6 fases do projeto de isolamento acústico que você precisa saber

O dia a dia do arquiteto e do engenheiro é corrido! Fazer plantas baixas, preencher planilhas de cálculo, gerar anotações de responsabilidade técnica, visita a obras, e se der tempo tomar um cafezinho com os clientes e colegas de trabalho. Parar um segundo para estudar um tópico novo é por vezes difícil e pouco estimulante se não há uma motivação forte para tal. Entretanto, o mercado está cada dia mais competitivo e quem acabou de entrar no mercado sabe que está despreparado no momento que o primeiro projeto chega na sua mão. Um desses projetos que poucos profissionais conseguem lidar é o projeto de isolamento acústico. Neste artigo quero apresentar os principais elementos de um projeto acústico, e quais conhecimentos o profissional deve conhecer antes de assumir uma responsabilidade frente a um projeto desta natureza. Com certeza, após essa leitura você terá bem claro o que é necessário para enfrentar o desafio de fazer ou contratar um projeto de isolamento acústico. Vamos lá?

Condicionamento Acústico X Isolamento Acústico

Talvez ainda não esteja claro para você, mas essa diferenciação dos termos é muito importante de faz toda a diferença. Isso é um problema pois as vezes até mesmo o poder público não tem isso bem claro. Por exemplo, quando um empresário precisa tirar uma “Certidão de Tratamento Acústico Adequado”, na verdade ele precisa é garantir que o seu espaço não esteja gerando poluição sonora para os vizinhos. Desta forma, o tratamento acústico engloba o isolamento acústico, é o que se deseja neste caso. O condicionamento acústico é quando temos um ambiente interno que possui qualidade sonora dentro dele, de forma que o som não seja distorcido, com eco ou reverberação excessiva. Ou ainda, a sala pode apresentar posições de audição que realcem o grave gerando sensação de falta de equalização do som, o que ocorre muito em estúdios pequenos ou home studios. Por outro lado, o isolamento acústico é a quantidade de som que é barrado de um ambiente para outro. Ou seja, do ambiente interno para o meio ambiente ou ainda de uma sala para outra. Se você quer saber mais sobre como emitir a “Certidão de Tratamento Acústico Adequado”, fiz um e-book que explica cada documento e cada processo necessário até conseguí-la, é só clicar aqui.

Iniciando um projeto de isolamento acústico

O primeiro passo de um projeto de isolamento acústico é definir o escopo, o que irá ser feito. Nessa hora o arquiteto, engenheiro civil ou mesmo o cliente, devem ter bem claro o que será solicitado. Um bom material sobre esse assunto é o Manual de Escopo de Projetos e Serviços de Acústica, elaborado pela Pro Acústica disponível aqui. Em resumo, esse manual contempla 6 fases de projeto, sendo algumas opcionais e outras obrigatórias. Tudo depende do porte do projeto e exigências do cliente e da legislação. As fases do projeto acústico são:

Tome nota

Fase A – Concepção do produto: nesta fase são feitas medições no local, seja uma obra já construída ou em um terreno que receberá o empreendimento. Um laudo é gerado e dependendo do porte do projeto pode-se fazer um mapa acústico. Esse mapa é uma carta informando os níveis de ruído da região ou da planta de uma indústria. São identificadas as fontes sonoras e a potência sonora de cada uma delas. Dependendo do zoneamento da região no plano diretor da cidade, verifica-se o isolamento acústico mínimo para atender a legislação. A Classe de ruído I caracteriza um ambiente externo calmo, e a Classe de ruído III caracteriza um meio ambiente bem ruidoso, como exemplo.

Fase B – Definição do produto: a fase contempla o chamado Anteprojeto, onde são definidas as áreas a receber soluções acústicas. É necessária uma planta arquitetônica, contendo os equipamentos de som e uso pretendido de cada ambiente. Com isso o engenheiro acústico pode realizar os cálculos de isolamento acústico, baseados na NBR 15.575 de desempenho acústico de edificações e em conjunto com a ISO 15.712 que calcula a performance acústica de um edifício com base nos elementos construtivos pré-definidos. Como um opcional, você pode solicitar ao engenheiro acústico uma busca por soluções inovadoras e sustentáveis, ou ainda estudo técnico-econômico do projeto.

Fase C – Identificação e solução das interfaces: também conhecida como Projeto Básico, onde todas as plantas complementares, principalmente de hidráulica, alvenaria e ar condicionado são comparadas com as plantas acústicas. Os problemas identificados são tratados imediatamente e por vezes a interação com profissionais das outras disciplinas é necessária para resolver os conflitos. As soluções acústicas são consolidadas, garantindo margens de segurança de engenharia, como de costume.

Fase D – Projeto de detalhamento das especificidades: ou ainda Projeto Executivo, que trata do detalhamento de todas as soluções acústicas em planta e em memoriais descritivos ou de cálculo. As especificações dos materiais e desenho técnico de equipamentos são realizadas em detalhe. Com isso, o cliente terá condições de elaborar orçamentos com os fornecedores de materiais, elaborar minutas contratuais de mão de obra e planilhas com o volume de materiais e serviços para futuro controle. Esse trabalho também pode ser realizado pelo engenheiro acústico, se contratado para tal. É aqui que as janelas anti ruido, ou as chamadas janelas acústicas vão ser detalhadas.

Fase E – Pós-entrega do projeto: nesta fase o projeto é apresentado ao cliente final e são tiradas dúvidas para dar andamento à fase de obras. Por vezes alguns fornecedores de materiais requerem o projeto para projetar sistemas auxiliares de suporte de equipamentos, ou painéis de revestimento. Por exemplo, se paredes de drywall são especificadas, toda a parte do projeto de perfis metálicos é realizada pela empresa instaladora. Nesta obra, o engenheiro acústico pode supervisionar a obra, caso contratado para tal, para garantir que falhas de instalação não ocorram durante a obra. Isso é de extrema importância ao nosso ver!

Fase F –  Pós-entrega da obra: essa última etapa é muito importante para garantia da qualidade dos serviços. O projeto só é bom se for constatado que ele atende ao projetado. Portanto, medições dos níveis de ruído dentro das salas, de uma sala para outra, e de uma sala para fora são essenciais. Deve-se medir com e sem o sistema de sonorização funcionando para poder comparar os níveis de ruído de fundo pela NBR 10.152 e os níveis de desempenho acústico preconizados na NBR 15.575. Somente profissionais gabaritados e com equipamentos adequados podem fazer esses ensaios. A norma de ruído em comunidades NBR 10.151 também pode ser usada, medindo o ruído com a janela acústica ou, não acústica, aberta e fechada.

Bom, essas fases são o passo a passo para o seu projeto de isolamento acústico. É essencial saber que quanto mais pesada a estrutura, parede ou piso, mais som será isolado. Mas estruturas rígidas também vibram, portanto, se uma máquina vibratória estiver encostada na parede, por mais espessa e pesada que ela seja, o som pode ser transmitido para a sala adjacente. Alguns sistemas usam o conceito massa-mola-massa, na qual duas estruturas de maior densidade são unidas por um colchão de ar ou uma estrutura esbelta com boa dissipação, dificultando a passagem do som. Isso porque o som precisa trocar de meio várias vezes e o material do meio do sanduiche (mola) é um mal condutor do som. Você já deve ter ouvido falar das paredes duplas, certo?

