Janelas antirruído e projeto acústico de fachadas

Muitas vezes, na hora de lazer ou de trabalho, acabamos nos deparando com um vizinho com música alta, com o ruído do tráfego de veículos ou até mesmo de pessoas conversando na rua. Geralmente, só sentimos esse incômodo quando ele é tido em excesso. Mas esse ruído urbano é classificado pela Organização Mundial de Saúde (OMS) como um problema de saúde pública, podendo ocasionar danos auditivos, como perda temporária e permanente da audição e também problemas extra-auditivos, como cardiovasculares, insônia e desconforto. Por causa disso, cada vez mais, a questão do ruído urbano está levando órgãos públicos e empresas a repensarem questões de acústica ambiental (urbana) e questões de isolamento acústico em edificações.

Com a preocupação da saúde e do bem estar da população foi criada, no Brasil, a NBR 15.575, que determina valores mínimos de isolamento acústico para pisos, paredes externas e paredes internas de edificações. Ela também determina o Rw, que é o índice de redução sonora ponderado, o principal parâmetro para a determinação do isolamento sonoro. Na maioria das vezes, o maior cuidado que precisamos ter é com as paredes externas, pois é a partir dessas que se tem os ruídos vindos do exterior e que nos incomodam tanto. Com um tratamento adequado da parede externa, principalmente das esquadrias, esse problema pode ser solucionado.

Sabemos que uma parede é composta por diversas morfologias e que junto à essa temos a esquadria que, em geral, é o ponto mais fraco de isolamento acústico de uma fachada. Por isso as esquadrias merecem um cuidado especial na hora do projeto. No ramo de construção civil brasileira é comum utilizarmos janelas simples, mas em um projeto com um bom isolamento acústico isso não é suficiente. Já existem no mercado uma gama de tipos de janelas antirruído, sendo essas dominadas por janelas duplas. Porém, antes de falarmos sobre este assunto, devemos entender como funciona, de forma básica, a transmissão de uma onda sonora em uma esquadria e uma parede.

Na figura abaixo podemos observar que há três efeitos diferentes para uma onda sonora que incide em um aparato. Ela pode ser tanto refletida de volta ao ambiente, dissipada em forma de vibração ao longo da estrutura ou transmitira para o outro lado da parede.

Propagação sonora em uma parede

A nossa preocupação principal é fazer com que a onda incidente, que pode ser o ruído urbano, seja o mínimo transmitido possível para dentro da sua casa ou apartamento. Para isso temos de trabalhar com materiais especiais para ter um bom isolamento sonoro.

JANELAS SIMPLES

É comum em projetos brasileiros utilizar janelas simples, devido ao custo-benefício. Essas janelas são compostas por vidros com uma espessura de 4 à 8 mm e é comum a esquadria ser composta por alumínio, madeira ou PVC. É normal uma janela simples possuir um Rw entre 19~21 dB o que não acaba atendendo aos requisitos mínimos da NBR 15.575.  Algumas pesquisas mostram que deve-se esperar uma perda de desempenho de cerca de 5 dB, em média, entre o resultado obtido no laboratório e o do campo, mas podemos calcular através da norma EN 12354.

JANELAS DUPLAS

Para um bom desempenho de isolamento sonoro em edificações é comum utilizarmos janelas duplas. O objetivo é oferecer uma maior resistência à passagem da onda sonora pelo material (sendo a janela de vidro por exemplo). Para realizar esse isso, uma janela dupla deve ser composta de duas camadas de vidro e entre elas geralmente deixamos uma camada de ar, pois conforme a onda vai passando na estrutura vidro-ar-vidro ela perde mais energia do que passando por uma estrutura vidro-vidro, devido à troca de energias com os diferentes meios. Temos no mercado as janelas de vidro duplo, com espessuras variando de entre 6 e 10 mm, as quais possuem um Rw entre 32~37 dB, sendo esses valores satisfatórios para uma obra em locais de ruído não muito intenso.

Vidro duplo

Existem também opções de janelas com vidro triplo e quádruplo, porém, devemos analisar sempre o custo-benefício do projeto e para isso o indicado é realizar um estudo de impacto ambiental nos arredores do local para determinarmos valores de ruído externo. Desta forma saberemos qual é a janela mais adequada para o projeto.

