Workshop com multinacional alemã para os especialistas em acústica

WorkshopsA Knauf AMF, especialista em forros e revestimentos acústicos e arquitetônicos, estará pela primeira vez na Expo Revestir, que acontece em março deste ano. A grande surpresa será um workshop focado em acústica, sustentabilidade e design dos produtos da linha HERADESIGN, exclusivo aos especialistas em acústica. A data marcada é 12 de março, um dia antes da Feira iniciar, das 15h às 17h30, no Showroom da Knauf AMF (Rua Princesa Isabel, 94, Sl. 111).

A empresa vai aproveitar a presença de profissionais da Knauf AMF da Alemanha e da Áustria e o arquiteto austríaco, Klaus Nageler, Gerente de Produto e de Pesquisa e Desenvolvimento da linha Heradesign, vai ministrar o workshop em inglês (sem tradução simultânea).

Para ficar ainda melhor, ao término do workshop, a Knauf AMF oferecerá aos participantes um happy hour de confraternização. É ou não é aquela oportunidade que você não pode perder?

Mas atenção, as vagas são limitadas e a presença precisa ser confirmada com a Isadora pelo e-mail: foresto.isadora@knaufamf.com.

Sobre a Knauf

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A Knauf é um dos principais fabricantes mundiais de materiais de isolamento modernos, sistemas de secagem, emplastros e acessórios, sistemas de isolamento térmico, tintas, pavimentos, sistemas de chão e equipamentos e ferramentas de construção. Com 150 instalações de produção e organizações de vendas em mais de 60 países, 26 mil funcionários em todo o mundo e vendas de 6,27 bilhões de euros (em 2013), o Grupo Knauf é, sem dúvida, um dos grandes players do mercado – na Europa, EUA, América do Sul, Rússia, Ásia, África e Austrália.

Workshop: Heradesign: Acústica, sustentabilidade e design
Preletor: Arqº Klaus Nageler
Local: Showroom da Knauf AMF

Rua Princesa Isabel, 94, Sl. 111 (estacionamento no local)

Data: 12 de março de 2018
Horário: Das 15h00 às 17h30
Idioma: Inglês (sem tradução simultânea)

Sobre a Expo Revestir

A Feira, que é sinônimo de negócios, inspiração, tendências, tecnologia e inovação, acontece nos dias 13 a 16 de março, das 10h às 19h, no Transamérica Expo Center (próximo à ponte Transamérica da via marginal ao Rio Pinheiros, zona sul da Capital de São Paulo). Mais informações, além do cadastro para o evento, podem ser feitos no site: www.exporevestir.com.br.

O que é Ruído de Fachada e Classe de Ruído

Quando falamos de fachadas de edificações está cada vez mais comum falarmos das diversas formas de ruído que chegam nessa fachada e de como podemos trabalhar da melhor maneira para diminuirmos a transmissão desse ruído para dentro dos recintos. Para isso é importante sabermos como realizar uma medição adequada, quais normas são recomendadas, e em qual classes de ruído essa edificação se encontra.

Antes de falarmos sobre questões de medição e classe de ruído é importante comentar que cada vez mais as cidades estão criando seus mapas de ruído com o objetivo de determinar valores de ruído urbano e de como esse afeta a cidade em si e seus habitantes. Resultados de mapas de ruído estão diretamente ligados aos valores imobiliários, pois é preferível vivermos em uma região da cidade com baixos valores de ruído do que em ambientes com altos valores de ruído e também à saúde das pessoas. Segundo a Organização Mundial de Saúde (OMS) o ruido urbano é um problema de saúde pública, que pode ocasionar danos auditivos, como perda temporária e permanente da audição, zumbido e também problemas extra-auditivos como problemas cardiovasculares, insônia e desconforto. Mas como podemos classificar se estamos vivendo em um ambiente ruidoso ou não?

Classes de ruído

Para falarmos de fachadas de uma edificação, temos a NBR 15.575-4 que  determina  os sistemas de vedação vertical externa (fachadas). As fachadas são as  paredes de separação do recinto para com o ambiente exterior. Tais fachadas devem garantir um desempenho acústico adequado em termos do ruído aéreo, ocasionado pelo tráfego de carros, motos, caminhões, aviões, trens, drones, etc. O desempenho acústico mínimo exigido em norma é função do ruído exterior, no entorno da edificação. Para isso, vamos deixar claro que uma fachada geralmente é  constituída por uma parede, com suas diversas morfologias (sacadas, parapeitos, etc) e por uma esquadria. A esquadria em geral é o ponto mais fraco de isolamento acústico de uma fachada. Para um bom isolamento acústico, a esquadria acústica deve ter uma atenção especial durante o projeto da edificação, para evitar frustrações futuras. Em especial o calculo de isolamento acústico deve ser realizado considerando a classe de ruído.