Veja que as normas citadas são somente algumas das tantas normas existentes neste ramo. Essas normas são aplicadas à construção civil, mas existem outras normas mais complicadas para projeto de encausuramento de geradores, casas de máquinas, equipamentos de fonoaudiologia e outros. Verifique com o consultor acústico quais normas são aplicáveis para evitar de tomar uma multa por ruído excessivo dos órgãos públicos. Outra questão é que sistemas com isolamento maior que 55 dB geralmente são difíceis de projetar, sendo necessários sistemas especiais que poucas pessoas conseguem executar sem orientação. Se esse for o seu caso, procure um especialista. E aí, valeu a dica?

Abraço e bons projetos!

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Eco e Reverberação: Qual a diferença?

Arquiteto + Eng. Acústico = Bom projeto

Quando pensamos em um projeto arquitetônico, temos em mente sua estrutura e principalmente o design. O desenho do arquiteto na maioria das vezes nos surpreende em todos os sentidos, principalmente a visão. Contudo, diversas vezes o fator acústico é deixado de lado por não ser tangível e visual, o que acaba por prejudicar o projeto final. O ambiente projetado deve propagar o som de forma clara e inteligível, mas isso só é possível quando especialistas estão na equipe. Um ambiente com uma acústica ruim pode ser considerado inutilizável para eventos de grande porte, como auditórios e casas de shows. Pode pegar muito mal e causar uma impressão muito ruim do estabelecimento se a acústica é pobre.
Essa preocupação com a acústica é historicamente consolidada. As grandes igrejas e teatros da antiguidade possuíam a acústica perfeita, pois eram desenhadas de maneira a reverberar o som sem causar ecos. As ondas sonoras chegavam de forma inteligível aos ouvidos dos espectadores, principalmente em teatros ao céu aberto. Com o advento dos teatros em recintos fechados, o público precisava ficar muito perto dos artistas para conseguir ouvir bem o que se falava. Nisso, foram criadas as galerias que permitiam melhor visão e audição. Entretanto, para comportar muitos espectadores, os teatros, igrejas e casas de concertos devem atentar a outros problemas acústicos, como ecos, falta de claridade e de ganho.
Para lidar com esses problemas, tanto o arquiteto quanto o designer de interiores e o engenheiro acústico devem trabalhar em conjunto, desde a concepção inicial do ambiente! Somente assim o ambiente poderá ser acusticamente confortável e evitar esses problemas acústicos. Isso vale principalmente para locais que visam atender uma grande quantidade de pessoas, como anfiteatros, e salas de conferência e outros já citados.

Tempo de Reverberação

O principal fator para quem pretende criar um ambiente ideal é compreender o tempo de reverberação do som e que diversos outros parâmetros técnicos dependem dele. Ao utilizar superfícies refletoras e materiais adequados que permitam que o som seja projetado ao público, se obtém uma sensação de maior intimidade com quem está palestrando, ainda com os músicos no palco. Um ambiente cheio de materiais de absorção não oferece esse tipo de experiência. Neste caso o ouvinte se sente mais isolado e excluído emocionalmente. A reverberação ideal depende do volume da sala e do objetivo de uso do espaço, basicamente. Para tal, estima-se o potencial de absorção de som com ou sem pessoas ao selecionar materiais de revestimento adequados para o ambiente. Esse processo leva em conta várias ferramentas de engenharia que oferecem uma razoável estimativa da qualidade do som no ambiente.
A reverberação é, em suma, a forma na qual o som se propaga. Ou seja, quando um som encontra obstáculos como as paredes ou até mesmo objetos e retorna, esse retorno é tão imediato que o ouvido humano não consegue perceber a diferença entre o som original vindo do orador e a reflexão vinda da parede. A intensidade do som em um determinado ambiente decai de acordo com a distância e de acordo com a quantidade de vezes que essa onda sonora bate no material. Materiais “mais acústicos” absorvem mais a onda sonora, e refletem pouco deste som, absorvendo muito dele. Mas entenda que é importante utilizar materiais “menos acústicos”, visto que o seu objetivo possa ser conseguir um maior alcance do som em um local grande sem usar um sistema eletroacústico (caixas de som) de grande porte.

E o Eco?

Mas qual é a diferença entre reverberação e eco? Uma vez que esse possui a mesma forma de produção que a reverberação do som, o eco é percebido por nós humanos como um atraso entre o som original e o refletido. Igual quando você grita na montanha e ela te responde. O eco não é favorável para ambientes, pois faz com que a inteligibilidade do som seja prejudicada. Logo, para evitar os ecos é preciso identificar as superfícies que produzem o mesmo e atuar de duas formas: utilizando objetos ou materiais que bloqueiem aquela superfície causadora do eco, e assim o som refletido chega mais rápido ao ouvinte; ou pode-se colocar um material de absorção “mais acústico” naquela superfície que gera o eco.

Limite entre reverberação e eco. Fonte: Egan M D, 1988.

Limite entre reverberação e eco. Fonte: Egan M D, 1988.

Veja no diagrama abaixo, tirado do livro do Egan, Architectural Acoustics, onde ele identifica a região que o eco causa incômodo (annoyance). Para isso acontecer, muito provavelmente o nível do eco é maior que o nível do som original vindo direto da fonte sonora. Ou ainda, o atraso entre o som original e o eco é grande, portanto perceptível. Se o atraso é pequeno entre os dois sons, não nos sentimos incomodados por esse “eco” e ele é percebido como uma reverberação. Essa reverberação também é conhecida como reverb pelos músicos (o que na verdade é até desejável).

Softwares Para Projetos

Uma das formas de calcular o tempo de reverberação e a qualidade do som em um ambiente é utilizando softwares especializados nesse segmento. Tanto o CATT-A como o Odeon são programas confiáveis e de fácil manuseio, auxiliando tanto na fase de projeto, quanto na correção de ambientes que já estão acusticamente prejudicados. Se quiser conhecer mais sobre o Odeon, veja alguns vídeos e informações técnicas clicando aqui.
Por fim colegas, existem outros parâmetros mais complicados, mas também utilizados no projeto de acústica de salas, especialmente em acústica para auditórios. Entre eles o STI (Speech Transmission Index) e o ALcons (Percentage Articulation Loss of Consonants), mas esse tema é mais avançado e podemos abordar em outro momento. Portanto, se você se interessou por esse assunto e quer aprender mais, entre na nossa comunidade do Facebook.

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ACÚSTICA SUSTENTÁVEL – MITO OU REALIDADE?

A sustentabilidade ecológica é um dos desafios globais mais importantes que se colocam perante nós num futuro próximo. O ritmo galopante do desenvolvimento humano ameaça perigosamente a sustentabilidade do nosso planeta. Tendo em conta que é o único que temos, urge tomarmos providências o quanto antes para que não seja tarde demais. E essa mudança de paradigma começa em nossa casa, nos mais pequenos gestos que tomamos, num efeito-borboleta que parte do particular para o geral. Afinal, quando podemos dizer que um material é sustentável?