JANELAS DE INOVAÇÕES TECNOLÓGICAS

Janelas com controle ativo de ruído são produtos de inovações tecnológicas, mas ainda não muito utilizados no mercado. Elas têm como funcionamento o princípio de ondas destrutiva,  podendo ser a onda 1, uma onda provinda do ambiente externo (ruído) no qual haverá um dispositivo eletrônico junto a janela que irá reconhecer o ruído incidente e o mesmo irá reproduzir uma onda 2, de fase invertida, o que acarretará no cancelamento da onda. Essa parece ser uma ideia que acabaria com o problema do ruído externo, porém, o princípio de controle ativo de ruído em estruturas como janelas possuem algumas limitações na faixa de frequência e ainda não possuem resultados satisfatórios como os de isolamento de uma janela de vidro duplo. Mas essa é uma área que está sendo estudada e no futuro podemos ter bons materiais no mercado.

Também estão sendo estudadas as janelas ventiladas. O Brasil é um país tropical e parece interessante termos um sistema com uma ventilação natural do ambiente. Da mesma forma, como no controle ativo, essas janelas estão em fase de estudos, pois como irão proporcionar uma ventilação, suas esquadrias deixarão frestas, o que não seria adequado para ter um bom isolamento sonoro. Você pode saber assistindo o webinar de inovações tecnológicas clicando aqui.

Dicas importantes na escolha de uma janela adequada

Há diversos cuidados que devemos ter ao adquirir uma janela para um projeto. As janelas são formadas por vários elementos (vidro, esquadria, sistema de fechamento e vedações), em que cada um deles tem papel importante no desempenho final do produto. Devido a esta complexidade, é recomendável que os fabricantes forneçam ensaios de laboratório, a fim de comprovar seu isolamento acústico. Para além disso, o mais adequado para os fabricantes quando mostrarem seus produtos é que esses resultados venham em forma de banda de frequência, para que na hora da compra o cliente possa ter o conhecimento em quais há um maior isolamento.

Também devemos levar em consideração alguns cuidados para que a janela seja instalada de forma adequada para se ter uma melhor qualidade. O principal cuidado no momento da instalação é para que não fiquem frestas entre a esquadria e a parede. Isso vai impedir a passagem do som por meio de vibração estrutural dessas frestas.

Para maiores informações sobre como realizar medições, qual janela adequada para a sua obra ou maiores cuidados na compra e na instalação da sua janela, deve-se procurar um especialista em isolamento acústico em edificações, bem como um Engenheiro Acústico ou um Engenheiro Civil, ou ainda, um técnico em edificações que tenha entendimento no assunto.

Além disso, é necessário ter o conhecimento sobre elementos construtivos, como quais tipos de vidro e de esquadrias são mais adequados para o seu projeto e também conhecimentos técnicos como a importância da lei da massa, da lei das frestas, de como realizar uma medição adequada em laboratório e in loco, seguindo as devidas normas internacionais. Para isso estaremos lançando nos próximos dias um e-book que é um Manual de Janelas Antirruído, não deixe de conferir esse material completo nos próximos dias.

 

Gostou do conteúdo? Quer saber o passo a passo para escolher a melhor janela antirruído fazendo um projeto acústico de fachada? Se inscreva no workshop gratuito.

O que é Ruído de Fachada e Classe de Ruído

Quando falamos de fachadas de edificações está cada vez mais comum falarmos das diversas formas de ruído que chegam nessa fachada e de como podemos trabalhar da melhor maneira para diminuirmos a transmissão desse ruído para dentro dos recintos. Para isso é importante sabermos como realizar uma medição adequada, quais normas são recomendadas, e em qual classes de ruído essa edificação se encontra.

Antes de falarmos sobre questões de medição e classe de ruído é importante comentar que cada vez mais as cidades estão criando seus mapas de ruído com o objetivo de determinar valores de ruído urbano e de como esse afeta a cidade em si e seus habitantes. Resultados de mapas de ruído estão diretamente ligados aos valores imobiliários, pois é preferível vivermos em uma região da cidade com baixos valores de ruído do que em ambientes com altos valores de ruído e também à saúde das pessoas. Segundo a Organização Mundial de Saúde (OMS) o ruido urbano é um problema de saúde pública, que pode ocasionar danos auditivos, como perda temporária e permanente da audição, zumbido e também problemas extra-auditivos como problemas cardiovasculares, insônia e desconforto. Mas como podemos classificar se estamos vivendo em um ambiente ruidoso ou não?

