paulo). Mais informações, além do cadastro para o evento, podem ser feitos no site: www.exporevestir.com.br.

Janelas antirruído e projeto acústico de fachadas

Muitas vezes, na hora de lazer ou de trabalho, acabamos nos deparando com um vizinho com música alta, com o ruído do tráfego de veículos ou até mesmo de pessoas conversando na rua. Geralmente, só sentimos esse incômodo quando ele é tido em excesso. Mas esse ruído urbano é classificado pela Organização Mundial de Saúde (OMS) como um problema de saúde pública, podendo ocasionar danos auditivos, como perda temporária e permanente da audição e também problemas extra-auditivos, como cardiovasculares, insônia e desconforto. Por causa disso, cada vez mais, a questão do ruído urbano está levando órgãos públicos e empresas a repensarem questões de acústica ambiental (urbana) e questões de isolamento acústico em edificações.

Com a preocupação da saúde e do bem estar da população foi criada, no Brasil, a NBR 15.575, que determina valores mínimos de isolamento acústico para pisos, paredes externas e paredes internas de edificações. Ela também determina o Rw, que é o índice de redução sonora ponderado, o principal parâmetro para a determinação do isolamento sonoro. Na maioria das vezes, o maior cuidado que precisamos ter é com as paredes externas, pois é a partir dessas que se tem os ruídos vindos do exterior e que nos incomodam tanto. Com um tratamento adequado da parede externa, principalmente das esquadrias, esse problema pode ser solucionado.

Sabemos que uma parede é composta por diversas morfologias e que junto à essa temos a esquadria que, em geral, é o ponto mais fraco de isolamento acústico de uma fachada. Por isso as esquadrias merecem um cuidado especial na hora do projeto. No ramo de construção civil brasileira é comum utilizarmos janelas simples, mas em um projeto com um bom isolamento acústico isso não é suficiente. Já existem no mercado uma gama de tipos de janelas antirruído, sendo essas dominadas por janelas duplas. Porém, antes de falarmos sobre este assunto, devemos entender como funciona, de forma básica, a transmissão de uma onda sonora em uma esquadria e uma parede.

Na figura abaixo podemos observar que há três efeitos diferentes para uma onda sonora que incide em um aparato. Ela pode ser tanto refletida de volta ao ambiente, dissipada em forma de vibração ao longo da estrutura ou transmitira para o outro lado da parede.

Propagação sonora em uma parede

A nossa preocupação principal é fazer com que a onda incidente, que pode ser o ruído urbano, seja o mínimo transmitido possível para dentro da sua casa ou apartamento. Para isso temos de trabalhar com materiais especiais para ter um bom isolamento sonoro.

JANELAS SIMPLES

É comum em projetos brasileiros utilizar janelas simples, devido ao custo-benefício. Essas janelas são compostas por vidros com uma espessura de 4 à 8 mm e é comum a esquadria ser composta por alumínio, madeira ou PVC. É normal uma janela simples possuir um Rw entre 19~21 dB o que não acaba atendendo aos requisitos mínimos da NBR 15.575.  Algumas pesquisas mostram que deve-se esperar uma perda de desempenho de cerca de 5 dB, em média, entre o resultado obtido no laboratório e o do campo, mas podemos calcular através da norma EN 12354.

JANELAS DUPLAS

Para um bom desempenho de isolamento sonoro em edificações é comum utilizarmos janelas duplas. O objetivo é oferecer uma maior resistência à passagem da onda sonora pelo material (sendo a janela de vidro por exemplo). Para realizar esse isso, uma janela dupla deve ser composta de duas camadas de vidro e entre elas geralmente deixamos uma camada de ar, pois conforme a onda vai passando na estrutura vidro-ar-vidro ela perde mais energia do que passando por uma estrutura vidro-vidro, devido à troca de energias com os diferentes meios. Temos no mercado as janelas de vidro duplo, com espessuras variando de entre 6 e 10 mm, as quais possuem um Rw entre 32~37 dB, sendo esses valores satisfatórios para uma obra em locais de ruído não muito intenso.

Vidro duplo

Existem também opções de janelas com vidro triplo e quádruplo, porém, devemos analisar sempre o custo-benefício do projeto e para isso o indicado é realizar um estudo de impacto ambiental nos arredores do local para determinarmos valores de ruído externo. Desta forma saberemos qual é a janela mais adequada para o projeto.

JANELAS DE INOVAÇÕES TECNOLÓGICAS

Janelas com controle ativo de ruído são produtos de inovações tecnológicas, mas ainda não muito utilizados no mercado. Elas têm como funcionamento o princípio de ondas destrutiva,  podendo ser a onda 1, uma onda provinda do ambiente externo (ruído) no qual haverá um dispositivo eletrônico junto a janela que irá reconhecer o ruído incidente e o mesmo irá reproduzir uma onda 2, de fase invertida, o que acarretará no cancelamento da onda. Essa parece ser uma ideia que acabaria com o problema do ruído externo, porém, o princípio de controle ativo de ruído em estruturas como janelas possuem algumas limitações na faixa de frequência e ainda não possuem resultados satisfatórios como os de isolamento de uma janela de vidro duplo. Mas essa é uma área que está sendo estudada e no futuro podemos ter bons materiais no mercado.

Também estão sendo estudadas as janelas ventiladas. O Brasil é um país tropical e parece interessante termos um sistema com uma ventilação natural do ambiente. Da mesma forma, como no controle ativo, essas janelas estão em fase de estudos, pois como irão proporcionar uma ventilação, suas esquadrias deixarão frestas, o que não seria adequado para ter um bom isolamento sonoro. Você pode saber assistindo o webinar de inovações tecnológicas clicando aqui.

Dicas importantes na escolha de uma janela adequada

Há diversos cuidados que devemos ter ao adquirir uma janela para um projeto. As janelas são formadas por vários elementos (vidro, esquadria, sistema de fechamento e vedações), em que cada um deles tem papel importante no desempenho final do produto. Devido a esta complexidade, é recomendável que os fabricantes forneçam ensaios de laboratório, a fim de comprovar seu isolamento acústico. Para além disso, o mais adequado para os fabricantes quando mostrarem seus produtos é que esses resultados venham em forma de banda de frequência, para que na hora da compra o cliente possa ter o conhecimento em quais há um maior isolamento.

Também devemos levar em consideração alguns cuidados para que a janela seja instalada de forma adequada para se ter uma melhor qualidade. O principal cuidado no momento da instalação é para que não fiquem frestas entre a esquadria e a parede. Isso vai impedir a passagem do som por meio de vibração estrutural dessas frestas.

Para maiores informações sobre como realizar medições, qual janela adequada para a sua obra ou maiores cuidados na compra e na instalação da sua janela, deve-se procurar um especialista em isolamento acústico em edificações, bem como um Engenheiro Acústico ou um Engenheiro Civil, ou ainda, um técnico em edificações que tenha entendimento no assunto.

Além disso, é necessário ter o conhecimento sobre elementos construtivos, como quais tipos de vidro e de esquadrias são mais adequados para o seu projeto e também conhecimentos técnicos como a importância da lei da massa, da lei das frestas, de como realizar uma medição adequada em laboratório e in loco, seguindo as devidas normas internacionais. Para isso estaremos lançando nos próximos dias um e-book que é um Manual de Janelas Antirruído, não deixe de conferir esse material completo nos próximos dias.

 

Gostou do conteúdo? Quer saber o passo a passo para escolher a melhor janela antirruído fazendo um projeto acústico de fachada? Se inscreva no workshop gratuito.