Além disso, a adoção de comportamentos e atitudes mais verdes tem que ser assumida em todas as áreas da nossa vida. E isso inclui a construção civil, em todas as suas vertentes. Incluindo a acústica de salas. E é aqui que nós entramos. Primeiro que tudo, há que se entender o que são matérias-prima ecológicas. Estas são produtos que podem ter origem artesanal ou industrial, que sejam não poluentes, atóxicos e benéficos para o meio ambiente e para a saúde do ser humano. Estes ecoprodutos contribuem para um menor impacto na natureza e, consequentemente, para um maior desenvolvimento sustentável.

Como é sabido, o isolamento acústico comporta vários benefícios para o ser humano. Este tem como objetivo diminuir ou eliminar a passagem de ruído do interior de um ambiente para os ambientes vizinhos, melhorando o conforto das pessoas. Mas também promovendo uma maior eficiência energética, visto que o isolamento acústico está fortemente ligado ao isolamento térmico. Gostaríamos de lembrar que o isolamento acústico se dá em ambos os sentidos, ao evitar também que o ruído externo (ou ambiental) entre em um local fechado. Já o tratamento acústico é a propriedade de conforto interno de um ambiente. Portanto, o auxiliando na compreensão das palavras e favorecendo a música. As características da sala como geometria e materiais acústicos podem evidenciar as sílabas e passagens do arranjo sonoro, melhorando a acústica da mesma.

Quando se opta por um material acústico isolante, convém avaliar a sua eficiência, a sua sustentabilidade e também a sua durabilidade, uma vez que depois de incorporado no edifício, deve permanecer o máximo de tempo sem necessidade de substituição ou manutenção. A tecnologia diz-nos que os melhores materiais isolantes acústicos são rígidos e pesados. Já os melhores em termos de absorção sonora em termos de tratamento acústico são os fibrosos ou porosos. E o mercado dos ecoprodutos acústicos disponibiliza várias opções, de acordo com as necessidades dos clientes e construtores.

Um dos mais populares, principalmente na europa, é o Aglomerado de Cortiça Expandida, que tem uma grande capacidade de absorção de ruído e é ideal para a correcção acústica de ambientes que exigem qualidade e requinte. É utilizado normalmente em salas de espectáculo, concertos ou reuniões, por exemplo. Em sistemas de isolamento acústico, no entanto, a cortiça pode ser combinada no miolo de um sistema tipo sanduiche com concreto de cada lado.

Mas não é o único material sustentável. A um nível mais específico, a Sound Soft da Aubicon, é uma manta acústica cem por centro reciclável, já que é produzida a partir das pneus reciclados ou de restos de borracha resultantes do seus próprio processo de produção. Essa é uma das mais utilizadas solução para isolamento acústico em pisos de edifícios de habitação, sendo que evita o ruído de impacto, ou o conhecido som do salto alto.

Também cem por cento sustentável é a manta acústica a partir de lã de poliester Isosoft Piso, ou Ecofiber floor, ou ainda a FlexSilenzio, que tanto pode ser utilizada em edifícios habitacionais como comerciais. Produzidas a partir de garrafas PET, este é um produto extremamente ecológico e igualmente eficiente, que pode ainda ser utilizado na cobertura das construções, promovendo igualmente o isolamento térmico. É de lembrar que uma garrafa PET demora mais de 100 anos para desaparecer na natureza, sendo assim reutilizada num produto extremamente amigo do ambiente. Um produto similar é a manta de polipropileno expandido que com apenas 2 mm se consegue atender a norma de desempenho de pisos em edificações residenciais.

Finalmente, nos últimos anos estudos têm indicado que a fibra de bananeira, assim como a fibra de coco, também promovem uma boa absorção acústica. Esta é uma solução tanto de eficaz quanto de econômica, com um baixo custo de produção no mercado brasileiro. Apesar deste processo já estar patenteado para ser utilizado em escala industrial, infelizmente ainda não é uma solução muito utilizada na construção civil.

fibracoco

A figura ilustra um material fabricado para estudo na UFPA a partir da fibra de coco acima, e uma amostra de material poroso em melamina abaixo.

Ao contrário do que muita gente pensa, é possível construir de forma sustentável, mantendo os mesmos níveis de qualidade, eficiência e preço. Aliás, valer-se de  ecoprodutos é uma tendência cada vez maior do mercado global, à medida que as pessoas vão tomando consciência da necessidade de adotarem um comportamento mais responsável perante o mundo. Ao optar pelo isolamento acústico ou tratamento acústico, opte sempre por um material que seja cem por cento sustentável e dê preferência pela matéria prima local. Uma vez que, além de contribuir para melhorar o meio ambiente, estará igualmente a reduzir os custos de sua obra. Isso ocorre ao reduzir o valor do frete e do combustível usado no transporte do material. Ao mesmo tempo que o material sustentável melhora a eficiência e apelo comercial da construção.

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Acústica de igrejas

 

sagrada

Certa vez acessei meu Linkedin e vi o perfil de um professional que elogiou o meu trabalho após baixar um material do Portal Acústica. Me surpreendi com sua dissertação de mestrado. Mais especificamente pelo tópico e pelos resultados quantitativos da pesquisa, que consistia em analisar os problemas enfrentados pelos moradores de São Paulo em relação à acústica de igrejas. De fato, esse assunto não é comumente encontrado. Acústica em igrejas é na verdade um tópico muito antigo, mas os arquitetos mais antigos tinham somente o foco na qualidade interna do som, e não no isolamento acústico de igrejas. Vejamos alguns resultados interessantes deste estudo, para entendermos o que é necessário para resolver essa problemática de isolamento acústico e não somente de tratamento acústico (conforto no ambiente interno).

Em uma sociedade altamente religiosa como no Brasil, por incrível que pareça, o estudo apontou que 56% das pessoas entrevistadas consideram um aspecto negativo ter uma igreja como vizinho. 28% consideraram um aspecto positivo. O período da noite é que as pessoas acabam percebendo as atividades das igrejas, sendo que 65% dos entrevistados dizem que os sons oriundos da igreja próxima a sua residência causam “irritabilidade”. 70% das pessoas consideram os sons médios ou altos em termos de “volume” e tem dificuldade de assistir TV (42%), ou dormir (25%). O mais curioso é que 65% das pessoas chegaram a fazer uma reclamação pessoalmente aos responsáveis das igrejas, entretanto, ou não teve retorno (45%) ou ainda foi somente parcialmente atendido (25%). A amostra consistiu de 255 pessoas que vivem próximas à igrejas na cidade de São Paulo, SP.