Classes de ruído

Para falarmos de fachadas de uma edificação, temos a NBR 15.575-4 que  determina  os sistemas de vedação vertical externa (fachadas). As fachadas são as  paredes de separação do recinto para com o ambiente exterior. Tais fachadas devem garantir um desempenho acústico adequado em termos do ruído aéreo, ocasionado pelo tráfego de carros, motos, caminhões, aviões, trens, drones, etc. O desempenho acústico mínimo exigido em norma é função do ruído exterior, no entorno da edificação. Para isso, vamos deixar claro que uma fachada geralmente é  constituída por uma parede, com suas diversas morfologias (sacadas, parapeitos, etc) e por uma esquadria. A esquadria em geral é o ponto mais fraco de isolamento acústico de uma fachada. Para um bom isolamento acústico, a esquadria acústica deve ter uma atenção especial durante o projeto da edificação, para evitar frustrações futuras. Em especial o calculo de isolamento acústico deve ser realizado considerando a classe de ruído.

A NBR 15.575 determina diferentes classes de ruído, e para cada classe de ruído foram determinados valores de desempenho mínimo, intermediário e superior. Podemos observar abaixo as diferentes classes de ruído que a norma menciona, para o parâmetro de medição D2m,nT,w (diferença padronizada de nível ponderada à 2m de distância da fachada).

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O quadro nos mostra que existem três tipos de classe de ruído. Se tivermos uma habitação em uma área de ruído intenso ( Classe III)o desempenho mínimo da fachada deve apresentar no mínimo ou maior que D2m,nT,w = 30 dB.

Vale comentar aqui que além de medirmos o D2m,nT,w, podemos estimá-lo matematicamente a partir das propriedades dos diferentes elementos do sistema construtivo da fachada. As uniões e as geometrias  afetam a transmissão sonora. Além disso, podemos realizar simulações com softwares específicos para determinar se o sistema projetado atende ou não ao requisito da norma. Há um artigo no nosso blog falando sobre o SonArchitect uma ferramenta usada para esse fim, clique aqui para ler.

Como avaliar o desempenho da fachada?

Primeiro ressalto que para realizar uma medição de perda de transmissão sonora de fachada não é uma tarefa fácil. Para as medições serem feitas de forma adequada, exige-se um conhecimento prévio do assunto, além dos equipamentos adequados. Um profissional capacitado, geralmente sendo um Engenheiro Acústico, ou também um Engenheiro Mecânico ou Engenheiro Civil especializado com mestrado são os profissionais ideais para avaliar o atendimento da norma de desempenho.

A NBR 15.575 indica dois diferentes métodos de medição, o método de controle e o método de engenharia. A precisão do método de controle é inferior, gerando maiores incertezas nos resultados. Por isso, recomenda-se a realização das medições pelo método de engenharia.

A metodologia de medição é especificada pelas normas ISO 140-5 (de engenharia) e ISO 10.052:2004 (simplificado). Ela é baseada na emissão de ruído do ambiente exterior em direção à fachada por uma fonte sonora controlada (alto-falante). A medição dos níveis de pressão sonora é avaliada em bandas de frequência no exterior da residência, a uma distância de 2 metros da fachada, e no recinto receptor, dentro do ambiente. Veja na figura abaixo o indivíduo na janela do primeiro andar colocando o sonômetro a 2 metros de distância da fachada.

A diferença entre esses níveis irá nos dar a Diferença padronizada de níveis (D2m,nT), considerando os efeitos de absorção do recinto receptor. É interessante observar que os erros metrológicos podem chegar a até 3 dB para esse índice conforme o método, segundo o IPT. Após a medição, o resultado pode ser convertido em um número único, através do procedimento existente na ISO 717-1. Assim, a diferença padronizada de nível ponderado é obtida (D2m,nT,w). Esse é o valor que deve ser comparado com o estabelecido na norma NBR 15575-4, de acordo com a classe de ruído. O resultado da medição dá como conclusão do laudo o desempenho acústico de fachada daquela edificação naquelas condições.

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Além disso, está cada vez mais comum cidades possuírem seus mapas de ruído. Um mapa de ruído é importante pois influencia diretamente na valorização (ou desvalorização) de um imóvel. O ruído é um indicador da qualidade acústica de uma habitação, pois o cliente sempre irá optar por viver em um ambiente com mais conforto.

Um mapa de ruído pode ser útil para diagnosticar os problemas de uma região e se a norma NBR 10.151 de ruído em comunidades está realmente sendo eficaz. A NBR 10.151 estabelece os limites máximos de ruído de acordo com o zoneamento da região. Além disso, ela propõe um método de medição de acústica ambiental e indica quais critérios os equipamentos de medição devem atender.