A NBR 15.575 determina diferentes classes de ruído, e para cada classe de ruído foram determinados valores de desempenho mínimo, intermediário e superior. Podemos observar abaixo as diferentes classes de ruído que a norma menciona, para o parâmetro de medição D2m,nT,w (diferença padronizada de nível ponderada à 2m de distância da fachada).

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O quadro nos mostra que existem três tipos de classe de ruído. Se tivermos uma habitação em uma área de ruído intenso ( Classe III)o desempenho mínimo da fachada deve apresentar no mínimo ou maior que D2m,nT,w = 30 dB.

Vale comentar aqui que além de medirmos o D2m,nT,w, podemos estimá-lo matematicamente a partir das propriedades dos diferentes elementos do sistema construtivo da fachada. As uniões e as geometrias  afetam a transmissão sonora. Além disso, podemos realizar simulações com softwares específicos para determinar se o sistema projetado atende ou não ao requisito da norma. Há um artigo no nosso blog falando sobre o SonArchitect uma ferramenta usada para esse fim, clique aqui para ler.

Como avaliar o desempenho da fachada?

Primeiro ressalto que para realizar uma medição de perda de transmissão sonora de fachada não é uma tarefa fácil. Para as medições serem feitas de forma adequada, exige-se um conhecimento prévio do assunto, além dos equipamentos adequados. Um profissional capacitado, geralmente sendo um Engenheiro Acústico, ou também um Engenheiro Mecânico ou Engenheiro Civil especializado com mestrado são os profissionais ideais para avaliar o atendimento da norma de desempenho.

A NBR 15.575 indica dois diferentes métodos de medição, o método de controle e o método de engenharia. A precisão do método de controle é inferior, gerando maiores incertezas nos resultados. Por isso, recomenda-se a realização das medições pelo método de engenharia.

A metodologia de medição é especificada pelas normas ISO 140-5 (de engenharia) e ISO 10.052:2004 (simplificado). Ela é baseada na emissão de ruído do ambiente exterior em direção à fachada por uma fonte sonora controlada (alto-falante). A medição dos níveis de pressão sonora é avaliada em bandas de frequência no exterior da residência, a uma distância de 2 metros da fachada, e no recinto receptor, dentro do ambiente. Veja na figura abaixo o indivíduo na janela do primeiro andar colocando o sonômetro a 2 metros de distância da fachada.

A diferença entre esses níveis irá nos dar a Diferença padronizada de níveis (D2m,nT), considerando os efeitos de absorção do recinto receptor. É interessante observar que os erros metrológicos podem chegar a até 3 dB para esse índice conforme o método, segundo o IPT. Após a medição, o resultado pode ser convertido em um número único, através do procedimento existente na ISO 717-1. Assim, a diferença padronizada de nível ponderado é obtida (D2m,nT,w). Esse é o valor que deve ser comparado com o estabelecido na norma NBR 15575-4, de acordo com a classe de ruído. O resultado da medição dá como conclusão do laudo o desempenho acústico de fachada daquela edificação naquelas condições.

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Além disso, está cada vez mais comum cidades possuírem seus mapas de ruído. Um mapa de ruído é importante pois influencia diretamente na valorização (ou desvalorização) de um imóvel. O ruído é um indicador da qualidade acústica de uma habitação, pois o cliente sempre irá optar por viver em um ambiente com mais conforto.

Um mapa de ruído pode ser útil para diagnosticar os problemas de uma região e se a norma NBR 10.151 de ruído em comunidades está realmente sendo eficaz. A NBR 10.151 estabelece os limites máximos de ruído de acordo com o zoneamento da região. Além disso, ela propõe um método de medição de acústica ambiental e indica quais critérios os equipamentos de medição devem atender.