Esses dados ilustram um problema moderno, apesar de haverem diversas leis e regulamentações sobre o tópico de poluição sonora e ruído em comunidades. NENHUM entrevistado sabia sobre quaisquer destas leis, mas todos tinham conhecimento do PSIU, que é o programa de controle de ruído da cidade. O mais interessante é que, ao fazer um estudo mais detalhado das igrejas próximas aos entrevistados, nenhuma das 12 igrejas tinha um projeto de isolamento acústico. Apenas 4 delas apresentaram medições abaixo de 65 dBA no ambiente externo, usando o parâmetro LAeq (valor equivalente de nível de pressão sonora, ponderação pela curva A de percepção humana na frequência). E além disso, algumas igrejas apresentaram níveis internos considerados prejudiciais, se em exposição prolongada. Chegando a 97 dBA em um caso!

Realmente um caso sério, visto que diversos padres e pastores se preocupam com a poluição sonora. Entretanto, eles não sabem como agir e por vezes desconhecem medidas e profissionais do ramo que possam auxiliar. Mas o mundo não está perdido. A tecnologia de avançou muito, e é essencial voltarmos aos velhos tempos. Digo isso, porque nos séculos passados os arquitetos e engenheiros tinham muita preocupação pelo tema e alguns focavam sua vida toda para trabalhar em prol da igreja. Claro que precisamos de economia nos dias de hoje, principalmente com a expansão de igrejas evangélicas pequenas e de baixo custo. Mas por outro lado, é primordial pensarmos nas questões de isolamento acústico antes de pensar em adquirir a propriedade! Isso mesmo, um estudo do terreno, realizando um mapa de ruído da região, pode ser primordial para identificar as soluções acústicas necessárias. Em alguns casos o custo da acústica pode inviabilizar a instalação da igreja! Ou ainda, a instalação inadequada pode causar um afastamento de fiéis, ao invés de uma congregação e união.

interior

Portanto, antes de implantar ou reformar a acústica da igreja, se você é pastor, trabalha em igrejas ou é um fiel dedicado: consulte um engenheiro acústico com experiência no assunto. Isso pode ser um fator determinante para a saúde das pessoas que frequentam o seu culto e também para os vizinhos. Para falar mais sobre acústica em igrejas e outros locais com grande circulação de pessoas, elaboramos um material especial que pode auxiliar. Esse manual explica exatamente o que é uma certidão de tratamento acústico adequado e como essa certidão é emitida em um município de Santa Catarina. Entretanto o procedimento é similar em outros municípios brasileiros.

Acesse o material gratuitamente clicando AQUI. Nele você encontrará os conceitos e o passo a passo que podem ajudar não só as igrejas, mas outros tipos de negócios com potencial gerador de sons, como bares e restaurantes (que para os vizinhos são geradores de ruídos).

Obrigado e precisando, estamos ai para auxiliar. Deixe seu comentário e contribua com a sua visão sobre o assunto. Gostaríamos de dar voz a você também. Ah, coloquei umas fotos da Igreja da Sagrada Família porque estou indo vê-la na semana que vem…

MEng. Pablo Serrano – Consultor em acústica arquitetônica

 

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Impressão 3D: Porque a prototipagem vai revolucionar a Acústica

Você deve estar se perguntando o que um método de fabricação, como a impressão 3D, tem a ver com Acústica. Tudo! A impressão 3D é um método de prototipagem rápida que pode, em cerca de algumas horas, produzir uma peça de geometria complexa e que tenha tolerâncias dimensionais razoáveis para uma aplicação acústica.

De que aplicações estamos falando e qual o estágio tecnológico da impressão 3D no Brasil?

Bom, no estudo realizado na Universidade de Southampton, estamos recriando painéis perfurados e microperfurados para obter as características de absorção sonora destas amostras. Quando os mesmos são combinados em uma estrutura que vai no revestimento interno de aeronaves, eles produzem atenuação das ondas sonoras produzidas pelas pás da turbina do avião. Isso com certeza é desejável principalmente para quem mora perto de aeroportos ou pega diversos voos durante o ano. Vamos te mostrar um pouco sobre esse estudo de tratamento acústico de turbinas de aeronaves e identificar outras aplicações muito interessantes e úteis para acústica arquitetônica, voltada à construção civil.

Um estudo paramétrico é realizado quando se deseja variar alguma propriedade de uma amostra e obter o efeito somente da propriedade variada. Por exemplo, em uma chapa perfurada, podemos variar o diâmetro dos furos e avaliar sua eficácia na atenuação viscosa do som nas paredes dos furos. Nesse estudo da University of Southampton utilizamos a impressão 3D para construir amostras metálicas e em ABS para ensaiar as propriedades acústicas em um tubo de impedância.

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A impedância é uma propriedade que descreve como o som é absorvido ou refletido em um material, ou o conjunto de materiais, em uma certa configuração geométrica. Existem diversas técnicas de se medir esse parâmetro acústico, mas vamos nos ater apenas a esse conceito dessa forma por enquanto.

Os resultados preliminares deste estudo mostraram que a impressão 3D causa variações de até 10% para a espessura das amostras, e 2% quanto ao diâmetro dos furos da ordem de 1 mm. Os resultados na impedância se mostraram na ordem de 0.2 Rayls de variação ao longo da frequência em uma faixa de 600 a 3000 Hz em comparação com amostras do material realmente usado na aeronave e produzida em alumínio. Esses valores são extremamente incentivadores, levando em consideração as incertezas de medição. Esse estudo auxilia a melhorar na precisão de métodos semi-empíricos de determinação da impedância acústica de revestimentos em turbinas turbofan. Tendo o apoio da Rolls Royce e incentivo da Embraer, espera-se que esse estudo possa alavancar a produção deste tipo de material de revestimento pela indústria brasileira. Atualmente o Brasil importa tal tecnologia principalmente dos EUA, França, Reino Unido e Itália. Esse trabalho é financiado pelo CNPq e conta com parceria da UFSC, através do Laboratório de Vibrações e Acústica do departamento de engenharia mecânica.

Agora vamos às demais aplicações da impressão 3D. Por exemplo, os painéis absorsores, ou absorvedores de energia acústica, podem se apresentar de diversas formas. Cada um é projetado para atenuar certas faixas de frequência conforme o interesse da aplicação. Vejamos uma sala de concertos, na qual os painéis devem equilibrar todo o espectro de frequências. Já em uma casa de máquinas, pode ser necessário somente reduzir um componente tonal (uma estreita faixa de frequência). Agora em um apartamento que se deseja manter a vista do mar, pode ser usado um painel transparente com ranhuras que formam um ressonador. A impressão 3D favorece a prototipagem de um painel acústico ao permitir a produção de um elemento desses em escala reduzida ou de forma modular com baixos custos. Assim pode-se testar em laboratório sem ter a necessidade de gastar com a elaboração do produto final, que as vezes exige a criação de um molde ou usa um processo produtivo caro.

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As tolerâncias geométricas são importantes nesse caso e a prototipagem 3D chegou ao Brazil com tolerâncias na faixa de 250µm o que as vezes não é o ideal e está aquém de outros processos produtivos de maior rigor. Entretanto, para aplicações de acústica arquitetônica e aplicados à construção civil essa tolerância é aceitável e só precisamos de mais incentivo e criatividade para realizar os cálculos e produzir novos produtos.