Inovações tecnológicas em acústica ambiental

Além da forma de medição que mencionamos, já existem maneiras inovadoras de realizar um mapa de ruído, usando como por exemplo sensores IoT (Internet of Things) para criar modelos 3D de mais alta fidelidade, que podem capturar a dimensão dos edifícios com precisão de cerca de 5 cm. Você pode saber mais sobre Novos métodos de medição e modelagem de ruído ambiental, aliados à saúde ocupacional em um webinar exclusivo do Portal Acústica clicando aqui. E o mais interessante é que esses dados podem abastecer enormes data centers onde será possível realizar análises de Big Data para acionar alarmes, mecanismos de fiscalização ou até prever comportamentos e aplicar multas.

Devemos estar atentos às diferentes inovação tecnológicas para o cálculo do ruído de fachada, e cabe às construtoras e grandes ndústrias se adequarem a essas diferentes formas de medição para se prevenirem de problemas com a sociedade civil. O perfil dos profissionais necessários para esse tipo de trabalho está se mudando rapidamente. Portanto, para garantir a tranquilidade e saúde da população os órgãos públicos também devem fazer a sua parte, o que consequentemente vai gerar mecanismos mais fortes de fiscalização e por fim mais mobilização das empresas para investir em qualidade de vida.

 

 

Preciso de espuma acústica no meu estúdio?

Muitas pessoas procuram por espumas acústicas para seu home estúdio, sala de gravação de videos para o youtube, ou ainda para uma aplicação profissional. Poucas pessoas realmente sabem é como escolher a espuma acústica ideal para o seu propósito. Neste artigo quero trazer um pouco da minha experiência com materiais acústicos para te ajudar a escolher uma espuma acústica mais adequada com a sua aplicação.

Antes de mais nada, vamos dar um passo atrás e entender mais sobre os materiais acústicos de uma maneira geral. Quando falamos de acústico, pensamos em um material para absorver o som e tentar reduzir a reverberação de um local. Essa redução, do que algumas pessoas inadvertidamente chamam de “eco”, é necessária para atingirmos o tempo de reverberação ideal de uma sala. Cada sala tem uma aplicação distinta, e com isso tempos de reverberação ótimos. Falo sobre a diferença de eco e reverberação neste outro post aqui. E sobre a reverberação ideal neste post aqui.

Tipos de materiais acústicos

Existem materiais acústicos de absorção de basicamente 4 tipos:

  • porosos
  • fibrosos
  • membranosos
  • reativos

Os materiais porosos é que chamamos de espumas, pois eles apresentam poros que dissipam o som por viscosidade nos pequenos canais, transformando o som em calor. Além disso, a estrutura do material pode vibrar, causando também a transferência de energia sonora em vibração, e com isso sendo dissipado-a no material. Exemplos são as espumas acústicas de poliuretano e espumas acústicas de melamina, que são as mais encontradas no mercado. Entretanto, especial atenção deve ser dada a questão de flamabilidade, ou melhor, como se comportam em relação ao fogo. Tais materiais atuam principalmente em frequências mais agudas, não sendo muito eficientes em frequências baixas, nos formatos de painéis finos encontrados no mercado. Os perfis, que são essas ondulações, causam melhor direcionamento das ondas sonoras para dentro do material, e com isso aumentando sua eficiência. Isso é bem interessante no caso de cunhas anecoicas, que são essas espumas em formato de cunha, usadas em câmaras com 99% de absorção do som.

Exemplo de espuma perfilada em melamina

Exemplo de espuma perfilada em melamina

Os materiais fibrosos, apresentam estruturas com cavidades entre as fibras, que também vibram e dissipam o som. Os químicos são especialistas em alterar os tamanhos das fibras e utilizar diferentes ligantes para obter propriedades distintas. Exemplos destes materiais são as fibras naturais de côco, banana, e as sintéticas de poliester, também chamada de PET. Nesta categoria poderíamos colocar às lãs de vidro e lã de rocha, que são muito utilizadas em  projetos acústicos. Entretanto, temos que ter cuidado com fibras pequenas que se desprendem do material e podem causar irritação nas vias aéreas. Esses materiais funcionam bem em frequências médias e altas.

uma alternativa de painel acústico fibroso

Uma alternativa de painel acústico fibroso usando madeira mineralizada em fibras

Os materiais membranosos são compostos por uma cavidade que possui uma membrana vibratória em frente. Eles em geral funcionam bem para frequências mais graves a médias, e são dependentes da massa por metro quadrado e do tamanho da cavidade para sintonizar o som que se queira absorver. Eles em geral são difíceis de serem encontrados no mercado e muitas pessoas fazem os seus próprios de acordo com a necessidade e exigência do projeto acústico da sala.