Inovações tecnológicas em acústica ambiental

Além da forma de medição que mencionamos, já existem maneiras inovadoras de realizar um mapa de ruído, usando como por exemplo sensores IoT (Internet of Things) para criar modelos 3D de mais alta fidelidade, que podem capturar a dimensão dos edifícios com precisão de cerca de 5 cm. Você pode saber mais sobre Novos métodos de medição e modelagem de ruído ambiental, aliados à saúde ocupacional em um webinar exclusivo do Portal Acústica clicando aqui. E o mais interessante é que esses dados podem abastecer enormes data centers onde será possível realizar análises de Big Data para acionar alarmes, mecanismos de fiscalização ou até prever comportamentos e aplicar multas.

Devemos estar atentos às diferentes inovação tecnológicas para o cálculo do ruído de fachada, e cabe às construtoras e grandes ndústrias se adequarem a essas diferentes formas de medição para se prevenirem de problemas com a sociedade civil. O perfil dos profissionais necessários para esse tipo de trabalho está se mudando rapidamente. Portanto, para garantir a tranquilidade e saúde da população os órgãos públicos também devem fazer a sua parte, o que consequentemente vai gerar mecanismos mais fortes de fiscalização e por fim mais mobilização das empresas para investir em qualidade de vida.

 

 

Resolva o problema de ruído em apartamentos – Webinar

Na semana que vem vamos trazer um especialista sobre vibração e ruído para atravessar o Portal Acústica e nos mostrar diversos estudos de caso para responder a seguinte pergunta:

Como controlar vibrações em edificações?

Esse é um problema um tanto comum na maioria dos apartamentos brasileiros, que são em sua maioria feitos de alvenaria. O concreto, por ser bastante rígido, apresenta alta velocidade de propagação das ondas e pouco amortecimento, causando propagação do ruído gerado por vibração. Essa vibração é de alta faixa de frequência se for gerada por um impacto, ou seja, uma curta duração de tempo de contato entre dois objetos, ou um choque inelástico. Neste caso, o mais comum em edifícios é o bendito salto alto ou o arrastar de móveis. Entretanto, algumas pessoas se encomodam com ruídos mais intermitentes e por vezes gerados por equipamentos prediais mal isolados da estrutura.

O consultor e especialista Moyses Zindeluk irá abordar esse tema e mostrar como podemos evitar esses problemas básicos mas que fazem toda a diferença na qualidade de uma edificação. Muitas construtoras ainda não tem experiência no assunto e por vezes só tomam conhecimento do problema em um estágio muito avançado do processo (após entregar o produto ao cliente final). Lembramos que o ideal seria realizar os ensaios de desempenho acústico do sistema instalado após um criterioso projeto que visa atender um certo nível de qualidade, de acordo com o padrão da obra.

Os clientes estão cada dia mais exigentes, e as normativas cada vez mais apertadas. Então, tanto as construtoras, quanto as empresas que fornecem insumos à construção civil devem estar preparados para não ficar atrás da concorrência. Além disso, um imóvel de qualidade é muito mais fácil de vender. E nesses tempos de melhoria gradual da economia, esse pode ser o diferencial entre uma construtora atenta e outra que está em vias de ir à falência.

Confira o webinar exclusivo do Portal Acústica dia 03 de Outubro às 11h, ao se inscrever através deste link aqui.

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Inscreva-se

XXVII Encontro SOBRAC – Som no espaço urbano

Nossas cidades estão cada vez se tornando maiores. Cada dia observamos como o êxodo rural ocorre, mas principalmente como as cidades vão se moldando. Não temos mais aquela migração em massa para os grandes centros urbanos, mas sim a criação de novos centros urbanos. Uma megacity (ou mega cidade) é composta por mais de 10 milhões de pessoas. Atualmente temos 37 destas cidades no mundo. Até 2030 a previsão das nações unidas é que teremos 41 megacities. Tendo isso em vista, há a necessidade de discutirmos como se dá o planejamento urbano e quais problemas já foram enfrentados no passado e podem ser contornados em novas cidades com potencial de expansão.

A terceira mais preocupante forma de poluição no mundo é a sonora, depois da poluição da água e do ar. Entretanto, a poluição sonora é complicada de se avaliar pois os efeitos dela são subjetivos e afetam a qualidade de vida causando estresse e surdez a longo prazo. Portanto, apesar de ser mensurável, o som é por vezes não sendo algo visto pelo poder público com grande atenção na prevenção destas doenças modernas que são a ansiedade, e os problemas psicológicos gerados pelo ruído.