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Outra aplicação interessante são blocos para a construção civil que oferecem tanto isolamento acústico (evitar que o som de fora entre e vice-versa), quanto absorção sonora para conforto interno. Veja que um bloco com as dimensões médias usadas na construção civil pode ser facilmente fabricado em uma impressora 3D de médias proporções. E ao passo que as tecnologias vão melhorando, teremos não só impressoras 3D em ABS ou em metal, mas também em cimento, silício, vidro, e outros que se possa imaginar e viabilizar.

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Um link interessante de um projeto nesse sentido é esse aqui, no qual foi desenvolvida uma impressora 3D gigante para construir casas. Repare nos espaçamentos de ar entre paredes que auxiliam o isolamento acústico. Entretanto um especialista em Cálculo Estrutural e em Acústica dirá se o peso por metro quadrado é suficiente para garantir o mínimo de isolamento térmico/sonoro de acordo com o nível de ruído da região e estudos térmicos.

Um abraço e boa semana!

 

A primeira sala do mundo sem eco – anecoica!

Nós engenheiros acústicos estamos sempre construindo salas para testar o som de equipamentos que são construídos e precisam de algum tipo de averiguação quanto a qualidade sonora do áudio, nível de ruído interno ou ainda quão alto o som produzido pelo equipamento é.

Essas salas devem ser muito boas em termos de isolamento sonoro, ou seja, evitar que o som saia ou entre nela. Além disso, devemos garantir que as propriedades da sala não interfiram na medição. Para isso, em geral um ambiente sem ecos, ou seja, sem reflexões sonoras é necessário. A primeira câmara com essas propriedades já construída foi a “caixa de Beranek”, também chamada hoje de câmara anecoica.

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Esse incrível engenheiro, Leo Beranek formado na Universidade de Harvard, criou esse ambiente durante a segunda guerra mundial e foi muito aclamado por ser brilhante e pelo duro trabalho que realizou. Os alto-falantes das utilizados para guiar tropas durante a guerra era o principal motivo que levou à construção deste ambiente que deveria confinar o som, entretanto, hoje o uso desse tipo de sala se diversificou na atualidade. Pode-se, por exemplo, avaliar de meios de transporte, equipamentos de satélite, eletrodomésticos, até sensações de som tridimensionais para jogos usando cabeças artificiais.

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O Beranek criou o primeiro modelo de cunhas anecóicas, que são essas espumas piramidais que absorvem até 99,9% do som incidente. Os primeiros protótipos tinham 8 polegadas, base quadrada e eram feitos de fibra de vidro. Atualmente utiliza-se o mesmo conceito para construir uma câmaras anecoica, entretanto, os materiais evoluíram e pode-se ter até cunhas metálicas que protegem as espumas para que não se desgrudem das paredes ao realizar testes com altas velocidades de ar, por exemplo para avaliar o ruído de jatos comerciais ou militares.

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Apesar de algumas pessoas não conseguirem ficar dentro das câmaras anecoicas, visto que o silêncio dentro delas é muito profundo, é uma boa experiência de ouvir seus sons internos e o sangue correndo pelas suas veias. Eu particularmente fico bem tranquilo neste ambiente, mas tempo demais dentro da câmara anecoica é realmente angustiante. Ainda mais se você ficar preso lá porque um colega de experimentos esqueceu você lá dentro ao final do expediente.

Obrigado pela leitura, e se você gostou do tópico e gostaria de saber mais sobre como comparar os valores dos seus experimentos através de ferramentas de simulação acústica, acesse o e-book aqui, e baixe grátis.

MEng. Pablo Serrano

6 principais áreas da acústica

O que é acústica?

A Acústica é o estudo do som, visto que é uma parte da física, dentro da ondulatória. O som nada mais é do que ondas mecânicas em um meio de propagação e que são audíveis. Por vezes as ondas são de baixa frequência, causando a vibração dos corpos, sendo que o som proveniente dessa vibração de algum corpo não é audível. Mas a vibração pode irradiar som caso em uma faixa de frequência e volume suficiente que nos cause a sensação auditiva.

A Engenharia Acústica, assim como os demais ramos da engenharia, é um amplo campo de conhecimento que pode ser dividido em diversas especialidades. Quando se fala em engenharia, se pensa em formas de entender e resolver os problemas relacionados a aquela área de estudo. Os profissionais de cada especialidade são em geral requisitados como peritos somente em sua área de atuação. E neste caso, os perítos em acústica são poucos no Brasil, de forma que são profissionais bem requisitados.

Devido à expansão de alguns nichos de mercado em detrimento a outros, é mais provável que você encontre mais profissionais ligado à Acústica ambiental ou
à Acústica de salas. Isso acontece porque a maior parte dos problemas brasileiros está ligado ao incômodo do ruído, em um ambiente rural ou urbano, que causa divergência entre vizinhos. Um caso típico é o de uma boate em uma área residencial, ou de uma fábrica com equipamentos ruidosos próxima a uma comunidade.

Bom, vejamos algumas dessas essas áreas da acústica para melhor selecionar o profissional adequado ou ainda estudar mais a fundo esse meio:

 

 1. Acústica ambiental

O profissional que atua nesta área deve ter pleno domínio na redação de laudos técnicos e no manuseamento de equipamentos de medição. Ele idealmente deve possuir um sonômetro calibrado classe 1 que é responsável por capturar, medir e processar sons na faixa auditiva do ser humano. É desejável também que o profissional tenha uma ferramenta computacional que permita elaborar mapas de ruído ambiental. Esse profissional deve ter boa noção de processamento de sinais e ser muito bom com cálculos envolvendo logaritmos. Ele portanto atenderá basicamente a normativa NBR 10.151 e pode atender às demandas dos empresários que precisam de uma certidão de tratamento acústico adequado para operar em um endereço possivelmente causando poluição sonora.

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São aplicadas ponderações nas medições de ruído ambiental, tendo em vista a apresentação dos dados de forma representativa, quanto à sensação auditiva humana. Índices estatísticos são muito importantes também, para quantificar o som em certos períodos de tempo determinados.

 

2. Acústica de salas

Esse ramo de conhecimento abrange profissionais das áreas de arquitetura e engenharia civil, que por ventura venham a estudar conforto acústico em edificações. O profissional deve estar habilitado de um ferramental um pouco maior do que o engenheiro de acústica ambiental, pois para atender às normativas do setor de construção civil ele deve dispor de: uma máquina de percussão (tapping machine) que realiza os ensaios de ruído de impacto entre lajes, uma fonte dodecaédrica que é uma caixa de som especial com característica omnidirecional, e um sonômetro calibrado classe 1.

O profissional deve também dispor de uma ferramenta de mapeamento de ruído externo, mas também de simulação do desempenho e auralização de ambientes internos. Essas ferramentas podem ser bastante caras e novamente, baixe grátis o e- book neste link para tirar suas dúvidas. Podemos dizer que idealmente o profissional deva entender e aplicar as normas NBR 10.152 e NBR 15.575 em sua totalidade para poder atuar no mercado.