Já os materiais reativos, ou ressonadores, são materiais que combinam uma cavidade com uma ou mais aberturas, de forma a sintonizar também faixas de frequência específicas. Os ressonadores de Helmholtz, por exemplo, são eficientes em baixas e médias frequências, sendo altamente dependentes da macro geometria e sintonizáveis.

Ressonadores acústicos em madeira.

Ressonadores acústicos em madeira.

Em geral os materiais acústicos com geometrias distintas e personalizáveis são conhecidos como metamateriais. Um termo que foi cunhado junto ao pessoal que trabalha com óptica, mas que também é aplicável em acústica. Explico mais sobre esse conceito neste outro artigo aqui.

Qual espuma acústica escolher?

Agora que você viu que existem diferentes categorias de materiais acústicos de absorção. Quem disse que você necessariamente precisa de uma espuma? Lembre-se do caso da boate Kiss em Santa Maria que foi incendiada e houveram muitas mortes. Causa disso foi a espuma inflamável, e com fumaça altamente tóxica, feita de material utilizado para fazer colchões. Esse com certeza não foi um projeto feito por um profissional qualificado, o que acarretou em uma tragédia de grandes proporções.

Dito isso, o ideal é analisar se a sua sala está com um tempo de reverberação ideal e equilibrado em toda a faixa de frequência. Achando as falhas da sua sala, é possível corrigi-la ao aplicar os materiais adequados e nas posições mais eficientes. E claro, tudo depende do seu grau de exigência em termos de qualidade sonora. Mas se sua aplicação for profissional, você desejaria que seu áudio refletisse seu profissionalismo. Lembre-se, uma gravação ruim soa mal, mesmo que você passe horas tentando consertá-la.

Ao projetarmos um estúdio com uma boa qualidade acústica devemos sempre ter em mente que é necessário controlar a reverberação do local, pois essa reverberação geralmente é indesejável. A sala de gravação da voz em geral deve ser neutra, permitindo colocar efeitos posteriormente. Em relação à música isso se altera um pouco. Podemos ter salas com reverberação maior que dêem uma coloração interessante, e com isso mais riqueza ao som.

A reverberação é medida através do parâmetro chamado tempo de reverberação, sendo que para estúdios pequenos deve ser entre 0,3~0,6 s, mas esse valor varia com o volume do local e o tipo de música que se deseja trabalhar. Portanto, um estúdio com acústica variável é altamente recomendado para quem quer ter versatilidade e proporcionar qualidade aos seus clientes.

Como dito, tempo de reverberação está diretamente ligado ao volume do estúdio e também as áreas dos materiais que compõe a sala, como por exemplo os revestimentos das paredes, cadeiras, mesas e pessoas. Cada elemento tem um respectivo coeficiente de absorção sonoro.

Podemos definir o coeficiente de absorção, como sendo a quantidade de energia sonora que a espuma acústica é capaz de absorver de uma onda incidente. Em uma gravação, a nossa faixa de frequência de interesse é entre 20~20.000 Hz (faixa de audição do ser humano) e como comentamos, as espumas acústicas não absorvem em todas essas faixas de frequência. Para isso, é necessário utilizarmos mais de um material absorvente no projeto de um estúdio de gravação, por exemplo. Aqui vemos um estúdio da Minneapolis Audio Recording Studio, onde podemos observar que essa não é uma sala muito grande, mas que possui diferentes materiais por toda a sala. Essa distribuição foi planejada e confere uma boa qualidade sonora e estética ao ambiente, diferente de muitos home studio que estão cheios de apenas um material de uma única cor e em toda uma parede. Pense diferente, e com criatividade. Além disso, a posição dos materiais de absorção pode ser fundamental para evitar reflexões primárias que podem degradar a qualidade na posição de audição.