Neste encontro da Sociedade Brasileira de Acústica, a SOBRAC, teremos a discussão deste tema da poluição sonora, principalmente focada na geração de mapas de ruído, impactos na saúde e gestão do ruído ambiente. Serão 6 palestras, 2 mesas redondas, 6 minicursos e uma feira com pelo menos 15 expositores. O encontro ocorre na cidade de Brasília do dia 28 a 31 de Maio e terá um jantar de confraternização, além de uma reunião da SOBRAC ao fim.

Para o evento são esperados pesquisadores, profissionais do ramo, estudantes e professores que terão muito tempo para interagir e trocar conteúdo técnico e mercadológico. Os trabalhos técnicos serão apresentados em sessões técnicas e haverá a exposição de posters. Os temas variam entre acústica de salas, aeroacústica, realidade virtual acústica, ruído ambiental, e outros vários que abrangem todas as linhas de pesquisa dos congressistas. Um destaque é a palestra internacional do professor Prof. Yves Aurégan (Laboratoire d’Acoustique de l’Université du Maine, CNRS – Centre National de la Recherche Scientifique) sobre aeroacústica em dutos (Flow Duct Acoustics). Eu especialmente conheço o trabalho do Yves que já participou comigo dos congresso da AIAA (American Institute of Aeronautics and Astronautics). Ele tem trabalhado com escoamentos em dutos avaliando a interação de materiais porosos e resonadores com escoamentos, utilizando técnicas como PIV (Particle image velocimetry)e impedance eduction.

Os profissionais e estudantes interessados em se inscrever no congresso podem realizá-la no site do evento http://sobrac2017.com.br/ e optar pela inscrição nos minicursos e no jantar, além do congresso. Cabe frisar que haverá estacionamento no local do evento e a entrada na feira de negócios é aberta ao público, sem a necessidade de inscrição.

O Portal Acústica é apoiador do Encontro SOBRAC 2017 e estará fazendo a cobertura do evento ao vivo através do Facebook em algumas lives e fará entrevistas com os patrocinadores e expositores nos stands, além de bate-papos rápidos com os congressistas. Acompanhe e caso fores ao evento, não se esqueça da inscrição até dia 17 de Maio com desconto. Os valores variam de R$300 a R$900 de acordo com a modalidade.

6 fases do projeto de isolamento acústico que você precisa saber

O dia a dia do arquiteto e do engenheiro é corrido! Fazer plantas baixas, preencher planilhas de cálculo, gerar anotações de responsabilidade técnica, visita a obras, e se der tempo tomar um cafezinho com os clientes e colegas de trabalho. Parar um segundo para estudar um tópico novo é por vezes difícil e pouco estimulante se não há uma motivação forte para tal. Entretanto, o mercado está cada dia mais competitivo e quem acabou de entrar no mercado sabe que está despreparado no momento que o primeiro projeto chega na sua mão. Um desses projetos que poucos profissionais conseguem lidar é o projeto de isolamento acústico. Neste artigo quero apresentar os principais elementos de um projeto acústico, e quais conhecimentos o profissional deve conhecer antes de assumir uma responsabilidade frente a um projeto desta natureza. Com certeza, após essa leitura você terá bem claro o que é necessário para enfrentar o desafio de fazer ou contratar um projeto de isolamento acústico. Vamos lá?

Condicionamento Acústico X Isolamento Acústico

Talvez ainda não esteja claro para você, mas essa diferenciação dos termos é muito importante de faz toda a diferença. Isso é um problema pois as vezes até mesmo o poder público não tem isso bem claro. Por exemplo, quando um empresário precisa tirar uma “Certidão de Tratamento Acústico Adequado”, na verdade ele precisa é garantir que o seu espaço não esteja gerando poluição sonora para os vizinhos. Desta forma, o tratamento acústico engloba o isolamento acústico, é o que se deseja neste caso. O condicionamento acústico é quando temos um ambiente interno que possui qualidade sonora dentro dele, de forma que o som não seja distorcido, com eco ou reverberação excessiva. Ou ainda, a sala pode apresentar posições de audição que realcem o grave gerando sensação de falta de equalização do som, o que ocorre muito em estúdios pequenos ou home studios. Por outro lado, o isolamento acústico é a quantidade de som que é barrado de um ambiente para outro. Ou seja, do ambiente interno para o meio ambiente ou ainda de uma sala para outra. Se você quer saber mais sobre como emitir a “Certidão de Tratamento Acústico Adequado”, fiz um e-book que explica cada documento e cada processo necessário até conseguí-la, é só clicar aqui.