Se você trabalha em uma construtora ou é arquiteto e precisa de uma consultoria neste sentido, baixe grátis o e-book sobre acústica em edificações residenciais aqui para pegar dicas e sanar suas dúvidas.

3. Controle de ruído

De maneira abrangente o engenheiro de controle de ruído e vibrações trabalha na mitigação de problemas em máquinas e equipamentos. É o profissional que pode ser acionado durante o desenvolvimento do produto, na fase de testes de comissionamento ou ainda durante a operação.

Um programa de preservação da audição é algo muito importante em empresas que apresentam grande quantidade de máquinas e expõem os trabalhadores ao ruído intenso. Portanto, o profissional desta área pode identificar fontes, programar ações mitigatórias ou ainda auxiliar na definição de protetores auditivos ideais após medir a dose de ruído dos trabalhadores.

Veja mais sobre esse tema no e-book grátis aqui.

4. Aeroacústica

Esse ramo da engenharia acústica é muito interessante e desafiador. Não porque atuo nesta área, mas porque é a mais complexa e envolve basicamente a presença do som em ambientes com grandes variações de velocidade do meio que o som se propaga. Exemplo disso são a acústica de aeronaves, helicópteros e foguetes.

Acredito que o profissional deva ter muita paixão pela matemática, principalmente envolvendo números complexos, fluido dinâmica, ferramentas de cálculo computacional e de simulação multifísica. Alguns exemplos de ferramentas utilizadas podem ser vistas no e-book grátis de ferramentas computacionais aqui. Em geral, os contratantes são empresas do ramo aeroespacial, automobilístico, institutos de pesquisa e universidades.

5. Acústica Musical

Esse ramo de conhecimento é muito interessante e envolve aspectos da arte e da psicologia com a construção de instrumentos musicais. Em geral o profissional deve ter formação forte em física com muito conhecimento sobre como os instrumentos musicais funcionam e sobre psicoacústica.

Se o profissional souber sobre áudio analógico e digital, muito provavelmente vai ser um bom designer de estúdios de gravação, de TV, rádio ou de ensaio. O engenheiro de acústica de salas com um pé na acústica musical com certeza terá capacidades de elaborar projetos acústicos de salas de concerto, teatros e centros multiuso com fins artísticos.

Os mais ligados à engenharia elétrica provavelmente serão bons designers de caixas de som e alto-falantes. Os principais contratantes são empresas de instrumentos musicais, equipamentos de áudio, institutos de pesquisa e universidades.

6. Acústica submarina

Desde o canto das baleias ou dos golfinhos, até os equipamentos mais sofisticados de sonar são estudados por esse profissional. Esse ramo de pesquisa e desenvolvimento tem crescido exponencialmente nos últimos anos e apresenta futuro para os novos profissionais entrantes.

O profissional deve ter um amplo conhecimento sobre fenômenos de refração, difração e mecânica dos fluidos para ser bem sucedido na área. Em geral a indústria naval, a marinha e as universidades é que necessitam deste profissional.

Conclusão

Concluindo, apresentamos áreas de atuação do engenheiro acústico. Esse profissional pode atuar não somente de forma autônoma, mas em laboratórios e empresas privadas do ramo automotivo, da aviação ou ainda da construção civil e naval. Esperamos com isso auxiliar na sua busca do profissional certo para realizar o serviço que você demanda. Ou ainda, esperamos que esse artigo tenha informado o estudante que pretende atuar futuramente em uma dessas áreas. E para estar bem informado sobre softwares para acústica, separamos um e-book neste link aqui para você ficar por dentro.

Obrigado pela leitura e por favor deixe seu comentário abaixo para sempre trazermos conteúdos de qualidade para você.

 

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Perda auditiva e o ruído

AC/DC adiou sua turnê pelos Estados Unidos porque o cantor Brian Johnson pode estar com “perda de audição severa”. Não é surpresa visto que durante décadas a banda australiana andou junto a seus hard rock decibels. No entanto, surdez não é uma preocupação somente de rock stars, mas também de qualquer pessoa exposta aos ruídos do dia-a- dia.

 

Perda auditiva e o ruído

O risco de perda auditiva está presente tanto no trabalho, com o ruído de fábricas e equipamentos, quanto no lazer, ouvindo música em altos volumes com fones de ouvido. O risco se agrava quanto mais intenso for o som e quanto maior o tempo de exposição a ele você estiver sujeito.

A intensidade do som é medida numa escala chamada de decibel (dB). Esta é uma medida logarítmica, ou seja, o aumento de decibel representa um aumento muito maior da energia sonora na sua unidade de medida, que é o Pascal. Um aumento de 3 dB, por exemplo, representa 2x a quantidade de energia inicial, ou seja o dobro em Pascal.

Abaixo estão alguns exemplos de ruído do nosso dia-a- dia e sua correspondente intensidade em decibel (dB).

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Nessa escala de 0 dB a 130 dB, uma sala silenciosa ou quarto durante a noite apresenta em torno de 40 dB, enquanto a decolagem de um jato comercial alcança até 120 dB. Níveis de pressão sonora acima de 140 dB podem causar dor e perda permanente da audição!

No entanto, a intensidade do som não é por si só a única responsável por prejudicar a audição. O tempo de exposição a um ruído é decisivo no quadro de perda auditiva. Existe uma relação entre o tempo de exposição e a intensidade do som, sendo que a partir de 85 dB podemos estar sujeitos à perda auditiva. Esta relação pelo Instituto Nacional de Saúde Segura e Ocupacional de Niosh é mostrada na tabela abaixo.

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Obs: Lembrando que a medida em decibel não é linear, portanto o tempo de exposição permitido diminui pela metade a cada aumento de 3dB.

Até ir a uma casa noturna, ainda que empolgante em uma sexta à noite, pode trazer danos a sua audição. Estar na pista de dança, na qual o nível sonoro facilmente atinge seus 100 dB, é comparado a ouvir uma britadeira e pode trazer problemas a sua saúde depois de apenas 15 minutos de exposição. No entanto, se você estiver em uma região da casa noturna com nível mais baixo, em torno de 91 dB, isso se compara a estar ao lado da rodovia com um caminhão pesado passando em alta velocidade. O tempo de exposição máximo sem risco de perda auditiva aumenta neste caso para 2 horas.

Em muitos ambientes, durante a jornada de trabalho, o ruído também está presente. No Brasil, existe a lei trabalhista NR15 na qual o Controle de Ruído no Trabalho é estabelecido de acordo com o limite do tempo de exposição a um determinado nível de ruído sem que prejudique a audição.

O limite inferior de exposição durante uma jornada de trabalho é de 80 dBA (tão ruidoso quanto uma via de tráfico intenso). Quando este nível é superado, empregadores devem prover informação e treinamento sobre o problema do ruído, além de proteção auditiva aos seus trabalhadores. Quando o limite de nível de pressão sonora equivalente 85 dBA é excedido, a proteção auditiva se torna obrigatória, e empregadores precisam tomar medidas para reduzir a dose de ruído ao empregado, aplicando técnicas de mitigação.