Minneapolis Audio Recording Studio

Dicas para um bom projeto

Vimos que existem diferentes classes de materiais acústicos para salas, como um home studio, ou estúdios de gravação. Cada tipo de material possui características diferentes e são melhor aproveitados em certas faixas de frequência. Além disso, para um bom projeto, é necessário adequar a sua sala de acordo com o estilo musical ou para locução. Parece uma tarefa simples, apenas escolher alguns materiais e colocar na parede, mas não é fácil se você realmente quer algo de qualidade. Então, não necessariamente você precisa de uma espuma acústica. Pode ser que o seu problema esteja relacionado a uma frequência grave que seja um problema da geometria da sala. Ou ainda, pode haver uma frequência média que te consumiria muito dinheiro em um material caro e que quem sabe um painel amadeirado e perfurado resolva. Considere, portanto, diferentes materiais e o apoio de um consultor em acústica para obter um projeto equilibrado, e que atenda o seu propósito de conforto e qualidade. Em outra oportunidade falamos mais sobre isolamento acústico…

Gostou do tema? Que tal saber mais sobre materiais acústicos para acústica de salas.

Se inscreva no webinar gratuito com o professor especialista no tema que foi gravado recentemente.

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Webinar: Inovações em janelas acústicas

Ao longo dos meses de Abril e Maio o Portal Acústica fará uma série de webinares sobre o mercado de arquitetura e engenharia acústica no Brasil. Fique por dentro dos assuntos mais atuais no momento e amplie o seu network ao dialogar com profissionais referência na área.

O webinar do dia 16 de Maio terá o assunto “Inovações em janelas acústicas“. Teremos a participação de Edison Claro, Diretor da Atenua Som, e do MEng. Pablo Serrano, especialista em soluções acústicas.

Faça sua inscrição agora clicando nesse link!

Qual será o assunto desse webinar?

  • Janelas acústicas
    Características das janelas acústicas e o impacto de novas tecnologia no Brasil.
  • O mercado brasileiro
    O status tecnológico Brasileiro em termos de atendimento das normas da ABNT relacionadas à edificações residenciais e como se situa o setor de janelas acústicas em específico. Como superar o excesso de ruído nas grandes cidades do país.
  • Desafios do setor
    Os principais desafios do setor de acústica para enfrentar a crise. Como inovar nos negócios e no desenvolvimento de produtos acústicos? A qualidade técnica dos profissionais brasileiros frente outras potências mundiais na área de acústica e o que as empresas esperam dos novos profissionais.

Conheça mais sobre os participantes

Pablo Serrano

Engenheiro Mecânico, doutorando em engenharia e meio ambiente, com foco em aeroacústica computacional pelo Institute of Sound and Vibrations Research, UK, mestre em engenharia mecânica com ênfase em aeroacústica experimental, MBA em gerenciamento de projetos, técnologo em redes de computadores, consultor independente de acústica em edificações, músico, blogueiro e fundador do Portal Acústica.

Edison Claro

Presidente executivo da Proacústica, vice-presidente de comunicação e eventos da AFEAL, diretor da Universidade do Som e da Atenua Som. Economista com especialização em Administração de Materiais pela FGV e pós-graduado em Acústica pela Poli-USP. Possui 30 anos de experiência em soluções acústicas para caixilhos e lidera o desenvolvimento de metodologias exclusivas que visam soluções acústicas eficazes.

Clique aqui e faça sua inscrição no webinar “Inovações em janelas acústicas“. Aproveite!

Webinar: Materiais acústicos para acústica de salas

Ao longo dos meses de Abril e Maio o Portal Acústica fará uma série de webinars sobre o mercado de arquitetura e engenharia acústica no Brasil. Fique por dentro dos assuntos mais atuais no momento e amplie o seu network ao dialogar com profissionais referência na área.

O mais aguardado webinar dessa série terá o tema “Materiais acústicos para acústica de salas” e contará com a participação do DEng. Eric Brandão, Professor da UFSM, e do MEng. Pablo Serrano, especialista em soluções acústicas.

Faça sua inscrição agora clicando nesse link. O encontro será no dia 25 de Abril!

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Qual será o assunto desse webinar?

  • Acústica de salas
    Conceitos básicos, materiais e aplicações comerciais e residenciais.
  • Para se atualizar
    Conheça as principais tecnologias utilizadas dentro e fora do Brasil. Processos, técnicas de produção e prototipagem que estão inovando o mercado.

Conheça mais sobre os participantes

Pablo Serrano

Engenheiro Mecânico, doutorando em engenharia e meio ambiente, com foco em aeroacústica computacional pelo Institute of Sound and Vibrations Research, UK, mestre em engenharia mecânica com ênfase em aeroacústica experimental, MBA em gerenciamento de projetos, técnologo em redes de computadores, consultor independente de acústica em edificações, músico, blogueiro e fundador do Portal Acústica.