Iniciando um projeto de isolamento acústico

O primeiro passo de um projeto de isolamento acústico é definir o escopo, o que irá ser feito. Nessa hora o arquiteto, engenheiro civil ou mesmo o cliente, devem ter bem claro o que será solicitado. Um bom material sobre esse assunto é o Manual de Escopo de Projetos e Serviços de Acústica, elaborado pela Pro Acústica disponível aqui. Em resumo, esse manual contempla 6 fases de projeto, sendo algumas opcionais e outras obrigatórias. Tudo depende do porte do projeto e exigências do cliente e da legislação. As fases do projeto acústico são:

Tome nota

Fase A – Concepção do produto: nesta fase são feitas medições no local, seja uma obra já construída ou em um terreno que receberá o empreendimento. Um laudo é gerado e dependendo do porte do projeto pode-se fazer um mapa acústico. Esse mapa é uma carta informando os níveis de ruído da região ou da planta de uma indústria. São identificadas as fontes sonoras e a potência sonora de cada uma delas. Dependendo do zoneamento da região no plano diretor da cidade, verifica-se o isolamento acústico mínimo para atender a legislação. A Classe de ruído I caracteriza um ambiente externo calmo, e a Classe de ruído III caracteriza um meio ambiente bem ruidoso, como exemplo.

Fase B – Definição do produto: a fase contempla o chamado Anteprojeto, onde são definidas as áreas a receber soluções acústicas. É necessária uma planta arquitetônica, contendo os equipamentos de som e uso pretendido de cada ambiente. Com isso o engenheiro acústico pode realizar os cálculos de isolamento acústico, baseados na NBR 15.575 de desempenho acústico de edificações e em conjunto com a ISO 15.712 que calcula a performance acústica de um edifício com base nos elementos construtivos pré-definidos. Como um opcional, você pode solicitar ao engenheiro acústico uma busca por soluções inovadoras e sustentáveis, ou ainda estudo técnico-econômico do projeto.

Fase C – Identificação e solução das interfaces: também conhecida como Projeto Básico, onde todas as plantas complementares, principalmente de hidráulica, alvenaria e ar condicionado são comparadas com as plantas acústicas. Os problemas identificados são tratados imediatamente e por vezes a interação com profissionais das outras disciplinas é necessária para resolver os conflitos. As soluções acústicas são consolidadas, garantindo margens de segurança de engenharia, como de costume.

Fase D – Projeto de detalhamento das especificidades: ou ainda Projeto Executivo, que trata do detalhamento de todas as soluções acústicas em planta e em memoriais descritivos ou de cálculo. As especificações dos materiais e desenho técnico de equipamentos são realizadas em detalhe. Com isso, o cliente terá condições de elaborar orçamentos com os fornecedores de materiais, elaborar minutas contratuais de mão de obra e planilhas com o volume de materiais e serviços para futuro controle. Esse trabalho também pode ser realizado pelo engenheiro acústico, se contratado para tal. É aqui que as janelas anti ruido, ou as chamadas janelas acústicas vão ser detalhadas.

Fase E – Pós-entrega do projeto: nesta fase o projeto é apresentado ao cliente final e são tiradas dúvidas para dar andamento à fase de obras. Por vezes alguns fornecedores de materiais requerem o projeto para projetar sistemas auxiliares de suporte de equipamentos, ou painéis de revestimento. Por exemplo, se paredes de drywall são especificadas, toda a parte do projeto de perfis metálicos é realizada pela empresa instaladora. Nesta obra, o engenheiro acústico pode supervisionar a obra, caso contratado para tal, para garantir que falhas de instalação não ocorram durante a obra. Isso é de extrema importância ao nosso ver!

Fase F –  Pós-entrega da obra: essa última etapa é muito importante para garantia da qualidade dos serviços. O projeto só é bom se for constatado que ele atende ao projetado. Portanto, medições dos níveis de ruído dentro das salas, de uma sala para outra, e de uma sala para fora são essenciais. Deve-se medir com e sem o sistema de sonorização funcionando para poder comparar os níveis de ruído de fundo pela NBR 10.152 e os níveis de desempenho acústico preconizados na NBR 15.575. Somente profissionais gabaritados e com equipamentos adequados podem fazer esses ensaios. A norma de ruído em comunidades NBR 10.151 também pode ser usada, medindo o ruído com a janela acústica ou, não acústica, aberta e fechada.