Embora exista a surdez temporária em que a audição normalmente é recuperada após algumas horas ou dias, repetidas exposições a altos níveis de ruído causam dano permanente. Lembre-se de quando você chega da boate e ainda ouve um zumbido ou apito. Esse é um mecanismo natural do corpo que altera a percepção para tentar combater um ambiente insalubre (com alto ruído). No início do processo de perda auditiva, este dano é sutil e quase não é notado. No entanto, o problema é significativo quando a perda auditiva pelos ruídos cotidianos é reforçada pela perda natural por envelhecimento. Os sinais começam com a dificuldade de acompanhar conversas em ambientes ruidosos e infelizmente, uma vez percebido estes sintomas, é tarde demais. Portanto, a audiometria é recomendável ao notar tais sintomas, sendo que faz parte de programas de preservação da audição de diversas empresas.

Traduzido e adaptado do artigo de Trevor Cox.

 

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Cristais sônicos: uma elegante tecnologia acústica

Antes de falarmos sobre os Cristais Sônicos, é importante contextualizar o ambiente que fez com que esta solução acústica tomasse corpo:

Você sabia que o ruído é responsável pelo estresse, problemas de sono, poluição sonora, incômodo e outros problemas de saúde graves? E se te dissesse que mais de 210 milhões de pessoas na Europa estão expostas a níveis de ruído rodoviário perigosos? E que tal 50.000 pessoas mortas por ataques cardíacos associados ao ruído, podendo este número chegar a 200.000 pessoas segundo uma pesquisa holandesa? Estão estimados custos de 42 bilhões de euros anuais na Europa por conta da poluição sonora.

Então como reverter isso para viver tranquilamente?

Estudos atualmente apontam para a solução utilizando cristais sônicos que são cilindros dispostos a distâncias diferentes um em relação ao outro, criando uma barreira acústica com vista livre no meio mas que permite atenuar as frequências mais incômodas do ruído gerado. Os fenômenos de difração e reflexão são combinados em algoritmos que fazem a distribuição destes cilindros em um espaço físico que oferece uma vantagem imensa em relação às barreiras acústicas tradicionais. No método tradicional há reflexão de um lado e de outro da rodovia através de barreiras pesadas e altas, o que gera altos níveis de ruído dentro da rodovia e impedem a passagem de qualquer pessoa, animal ou mesmo ar pela barreira. Isso degenera a paisagem da região e os fluxos de ar não permitem resfriamento da rodovia. São soluções complexas de se projetar mas que oferecem vantagens notórias. O fato é que, para se utilizar largamente os cristais sônicos, muito estudo a respeito de difração em cilindros e algoritmos de otimização são necessários para atingir uma maturidade ao utilizar tal tipo de tecnologia.

Quem projeta esse tipo de solução necessita de conhecimentos avançados de difração, processamento de sinais para avaliar o comportamento físico destes cristais em laboratório e também precisa ter boas noções de engenharia ambiental. Quem sabe profissionais ligados à engenharia civil tenham bom diferencial ao se tratar de projeto de rodovias que podem receber tais soluções. Ademais, o engenheiro acústico é o profissional ideal para resolver tal questão.

Innovation & Research FOCUS, edição 92
Baseado na Fonte: http://bit.ly/29jKnlZ

 

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Entrevista: Entenda o que é Plataforma BIM e como a acústica se beneficia dela

Para entender como funciona a integração de projetos na construção civil pela Plataforma BIM, o Portal Acústica convidou o estudante de engenharia civil Alexandre Eliseu da Silva para responder algumas perguntas. O quase Eng. Alexandre é estagiário da empresa UP PLANEJAR EMPREENDIMENTOS e trabalha na área de orçamentação em plataforma BIM utilizando modelagem 3D, além de já ter sido intercambista na Austrália, onde começou a desenvolver esse interesse.

Alexandre, em primeiro lugar queríamos entender o que é exatamente a plataforma BIM?

O BIM é uma ferramenta que permite a união de informações, controle de processos e interpretações em softwares com modelagem 3D. Ou seja, através da compatibilização de dados, projetos e planejamentos, que abrangem toda construção civil, a ferramenta tenta alcançar, ao máximo, o modo com o qual a construção será realizada.

As evoluções dos softwares têm intensificado a inserção da plataforma BIM no mercado, o qual tem como objetivo facilitar e integrar a concepção de projetos em uma construção. BIM não está vinculado apenas a um software. Building Information Modeling, como todos conhecem, é um processo que tem início desde a concepção do projeto, enquanto ainda são coletadas informações cruciais para o desenvolvimento da ideia até a operação do produto final.

Podemos defini-lo como uma plataforma, devido à maneira com a qual as informações são interligadas entre os responsáveis pelo projeto. Posteriormente, na modelagem utilizando os softwares específicos de cada especialidade, são definidas relações paramétricas que irão facilitar qualquer alteração do modelo em tempo real.

Quando é gerado um elemento em um software dentro do plano BIM, esse irá possuir todas as informações necessárias para sua real concepção e aplicação, razão pela qual, há a necessidade da modelagem de maneira específica, com muito mais complexidade e obtendo todos os parâmetros do material e não só da geometria. Esse processo irá evitar qualquer problema integrado à falta de informações, visto que a modelagem é feita a partir das próprias informações. Ainda podemos definir o BIM como uma ferramenta de gerenciamento, a qual será utilizada durante toda vida útil da obra.”

Você falou que “BIM não está vinculado apenas a um software”. Então, quais softwares podem contar com essa plataforma?

Empresas com foco em design de softwares têm mostrado um crescente interesse na adequação de seu trabalho ao mundo BIM. Alguns softwares mais conhecidos pelos usuários dessa plataforma são o ArchiCAD, mais antigo programa vinculado a plataforma, e o Revit, software amplamente difundido por tratar-se de um programa da empresa Autodesk. Há outros softwares como o Bentley Architecture, o qual é construído sobre a plataforma Microstation (CAD), e Vectorworks, da Nemetschek, programa em BIM, também com modelagem em 3D, porém não tão disseminado quanto os anteriores. Esses são conhecidos por serem intuitivos e cada um deles possuem suas respectivas vantagens e desvantagens.

Há também alguns softwares voltados para a visualização de projeto, os quais, além de facilitar uma análise da obra, podem detectar incompatibilidades e gerar uma maior organização do projeto.

A atual evolução é ainda mais visível quando notamos que esses geram e exportam arquivos em extensão IFC (Industry Foundation Classes), criado pelo grupo Building Smart. Esse formato de arquivo para dados em arquitetura aberta possui uma linguagem simplificada e está sendo cada vez mais implantada em softwares para troca de modelos entre plataformas. Um desses exemplos é o Eberick V10, lançado recentemente, já possui a opção de exportação em .ifc, o que facilitará a integração no universo BIM.

E o Autocad? Este software mais usado pelos engenheiros civis não participa da plataforma?