Eric Brandão

Professor do curso de Engenharia Acústica da Universidade Federal de Santa Maria desde 2011. O curso é a primeira graduação em Engenharia Acústica no Brasil. Leciona Acústica de Salas, Eletroacústica e disciplinas relacionadas ao processamento de sinais. Eric Brandão é formado em Engenharia Elétrica e possui doutorado em Acústica e Vibrações pelo Programa de Pós-Graduação em Engenharia Mecânica da Universidade Federal de Santa Catarina. Além de acústica de salas, o autor pesquisa sobre caracterização de absorvedores acústicos e modelagem de transdutores (microfones e alto-falantes).

Clique aqui e faça sua inscrição no webinar “Materiais acústicos para acústica de salas“. Aproveite!

Webinar: Sistemas de áudio para igrejas, casas de shows e museus

Ao longo dos meses de Abril e Maio o Portal Acústica fará uma série de webinars sobre o mercado de arquitetura e engenharia acústica no Brasil. Fique por dentro dos assuntos mais atuais no momento e amplie o seu network ao dialogar com profissionais referência na área.

O primeiro webinar dessa série terá o tema “Projeto de sistemas de áudio para igrejas, casas de shows e museus” e contará com a participação do Eng. José Dionísio Neto, Diretor Técnico da Audium, e do MEng. Pablo Serrano, especialista em soluções acústicas.

Faça sua inscrição agora clicando nesse link. O encontro será no dia 18 de Abril!

Conheça mais sobre os participantes

Pablo Serrano

Engenheiro Mecânico, doutorando em engenharia e meio ambiente, com foco em aeroacústica computacional pelo Institute of Sound and Vibrations Research, UK, mestre em engenharia mecânica com ênfase em aeroacústica experimental, MBA em gerenciamento de projetos, técnologo em redes de computadores, consultor independente de acústica em edificações, músico, blogueiro e fundador do Portal Acústica.

José Dionísio Neto

Diretor Técnico na Audium, Neto é graduado em Engenharia Elétrica com ênfase em Eletrônica e Telecomunicações pelo Instituto Nacional de Telecomunicações – Santa Rita do Sapucaí/MG. Com diversos cursos de especialização no Brasil e no exterior, foi responsável pelo desenvolvimento do projeto de áudio dos seguintes empreendimentos: Museu do amanhã, Museu do Futebol, Shopping Rio Mar de Recife, Teatro do Shopping Rio Mar de Fortaleza, Hotel Fasano Salvador e Igreja Batista de Vilas. É também membro da AES (Audio Engineering Society) nos Estados Unidos.

 

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Qual será o assunto desse webinar?

  • Sistemas de áudio
    O comportamento do mercado brasileiro e as principais tendências em equipamentos e tecnologia para áudio e sonorização.
  • Tipos de projetos
    Falaremos sobre a estrutura de um projeto eletroacústico e suas variações de acordo com o ambiente trabalhado.
  • Requisitos e critérios
    Saiba o que levar em consideração ao projetar uma igreja, uma casa de show e um museu.

Clique aqui e faça sua inscrição no webinar “Projeto de sistemas de áudio para igrejas,
casas de shows e museus“. Aproveite!

Webinar: A arquitetura como forma de expressão sonora

Ao longo dos próximos meses o Portal Acústica fará uma série de webinars sobre o mercado de arquitetura e engenharia acústica no Brasil. Fique por dentro dos assuntos mais atuais no momento e amplie o seu network ao dialogar com profissionais referência na área.

O primeiro webinar dessa série terá o tema “A arquitetura como forma de expressão sonora” e contará com a participação da Arq. Débora Barretto, Diretora da Audium, e do MEng. Pablo Serrano, especialista em soluções acústicas.

Faça sua inscrição agora clicando nesse link. O encontro será no dia 11 de Abril!

Conheça mais sobre os nossos convidados

Débora Barretto

Arquiteta, Diretora da Audium – empresa especializada em projetos e consultorias de áudio, acústica e iluminação, Especialista em acústica nas construções pela UPM/Espanha, Mestre em engenharia ambiental Urbana na área de Poluição Sonora, Pós-graduada em metodologia do ensino superior com ênfase em novas tecnologias, Professora de arquitetura, Coordenadora de curso de pós-graduação em conforto ambiental e sustentabilidade, Conselheira do CAU/BA, Membro de comitês técnicos da ABNT, Vice presidente da SOBRAC e Conselheira fundadora da ProAcústica, Palestrante profissional, Possui 20 anos de experiência em desenvolvimento de soluções acústicas com atuação em todo mercado nacional.