Bom, essas fases são o passo a passo para o seu projeto de isolamento acústico. É essencial saber que quanto mais pesada a estrutura, parede ou piso, mais som será isolado. Mas estruturas rígidas também vibram, portanto, se uma máquina vibratória estiver encostada na parede, por mais espessa e pesada que ela seja, o som pode ser transmitido para a sala adjacente. Alguns sistemas usam o conceito massa-mola-massa, na qual duas estruturas de maior densidade são unidas por um colchão de ar ou uma estrutura esbelta com boa dissipação, dificultando a passagem do som. Isso porque o som precisa trocar de meio várias vezes e o material do meio do sanduiche (mola) é um mal condutor do som. Você já deve ter ouvido falar das paredes duplas, certo?

Veja que as normas citadas são somente algumas das tantas normas existentes neste ramo. Essas normas são aplicadas à construção civil, mas existem outras normas mais complicadas para projeto de encausuramento de geradores, casas de máquinas, equipamentos de fonoaudiologia e outros. Verifique com o consultor acústico quais normas são aplicáveis para evitar de tomar uma multa por ruído excessivo dos órgãos públicos. Outra questão é que sistemas com isolamento maior que 55 dB geralmente são difíceis de projetar, sendo necessários sistemas especiais que poucas pessoas conseguem executar sem orientação. Se esse for o seu caso, procure um especialista. E aí, valeu a dica?

Abraço e bons projetos!

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Se você trabalha com simulação acústica ou está pensando em entrar neste mercado, eu gostaria de te fazer um convite. Estamos fechando a turma do único curso de Modelagem Acústica Ambiental do Brasil. Para saber mais, clique na imagem abaixo.

6 principais áreas da acústica

O que é acústica?

A Acústica é o estudo do som, visto que é uma parte da física, dentro da ondulatória. O som nada mais é do que ondas mecânicas em um meio de propagação e que são audíveis. Por vezes as ondas são de baixa frequência, causando a vibração dos corpos, sendo que o som proveniente dessa vibração de algum corpo não é audível. Mas a vibração pode irradiar som caso em uma faixa de frequência e volume suficiente que nos cause a sensação auditiva.

A Engenharia Acústica, assim como os demais ramos da engenharia, é um amplo campo de conhecimento que pode ser dividido em diversas especialidades. Quando se fala em engenharia, se pensa em formas de entender e resolver os problemas relacionados a aquela área de estudo. Os profissionais de cada especialidade são em geral requisitados como peritos somente em sua área de atuação. E neste caso, os perítos em acústica são poucos no Brasil, de forma que são profissionais bem requisitados.

Devido à expansão de alguns nichos de mercado em detrimento a outros, é mais provável que você encontre mais profissionais ligado à Acústica ambiental ou
à Acústica de salas. Isso acontece porque a maior parte dos problemas brasileiros está ligado ao incômodo do ruído, em um ambiente rural ou urbano, que causa divergência entre vizinhos. Um caso típico é o de uma boate em uma área residencial, ou de uma fábrica com equipamentos ruidosos próxima a uma comunidade.

Bom, vejamos algumas dessas essas áreas da acústica para melhor selecionar o profissional adequado ou ainda estudar mais a fundo esse meio:

 

 1. Acústica ambiental

O profissional que atua nesta área deve ter pleno domínio na redação de laudos técnicos e no manuseamento de equipamentos de medição. Ele idealmente deve possuir um sonômetro calibrado classe 1 que é responsável por capturar, medir e processar sons na faixa auditiva do ser humano. É desejável também que o profissional tenha uma ferramenta computacional que permita elaborar mapas de ruído ambiental. Esse profissional deve ter boa noção de processamento de sinais e ser muito bom com cálculos envolvendo logaritmos. Ele portanto atenderá basicamente a normativa NBR 10.151 e pode atender às demandas dos empresários que precisam de uma certidão de tratamento acústico adequado para operar em um endereço possivelmente causando poluição sonora.

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São aplicadas ponderações nas medições de ruído ambiental, tendo em vista a apresentação dos dados de forma representativa, quanto à sensação auditiva humana. Índices estatísticos são muito importantes também, para quantificar o som em certos períodos de tempo determinados.

