medição de resposta impulsiva

Medição acústica em um anfiteatro

Realizar a medição acústica de uma sala de aula em uma escola, ou de um anfiteatro em uma universidade,  é uma prática bastante importante para assegurar conforto acústico, reduzir a fadiga dos professores e melhorar os níveis de aprendizado dos alunos.

Estudos recentes mostram que um ambiente mais silencioso é primordial para o ensino de jovens, especialmente crianças, devido a maior propensão delas ao mascaramento de informações. Isso significa que crianças não usam o seu julgamento e pré conhecimento sobre os assuntos ministrados em sala de aula para formar os conceitos. Então, as crianças estão mais sucetíveis a absorver a informação de maneira errada, caso estejam na presença de sons que não são gerados pelo educador. E realmente é triste ver a realidade de diversas escolas públicas do Brasil com ambientes muito mal preparados para o ensino, com muito ruído de fundo (externo ou interno e que não é gerado pelo educador).

O vídeo a seguir mostra como foi realizada a medição de resposta impulsiva num dos anfiteatros da Universidade de Southampton (UK), onde utilizamos dois diferentes equipamentos para gravar o som e realizar um pós processamento dos dados. Veja o procedimento em:

Utilizando uma fonte sonora, microfones e um sonômetro, os especialistas puderam realizar uma medição acústica do tempo de reverberação (artigo comentado no video) do ambiente ao avaliar o decaimento do som no ambiente ao utilizar um sinal de varredura. Os dados das gravações da resposta impulsiva da sala podem ser usados para realizar operações de convolução, e obter em um sistema de áudio uma reprodução de como qualquer som soaria se estivesse sendo executado neste anfiteatro. Em outras palavras, essas medições permitem criar um modelo tridimensional da sala que represente a acústica do anfiteatro naquele ponto de audição, ao colocar uma fonte sonora qualquer naquele ponto que a caixa de som reproduziu a varredura. Isso é incrível, visto que podemos recriar a sensação de estar fisicamente naquela sala. Isso é muito útil ao projetar esse tipo de ambiente, de forma que possamos prever a acústica da sala mesmo sem ela existir.

Digamos que queremos reproduzir a mesma planta, ou desenho arquitetônico em outro prédio. Podemos verificar as deficiências deste anfiteatro existente, e gerar um modelo acústico computadorizado que permita otimizar a sala. Assim, o projeto vai sempre se aperfeiçoando. Veja que isso é extremamente útil, para reduzir custos e garantir a qualidade em projetos que sejam replicáveis.

Para melhorar o conforto acústico, podem ser estudadas a alteração dos materiais de revestimento do teto, piso e móveis, por exemplo. Isso interfere principalmente no coeficiente de absorção e difusão médio da sala. E de maneira geral podemos com isso controlar o tempo de reverberação, que é uma métrica essencial. Essa métrica influencia parâmetros mais complexos de qualidade ligados à inteligibilidade da palavra falada. Temos um artigo sobre esse tema inclusive. Clique aqui para ler caso tenha interesse.

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