O AutoCad é apenas uma substituição de folhas vegetais, lápis e canetas. O BIM visa maior facilidade de visualização, acúmulo de informação, e tratamento de especificidades, ou seja, o AutoCad não se enquadra nos conceitos da plataforma e apesar de ser um software muito usado não faz parte dela.

No meio de tantos softwares que facilitam a área de construção civil, qual seria o diferencial e a importância desta tecnologia?

Incompatibilidades, atrasos, alterações de projeto, despesas que não estavam previstas são alguns dos problemas recorrentes oriundos da falta de informação e integração entre todas as partes de um projeto. A falta de detalhes e conhecimentos tende a extinção com o avanço do BIM, o qual tenta proporcionar maior precisão e acúmulo de dados para uma completa modelagem e adequada operação, tudo realizado em um menor tempo.

Como todas as áreas, inclusive a acústica, pode se adequar a essa nova realidade virtual? Dê-nos um exemplo de como compatibilizar um projeto acústico com um hidrossanitário?

Como é observado atualmente, ainda é um desafio encontrar pessoas que tenham experiências significativas com a plataforma BIM, complicando essa inserção nas diversas áreas que poderiam aderir esse conceito. O conhecimento está se disseminando e a internet tornou-se um dos melhores meios para pessoa adequar-se a esse progresso.

A engenharia acústica é um dos maiores beneficiados quanto à evolução da maneira de pensar em projetos. Projetistas estarão cientes das necessidades e utilizarão o BIM para conseguir suprir essas questões, coletando informações e adequando os modelos à inclusão de projetos acústicos. Não haverá remediações devido à falta de conhecimento na concepção de projeto, tornando um projeto acústico mais preciso e barato do que seria nos casos de má elaboração ou falta desses específicos projetos. O BIM proporcionará a inserção de todas as informações, fazendo com que todos os projetos trabalhem da melhor maneira possível, extinguindo incompatibilidades e quaisquer problemas.

Por exemplo, quando utilizado o REVIT, elementos, ao serem modelados, são agrupados em diferentes famílias. Neste, e em alguns outros softwares da plataforma, existe uma função denominada “clash detection”, a qual tenta evidenciar quais locais ocorreram erros na modelagem ou no projeto, como um cano atravessando uma viga. Assim, quando há esses choques que poderiam ocasionar futuras preocupações, alguns softwares em BIM avisam essas incompatibilidades, as quais podem ser solucionadas com devida antecedência.

O mesmo pode ser observado em um projeto acústico, que teriam incompatibilidades evidenciadas com maior facilidade. Se uma solução acústica projetada é incompatível com qualquer outro elemento de outro projeto e for, devidamente, modelado em software BIM, esse irá ratificar a existência desses problemas e, assim, poderá ser adotada soluções mais adequadas.

Plataforma BIM

Por enquanto, só vimos vantagens com a plataforma. Existe alguma desvantagem ou dificuldade em relação a essa plataforma?

A maior dificuldade dessa plataforma reside no termo “interoperabilidade”, o qual é definido como a comunicação que os softwares em BIM terão entre si. Há muito conflito de interesses das empresas com relação à utilização dessa plataforma, pois criar esse tipo de conectividade facilita a migração de softwares e, consequentemente, a possível perda de usuários para outras empresas.

A resposta para isso surgiu com o formato IFC que tenta integrar softwares, fazendo com que modelos possam ser utilizados em diferentes softwares. Contudo, há uma significativa perda de informação nessa transição, são gerados elementos mais genéricos, com significativa perda de propriedades/funcionalidade e ainda há erros em detalhamentos quando realizada essa mudança, os quais não podem ser corrigidos devido à restrição para qualquer alteração de elementos, perdendo um pouco as características BIM.

Já fazem dois anos que ouvimos pela primeira vez do BIM. No entanto, ainda parece que os profissionais da construção civil ainda não se atualizaram para utilizar a plataforma. Você saberia me dizer por que ainda há tanta inércia quanto à mudança para o BIM?

Um dos maiores problemas na implementação dessa plataforma é a inércia que muitos engenheiros civis e arquitetos possuem em manter-se naquilo que já tem domínio. O medo de tentar experimentar esse avanço devido às barreiras que podem encontrar no caminho criam uma aversão ao que poderia ser um projeto mais preciso, rápido e barato. O AutoCAD, software mais disseminado na construção civil, é extremamente abrangente, pois há a possibilidade de trabalhar com linhas, pontos e classificá-los da maneira como desejar. Mas em BIM, você sabe exatamente o que será desenhado e pode atribuir todas as informações necessárias àquele elemento, como por exemplo, no REVIT Architecture, pode-se definir uma família de parede e atribuir quaisquer componentes em sua estrutura (tijolo, chapisco, reboco, outros tratamentos, pintura). A partir desse detalhamento são gerados todos os quantitativos e detalhes de planta necessários.

Quando utilizados em uma área como a de orçamentação, o AutoCAD já está um pouco retrógado. Nos softwares em CAD, os quantitativos seriam realizados a partir de linhas, áreas e outras dimensões, o que ocasionaria perda de tempo no processo e grande possibilidade de erros. Com o uso da plataforma, tudo é mais rápido e interativo já que a modelagem é, predominantemente, realizada em 2D e, automaticamente, está modelada em 3D. Para fins de quantitativos, quando atribuído a uma parede uma respectiva especificação, como, por exemplo, uma pintura acrílica, o software Revit seria capaz de contabilizar quantos m² de tinta seriam necessários para a execução de tal serviço.

Você acha que os profissionais estão prontos para se atualizar? Onde podemos encontrar cursos de utilização da plataforma BIM?

Não há como comprovar que os engenheiros e arquitetos estão, ou não, prontos para essa evolução, porém é nítido que essa atualização será imposta contra eles nos próximos anos. Aqueles já cientes desse aprimoramento, e procurando evoluir, serão beneficiados nessa corrida.

Há diversos cursos on-line e pode-se encontrar diversos vídeos ensinando detalhadamente como projetar nesses softwares, gratuitamente. Outros meios para esse desenvolvimento são os cursos presenciais, os quais estão em número crescente. Motivo pelo qual, meu amigo e eu, estamos iniciando um curso completo e 100% presencial para modelagem em REVIT.

Com essa ferramenta que integra todos os projetos, apresentando um diferencial único, fiquei convencida da importância da plataforma BIM. Mas quanto a você, Alexandre, realmente acredita que a plataforma BIM tenha futuro na construção civil?

Projetos com muito mais informação, com problemas minimizados, e sem alterações em obra. É evidente que haverá diminuição de custos e maior adequação ao conforto exigido pelos compradores. Os engenheiros e arquitetos terão mais facilidade de visualização e irão criar um produto diversificado com mais facilidade e precisão. A plataforma é usada para acumular informações pertinentes e sanar qualquer incompatibilidade entre projetos. BIM, a meu ver, é o futuro.

Gostou do assunto? Então que tal se informar mais sobre acústica em edifícios residenciais baixando o nosso e-book exclusivo!

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Ingrid Knochenhauer de Souza – Eng. Civil especializada em acústica
Pablo Giordani Serrano – MEng. Mecânico especializado em acústica

 

 

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