Pablo Serrano

Engenheiro Mecânico, doutorando em engenharia e meio ambiente, com foco em aeroacústica computacional pelo Institute of Sound and Vibrations Research, UK, mestre em engenharia mecânica com ênfase em aeroacústica experimental, MBA em gerenciamento de projetos, técnologo em redes de computadores, consultor independente de acústica em edificações, músico, blogueiro e fundador do Portal Acústica.

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Quais serão os assuntos abordados?

  • Acústica arquitetônica
    Quais as possibilidades para projetos nessa área?
  • Principais tendências
    O que o mercado pode esperar para os próximos anos, mudanças em normas e muito mais.
  • Atualização constante
    De que forma estudantes e recém formados podem se manter atualizados com as inovações do mercado? A universidade forma profissionais adaptados à essa nova realidade?

Clique aqui e faça sua inscrição no webinar “A arquitetura como forma de expressão sonora”. Aproveite!

eBook: Guia de Softwares para Acústica

Você que é acadêmico, pesquisador, estudante da área da acústica ou profissional do mercado encontrará aqui informações atualizadas sobre os softwares para acústica mais conhecidos e disponíveis no mercado. Essa lista não inclui todas as soluções mas te dá uma boa base do que existe no mercado e te dá uma ideia dos investimentos necessários para atuar na área.

Baixe agora o Guia de Softwares para Acústica e tenha acesso aos conteúdos do Portal Acústica.

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Por que este Guia é importante?

Atualize-se: obtenha informações a respeito dos softwares para acústica mais atuais disponíveis no mercado e saiba como e onde aplicar cada ferramenta para obter seu máximo desempenho.

Para profissionais

Se você trabalha com acústica, ofertando soluções neste campo aos seus clientes, e está procurando por softwares para acústica, esse material será útil para você conhecer um pouco mais sobre os diferentes tipos e aplicações. O Portal Acústica te oferece material e te mostra como se atualizar para oferecer as soluções mais atuais aos seus clientes. Boa leitura!

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eBook: Guia prático Acústica e o seu negócio

 

Se você possui um bar, restaurante ou comércio onde haja ambiente com música, então este material vai te ajudar a manter seu negócio dentro do que a lei exige para o tratamento dos ruídos sonoros. Evite problemas com vizinhos e forneça um ambiente com qualidade acústica aos seus clientes.

Baixe agora o Guia prático Acústica e o seu negócio e tenha acesso aos conteúdos do Portal Acústica.

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Por que este Guia é importante?

Previna-se: Entenda o que a lei exige e evite futuros problemas que ruídos sonoros podem trazer junto aos vizinhos ou órgãos fiscalizadores.

Ambiente de qualidade para seus clientes

Destaque-se da concorrência: ofereça ao seu público uma experência acústica de qualidade. Quando as pessoas tem conforto, consomem mais e com satisfação. Cliente satisfeito consome, retorna e recomenda.

Para profissionais

Se você trabalha com acústica, ofertando soluções neste campo aos seus clientes, esse material será útil para você conhecer um pouco mais sobre o Portal Acústica e como se atualizar para oferecer as soluções mais atuais aos seus clientes.

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eBook: Guia do Controle de Ruído Industrial

 

Veja neste e-book o que é necessário para se prevenir e evitar correr os riscos que os ruídos podem causar a quem trabalha em uma indústria. Este material será útil para você adquirir os equipamentos necessários e implantar programas de controle de ruído em sua empresa.

Baixe agora o Guia do Controle de Ruído Industrial e tenha acesso aos conteúdos do Portal Acústica.

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Por que este Guia é importante?

A engenharia acústica é o ramo da engenharia que estuda os fenômenos sonoros e desenvolve projetos e ações de controle para eliminar ou reduzir riscos devido ao ruído. Veja neste e-book o que é necessário para se prevenir e evitar correr tais riscos.

Equipe saudável produz mais e melhor

A gestão do ruído industrial deve ser avaliada por todas as empresas que produzam níveis de pressão sonora elevados. O ambiente ruidoso, potencialmente insalubre, apresenta condições de risco ocupacional e pode levar a riscos de perdas econômicas. Nesses ambientes há degradação da saúde dos trabalhadores expostos, com a obrigação do pagamento do adicional de insalubridade por ruído. A empresa também fica exposta a ações na justiça de cunho trabalhista e previdenciário.

Para profissionais

Se você é trabalhador industrial ou técnico de segurança do trabalho, esse material será útil para você adquirir os equipamentos necessários e implantar programas de controle de ruído em sua empresa.

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