 

2. Acústica de salas

Esse ramo de conhecimento abrange profissionais das áreas de arquitetura e engenharia civil, que por ventura venham a estudar conforto acústico em edificações. O profissional deve estar habilitado de um ferramental um pouco maior do que o engenheiro de acústica ambiental, pois para atender às normativas do setor de construção civil ele deve dispor de: uma máquina de percussão (tapping machine) que realiza os ensaios de ruído de impacto entre lajes, uma fonte dodecaédrica que é uma caixa de som especial com característica omnidirecional, e um sonômetro calibrado classe 1.

O profissional deve também dispor de uma ferramenta de mapeamento de ruído externo, mas também de simulação do desempenho e auralização de ambientes internos. Essas ferramentas podem ser bastante caras e novamente, baixe grátis o e- book neste link para tirar suas dúvidas. Podemos dizer que idealmente o profissional deva entender e aplicar as normas NBR 10.152 e NBR 15.575 em sua totalidade para poder atuar no mercado.

Se você trabalha em uma construtora ou é arquiteto e precisa de uma consultoria neste sentido, baixe grátis o e-book sobre acústica em edificações residenciais aqui para pegar dicas e sanar suas dúvidas.

3. Controle de ruído

De maneira abrangente o engenheiro de controle de ruído e vibrações trabalha na mitigação de problemas em máquinas e equipamentos. É o profissional que pode ser acionado durante o desenvolvimento do produto, na fase de testes de comissionamento ou ainda durante a operação.

Um programa de preservação da audição é algo muito importante em empresas que apresentam grande quantidade de máquinas e expõem os trabalhadores ao ruído intenso. Portanto, o profissional desta área pode identificar fontes, programar ações mitigatórias ou ainda auxiliar na definição de protetores auditivos ideais após medir a dose de ruído dos trabalhadores.

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4. Aeroacústica

Esse ramo da engenharia acústica é muito interessante e desafiador. Não porque atuo nesta área, mas porque é a mais complexa e envolve basicamente a presença do som em ambientes com grandes variações de velocidade do meio que o som se propaga. Exemplo disso são a acústica de aeronaves, helicópteros e foguetes.

Acredito que o profissional deva ter muita paixão pela matemática, principalmente envolvendo números complexos, fluido dinâmica, ferramentas de cálculo computacional e de simulação multifísica. Alguns exemplos de ferramentas utilizadas podem ser vistas no e-book grátis de ferramentas computacionais aqui. Em geral, os contratantes são empresas do ramo aeroespacial, automobilístico, institutos de pesquisa e universidades.

5. Acústica Musical

Esse ramo de conhecimento é muito interessante e envolve aspectos da arte e da psicologia com a construção de instrumentos musicais. Em geral o profissional deve ter formação forte em física com muito conhecimento sobre como os instrumentos musicais funcionam e sobre psicoacústica.

Se o profissional souber sobre áudio analógico e digital, muito provavelmente vai ser um bom designer de estúdios de gravação, de TV, rádio ou de ensaio. O engenheiro de acústica de salas com um pé na acústica musical com certeza terá capacidades de elaborar projetos acústicos de salas de concerto, teatros e centros multiuso com fins artísticos.

Os mais ligados à engenharia elétrica provavelmente serão bons designers de caixas de som e alto-falantes. Os principais contratantes são empresas de instrumentos musicais, equipamentos de áudio, institutos de pesquisa e universidades.

6. Acústica submarina

Desde o canto das baleias ou dos golfinhos, até os equipamentos mais sofisticados de sonar são estudados por esse profissional. Esse ramo de pesquisa e desenvolvimento tem crescido exponencialmente nos últimos anos e apresenta futuro para os novos profissionais entrantes.

O profissional deve ter um amplo conhecimento sobre fenômenos de refração, difração e mecânica dos fluidos para ser bem sucedido na área. Em geral a indústria naval, a marinha e as universidades é que necessitam deste profissional.

Conclusão

Concluindo, apresentamos áreas de atuação do engenheiro acústico. Esse profissional pode atuar não somente de forma autônoma, mas em laboratórios e empresas privadas do ramo automotivo, da aviação ou ainda da construção civil e naval. Esperamos com isso auxiliar na sua busca do profissional certo para realizar o serviço que você demanda. Ou ainda, esperamos que esse artigo tenha informado o estudante que pretende atuar futuramente em uma dessas áreas. E para estar bem informado sobre softwares para acústica, separamos um e-book neste link aqui para você ficar por dentro.

Obrigado pela leitura e por favor deixe seu comentário abaixo para sempre trazermos conteúdos de qualidade para você.

 

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